Poemas de Amor de Mãe para Filho
Às vezes o amor não
pergunta se vale a pena,
ele simplesmente fica.
Fica no silêncio que aperta o peito,
no nome que ainda mora na boca
mesmo quando o coração tenta desaprender.
Esperei como quem acende
velas no vento,
acreditando que o frio
era só passagem,
que o gelo nos teus gestos
um dia viraria abrigo
e não essa distância
que corta sem faca.
Perdi horas,
pessoas e versões de mim
tentando proteger algo
que só eu segurava.
Te vi ir, passo por passo,
enquanto eu ficava parada
aprendendo a sangrar sem fazer barulho.
E hoje,
se me perguntam se valeu a pena,
respondo com a verdade que doeu aprender:
valeu para me ensinar
que amor não é espera infinita,
é encontro — ou não é.
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
Os abrigos da alma
Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.
Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.
Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.
Teu amor me deu asas
Teu amor me deu asas
como as de um gavião
que aprende o céu sem medo.
Quando teu olhar encontra o meu,
o mundo fica pequeno lá embaixo
e meu coração voa alto,
só para te alcançar
no horizonte do sentimento.
Há algo em ti que chama o vento,
algo forte e livre como asas
abertas ao sol.
E eu, que antes caminhava
no chão das incertezas,
aprendi contigo a voar no silêncio
do amor, onde cada batida do peito
é como o bater das tuas asas perto de mim.
Se um dia o céu
escurecer e o mundo pesar,
deixa que meu amor seja teu vento.
Pois não quero te prender à terra,
quero voar contigo
— lado a lado
— como duas asas do mesmo destino cortando o infinito do amor.
Um amor para recordar
é aquele que não passa com o tempo —
ele aprende a morar na memória.
Como o pôr do sol que insiste em voltar todo dia,
teu nome ficou gravado no silêncio do meu peito,
como se o destino tivesse escrito nossa história
com tinta de eternidade.
Ligados pelo amor,
como duas estrelas que o céu aproximou sem pressa.
Mesmo quando o mundo gira depressa demais,
há um fio invisível que nos puxa de volta,
um laço feito de carinho, saudade e promessa.
E nele meu coração encontra abrigo
toda vez que pensa em você.
Se um dia o tempo tentar apagar os passos,
a lembrança ainda saberá o caminho.
Porque alguns amores não terminam —
eles apenas viram luz dentro da gente.
E no meu coração você permanece assim:
um amor que o tempo não leva,
um amor… para sempre recordar.
Oração do Amor
Senhor, se o amor for mesmo um sussurro da alma, deixa que o meu coração aprenda a falar teu nome através dela. Que cada batida seja um verso silencioso pedindo cuidado, ternura e presença. Porque quando penso nela, o mundo inteiro parece dobrar os joelhos dentro de mim.
Que os olhos dela sejam minha paz nos dias cansados, e que o sorriso dela seja como luz acesa no meio da noite. Se o amor for caminho, me ensina a caminhar devagar, segurando a mão dela como quem guarda um milagre.
E se algum dia a vida trouxer silêncio ou distância, guarda nosso sentimento como se guarda uma chama dentro do peito. Porque amar ela, Senhor… é a forma mais bonita que meu coração encontrou de falar de amor.
A Canção do Amor
O amor não chega fazendo barulho,
ele vem como brisa leve ao amanhecer,
tocando a alma sem pedir licença,
e quando a gente percebe…
já é parte do ser.
Ele mora nos detalhes mais simples,
no olhar que fala sem dizer palavra,
no silêncio que abraça por dentro,
e na paz que o coração guardava.
É chama que aquece sem queimar,
é verso que nasce sem pensar,
um encontro de destinos improváveis
que o tempo não consegue apagar.
E quando o amor vira canção,
não há dor que faça esquecer,
pois quem aprende a amar de verdade
descobre o sentido de viver.
Carta Aberta
Meu amor,
Às vezes tento colocar
em palavras o que sinto por você,
mas é como tentar segurar
o vento com as mãos.
O que existe em mim porvocê
vai além do que se explica,
é um sentir que nasce no peito
e se espalha pela alma.
Desde que te encontrei,
tudo ganhou cor,
meus dias têm mais calma
e meu coração mais sentido.
Você chegou como quem
não quer nada,
e acabou levando tudo
o que em mim ainda era silêncio.
Te amo em cada detalhe —
no jeito que sorri,
no som da tua voz,
no teu abraço que parece casa.
Não sei quando começou,
só sei que ficou,
e que desde então,
tudo o que quero é estar
ao teu lado.
Talvez eu não seja bom com palavras,
mas se amar fosse uma língua,
você seria a minha forma de dizer tudo.
Que a vida te sorria sempre,
que teus sonhos se realizem,
e se for da vontade de Deus —
que eu continue fazendo parte deles.
Com amor,
[Seu nome] ❤️
Antes de oferecer amor a alguém,
É preciso recolher os pedaços de si.
Cuidar da alma, do silêncio, do tempo, voltar a ouvir Deus falando baixinho aqui
E mesmo ferido,
Meu coração resiste:
"Do luto nasce um amor
mais profundo.
Pois quem amou de verdade
Entende que amar é viver-
Mesmo em ruínas da Alma."
Três Regras do Amor
Primeira regra:
não ame sozinho.
Amor que pesa em um peito só
vira dor disfarçada de esperança.
Segunda regra:
não implore presença.
Quem quer ficar, fica,
quem ama, escolhe todos os dias.
Terceira regra:
saiba a hora de partir.
Porque amar também é coragem
quando continuar machuca.
E mesmo seguindo regras,
o coração ainda sente…
porque o amor nunca foi feito
pra obedecer razão.
- P.silva3
Infância
foi o tempo em que te amei sem saber o nome do amor.
Memórias
hoje me visitam à noite, como fotos que o coração insiste em guardar.
Última
carta escrevo com a mão trêmula de quem ainda sente.
Infelizmente,
o adeus chegou antes do esquecimento.
Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.
As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.
Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.
Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.
Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.
Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.
Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.
E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.
Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.
“O Amor Que Restou”
Disseram-me: o que é o amor para ti?
E eu fiquei sem resposta,
perdido em lembranças,
pois amei demais e cada gesto,
cada toque,
se tornou ferida aberta no peito.
Ela respondeu com a frieza
de quem se protege:
o amor não existe,
é ilusão, só sabe ferir.
E naquele instante, eu senti o eco
de todos os abraços que não me salvaram.
Ainda assim,
há uma chama teimosa,
que insiste em buscar calor
no que resta de ternura.
Mesmo sabendo das dores,
eu ainda tento
entender o que é amar,
mesmo que seja sofrer.
E se amar é ilusão,
que seja minha ilusão,
pois cada lágrima derramada
tem perfume de você.
Mesmo ferido,
mesmo quebrado,
eu guardo a esperança
silenciosa de um amor
que não dói só na lembrança.
Eu sigo vivendo
Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.
Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.
Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.
Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.
Se for pra falar, fala com o coração.
Se for pra ficar, fica inteiro.
Porque o amor não sobrevive
onde o silêncio vira muro.
Outsider no amor
Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.
Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.
Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.
Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Podcast do Amor – No Ar
Então…
fica aqui comigo um pouco.
Apaga o resto do mundo.
Hoje não tem pressa,
Só verdade.
Se essa voz chegar em você,
já valeu a noite.
Eu não vim explicar o amor.
Vim sentir.
Vim dizer que,
quando penso em paz,
é o teu nome que
responde primeiro.
Às vezes eu paro…
respiro…
porque falar de você
acelera tudo aqui dentro.
É fundo, sem medida,
como fé que não vacila.
E mesmo sem ensaio,
soa certo.
Se esse episódio acabar
agora, tudo bem.
O que é nosso não desliga.
Continua tocando baixo,
constante, porque é você
dentro do meu coração.
