Poemas de Amor Abandonado
A tecnologia só poderá contribuir para um futuro próspero se a paz e o amor estiver dentro do coração do homem.
Simone Vercosa
Ao longo de toda a minha história, nunca houve espaço para um outro amor. Nossos caminhos se cruzaram muito cedo e desde então, nunca mais tomaram rumos distintos. Nós sabemos que nem todos os dias são fáceis e que as vezes, é uma luta para ententerdemos um ao outro. Mas o fato é que tudo é melhor quando estamos juntos. E eu não consigo de forma alguma, me imaginar com outro alguém, pois durante toda a minha vida, tive apenas um único amor. Meu primeiro e único amor, minha alma gêmea e meu melhor amigo.
O tempo aceitou sua defesa, a saudade ouviu seus argumentos, mas o amor julgou a causa sozinho. E a decisão foi definitiva:
você não deixará de me amar.
Talvez o amor não chegue fazendo barulho. Talvez ele vá chegando devagar, ocupando espaços que a gente nem percebe: no pensamento que insiste, na saudade que aparece do nada, no sorriso que surge só de lembrar de alguém.
E, quando a gente percebe, já aconteceu. O coração escolheu sem pedir permissão. E entre tantas pessoas no mundo, encontrou justamente você.
Não foram pensamentos passageiros ou superficiais que me trouxeram até ti, mas sim um amor profundo e repentino. Eu transbordava de sentimentos para dar, e tu, com a tua presença, tornaste-te a única razão para os entregar a ti, de forma livre e incondicional.
Tu és o milagre que eu não esperava. És a prova de que o destino existe e que os sonhos mais puros se materializam, basta olhar para o teu sorriso. Sim, milagres acontecem.
"Eu não conseguia respirar, e a alegria era uma emoção esquecida. A palavra 'amor' carregava um peso que eu não compreendia... até você me resgatar. A partir daquele momento, você não só me devolveu o fôlego, como também me ensinou o seu significado mais puro e lindo."
Meu amor exige mais que paixão; exige a admiração. Eu preciso enxergar na pessoa amada a inspiração que me faz apaixonar todos os dias.
Já que o meu amor por ti é certo e infinito, não há mais espaço para a autocrítica ou a tristeza. Tu és a minha outra metade, o meu reflexo mais belo. Quando te abraças, abraças-me a mim. Quando te perdoas, perdoas-me a mim. Nunca te esqueças: somos a mesma história escrita em dois corações.
Sinto uma dor profunda pelo que fiz. Mas a ideia de perder a sua presença e o seu amor é o que realmente me sufoca. Me perdoe para que a nossa história possa continuar.
"Ah, a doce lembrança de um tempo onde o nosso amor era a melodia constante... Recordo-me com ardente saudade de quando eu fazia do nosso romance uma narrativa diária, enviando-lhe novas histórias de amor, ou de quando a urgência do meu desejo me impulsionava a atravessar distâncias, movido unicamente pela necessidade irrevogável de a ter nos meus braços."
Amor não é evento, é hábito. Não espere o Dia dos Namorados para fazer alguém se sentir único. Quem ama, cultiva o sentimento todos os dias.
Os ventos da solidão são constantes e frios em meu ser. A falência do amor corrói meu coração e infecta meu discernimento, me tornando um dependente viciado nos prazeres do passado recente. Como sempre afirmei, o amor é viciante! Após a sua perda, a dependência te deixa doente e requer um tratamento para uma doença crônica. Sentir-se ao menos uma vez amado causa esse mal e sua sobrevivência sempre dependerá de um amor presente e companheiro.
Pais, cuidar com amor também é não transferir aos filhos os medos que nasceram das experiências negativas que vivemos. Eles não são os autores da nossa história, nem serão iguais às pessoas que nos feriram. Cada filho tem sua própria história, suas próprias escolhas e merece a oportunidade de construir sua caminhada sem carregar os pesos do passado dos pais.
Quem ama verdadeiramente não precisa escolher entre amar o próximo ou amar a si mesmo. O amor autêntico transborda em ambas as direções.
Quem cria um filho para depender de si não prolonga o amor; prolonga a infância. E toda infância que sobrevive ao tempo acaba se transformando em uma velhice sem autonomia.
Há pais que passam a vida inteira chamando de amor aquilo que, na verdade, é a mais refinada forma de sabotagem. Blindam os filhos contra a dor, contra a disciplina, contra o “não”, contra as consequências… e depois se espantam ao descobrir que criaram adultos incapazes de enfrentar a própria existência. Quem elimina todos os obstáculos do caminho do filho não facilita a caminhada; elimina o caminhante. No lugar de consciência, instala dependência. No lugar de caráter, conveniência. No lugar de responsabilidade, vitimismo. E, quando os pais já não conseguem sustentar o peso que criaram, a vida apresenta uma conta que nem dinheiro, nem patrimônio, nem herança conseguem pagar. Porque a pior pobreza não é faltar recursos; é faltar estrutura para existir sem alguém que continue sustentando aquilo que a educação nunca construiu.
Há pais que não criam filhos; criam dependentes e chamam isso de amor. Alimentam cada capricho, negociam cada limite, compram cada silêncio, removem cada consequência e, no fim, aplaudem uma obediência que nunca foi virtude, mas conveniência. O que chamam de proteção é, muitas vezes, medo de frustrar; o que chamam de cuidado é incapacidade de educar; o que chamam de amor é apenas a recusa em suportar o desconforto de dizer “não”. Cada responsabilidade assumida no lugar do filho é um pedaço de caráter que deixa de ser construído. Cada dificuldade evitada é uma força que deixa de nascer. Pais que fazem da própria vida um escudo permanente não estão preparando os filhos para o mundo; estão preparando o mundo para carregar filhos que eles mesmos decidiram não formar. A tragédia não começa quando os pais morrem. Ela começa no exato instante em que deixam de educar e passam a servir. Porque o pior abandono não é deixar um filho sozinho; é entregá-lo à vida sem consciência, sem disciplina e sem a capacidade de existir sem depender de alguém.
A vida nunca premiou os amaDORES que confundiram amor com superproteção, nem os poupaDORES que sequestraram dos filhos o direito de enfrentar a realidade. A vida sempre pertenceu aos enfrentaDORES. Porque quem poupa um filho da dor não o livra do sofrimento; apenas adia o encontro com ele, tornando-o maior, mais caro e, muitas vezes, irreversível. Pais que retiram cada pedra do caminho acabam retirando dos próprios filhos a capacidade de caminhar. No afã de evitar lágrimas, fabricam fraquezas. No medo de decepcionar, educam para a dependência. No excesso de ajuda, condenam à escassez de caráter. O amor que não disciplina deixa de formar e passa a deformar. E a pior deformidade não é a do corpo, mas a de uma consciência que acredita que viver é encontrar alguém disposto a carregá-la para sempre.
