Poemas de Amor Abandonado
O tempo e o vento
Penso em tanta coisa pra falar
algumas precisam ser ditas
outras nem tanto
mas a poesia pede pra versar...
Não sei se terei tempo
Se o tempo é suficiente
Se sou eficiente
de correr contra o tempo...
O vento tem força, leva tudo
mas sou persistente
minha alma é independente
Corro atrás...
Assim sou: poeta ou escritor
digo tudo que penso
não importa o tempo
e se o vento sopra a favor...
Anjopoesia
O homem sonha o amanhã
Diante do Obstáculo
A convicção de que o coração justo
É movido por uma força muito mais forte
Que a do próprio braço.
Eu E A Chuva
Quando a chuva cai ao entardecer
É festa que dá no meu coração
Vibra pula ou sacode
E pra longe se vai toda a solidão
Quando a chuva cai e é só eu e você
A emoção que dá faz o meu dia amanhecer
Canta,dança e já se alegra
É essa a razão de eu estar com você
Quando a chuva cai eu me sinto tão bem
Eu olho pra rua e não vejo ninguém
Quando a chuva cai é que eu me sinto feliz
Eu olho pra vida e sinto o bem que ela quis
Porque eu e a chuva
Somos grandes amigos
Sorrindo ou chorando
Ela está sempre comigo
Como o joio e o trigo
Sempre fomos assim
Uma jóia tão rara
Quanto ao ouro ou marfim.
Fagulhas
Eu sei
Do medo
Do mar
E mais ainda
Eu sei
Do medo
De amar,
Esta fagulha acesa
Querendo queimar
Esta alma presa
De quem não tem mar,
À querer
Fugir dele
Ou de vez
Se afogar
Eu sei da força
Que tem a sua fé
E da fera que há nessa moça
Querendo sempre me arrastar pra longe
E me jogar pra sempre
Lá no fundo do poço.
Virtude
Eu escondo a minha dor
E te ofereço um sorriso,
Porque a dor é só minha
E ninguém tem nada com isso
Eu disfarço a minha tristeza
E finjo está tudo bem,
Porque a angustia é um dilema
E só cabe a mim e mais ninguém
Eu forjo a minha força
E te asseguro a compaixão,
Pois na fraqueza ou fracasso
Quem manda mesmo é o coração
De pé ou sentado
Eu invento a coragem
Aqui sempre guardado
Na mesma bagagem
Faço dela mensageira
pra toda e qualquer dosagem,
Porque a vida é uma imagem de fé
E não uma miragem.
Endecha
Passeando pelas bandas de lá,
Eu vi um arco-íris e também um larápio
Vi muita gente feliz
E tanto sorriso barato
Eu vi uma bicicleta rodando,
E uma mulher chegando mascando chiclete
Ela tinha no sorriso um flagelo
E um gelo em seu olhar que cortava feito Gillette
Eu vi a fome de perto e muitos mendigos também,
Foi quando aumentaram o meu tédio
Ver tantos cristãos ao léu
Alguns pedindo esmola e outros com a mão pro céu
Alguns cantavam de fome
E outros sorriam de dor,
Era um delírio de fome
E de muita falta de amor.
PRECE PARA A SEMANA
SENHOR, nesta semana que se inicia,
Rogo a Vós para nos abençoar, bem como abençoar nossos familiares, amigos e todos que estejam sofrendo, em razão de doenças físicas, psicológicas, espirituais ou por qualquer outro motivo.
SENHOR, proteja-nos de todo mal.
Amém!
"Por que sempre achamos que haverá tempo, quando o tempo não nos pertence.
O tempo de reconciliar, o tempo de rever um amigo, o tempo de visitar o amigo enfermo, o tempo de reconstruir pontes quebradas...
Sempre deixamos para depois, mas ainda que haja tempo, os outros podem não estar mais lá..."
Eremita
Teu mundo
É confuso,
Com tudo
Ele é turvo
Teu mundo
É fechado
Com tudo
Ele é mudo
Teu mundo
É estranho
Com tudo
Ele estranha
Ele não se assanha
Ele já se acanha
Ele não apita
Ele não palpita
Ele faz de conta
Ele não agita.
Obrigado Senhor.
A cada dia verifico os milagres que realiza.
Reitero minha fé absoluta em Vós e que seja sempre feita a Vossa vontade.
Amém.
Eremitando
Na solidão me entrego,
entre olhares perdidos,
Erguidos em escapismo.
Lirismo encoberto.
No horizonte me enterro,
neste luto eterno,
entre meu mundo interno,
e a realidade que impera.
Quisera eu poder inventar
minha quimera,
e dela fazer minha existência,
substância, essência.
Buraco
Eu tenho um buraco
cravado na alma,
desacompanhado
de tudo e de todos.
Buraco sem fundo,
fundo sem fundo,
fundido no mundo,
fugido de tudo.
Havia Marta.
Estava morta.
Entrava torta.
Não tinha vida.
Que dirá sorte.
Tão milionária.
De grande porte.
Mas dentro d'alma
Não era forte.
A arte faz parte da sorte
A sorte faz arte com a gente
A gente quer sonhos à parte
Os sonhos espantam a morte
Números são infinitos,
Não quero ter razões,
Prefiro ter certezas.
Escolho a qualidade,
Não quero quantidade,
Temo a incerteza.
Os acrobatas
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Miligrama de verso XVI
O tempo passa
Vem e me abraça
Não acho graça
Desta distância
Que não te alcança
Vem e me enlaça
Pois, de verdade
Não tenho a menor vontade
De fazer rima com saudade.
Miligrama de verso XVII
Não mais o pranto
Não mais o espanto.
Sou Ser de Luz
Tudo Reluz
Alto é o meu canto
Estou num processo de Desencanto...
