Poemas de Amor Abandonado
Hoje eu tive insônia!
Dormi abraçado com o travesseiro
-imaginando você-.
A insônia foi porque não consegui
mais parar de imaginar...
Plante o bem no seu consciente
Que, no dia seguinte "o bem plantado"
frutificará. Crescerá raízes profundas...
Mas nunca, jamais! Pare de regar!
Tento enxergar como a vida é para alguns e para os outros...
Tudo acontece em igualdade.
O que muda é a forma em que agimos em cada uma das ocasiões!
Sempre confundimos uma falta de atitude
com um "não está nem aí".
Sempre acreditamos que um silêncio
é uma certeza de que não se importa.
Não pense assim antes da certeza!
Esse calafrio na barriga; essa mudança no meu corpo ao te ver ou sentir.
Seja isso “o alimento dos sentimentos”?
Ou o medo alertando-o?
Por alguma razão, você faz parte dessa cena.
Nada se cria do nada!
Nem mesmo uma frase...
Até para isso, precisamos passar por
algumas circunstâncias.
Se sentir flutuar...
Voar sobre as nuvens
no céu de alguém.
Passear pelas belezas que há.
Avistar um sorriso... de canto talvez.
Já é uma dádiva.
E por fim, acampar no abraço
de quem te faz bem!
Ver-te… Mesmo que seja por 1 segundo!
Acelera os meus batimentos cardíacos.
Eu saio desse mundo físico
Fazendo com que, vivo só de pensamentos!
Por que desistir de alguém que tira um sorriso seu?
De quem te faz lembrar só porque ouviu uma música, um filme…
De alguém que é o seu último pensamento antes de dormir.
De alguém que te tira do chão e te faz ser a melhor pessoa do mundo, sem nem mesmo querer nada em troca.
Por quê?
Eis a questão! Não há motivo!
Mesmo sendo impossível.
Se fosse possível veres o que meus olhos veem
E sentisse dentro de si o que sinto.
Talvez, a história seria outra.
Cada dia que passa,
Vai ficando pior!
Vai ficando distante;
Aos poucos desaparecendo…
Estou eu aqui, sobrevivendo.
Um dia, eu sonhei
Que tudo estava bem.
Mas quando acordei;
Realmente estava bem.
— Porque esperava o mal?
— Podes sonhar também!
Agradece a Deus e durma feliz!
Assim acordará também.
Porque nem sempre o mal
Estar ao nosso redor;
Paz e alegria também,
Rodeia entre nós.
Tenho um desejo insano.
É meio conturbador;
Em, querer sem poder.
Afeta minha alma.
Me faz enlouquecer.
Porque tem que ser assim?
Distâncias e medos
Não fazem sentido.
É um embaralho entanto.
Conturbado? Sim! Fico.
(…) Peço-te perdão pela
minha incompreensão.
Sei que havia dito para parar.
Meio que não a compreendi.
" É CERTO QUE AS INCERTEZAS NÃO DÃO CERTEZAS "
É certo que as incertezas não dão certezas
Quando somos feitos com tantas diferenças
Aceito que a imensidão não aceita
Pois há um monte de direções que podem se apontar as setas
Olhe que o destino não segue tão recto como aparenta
Não basta olharmos para as indiferenças
Se não julgarmos, de quê adianta ser racional?
Será a diferença entre o homem e o animal?
Eis a sentença ao cair para o real
" A realidade é o Supremo Tribunal "
Não há conscidência
Quando tudo é dirigido pela regra da consciência
Só se pode medir um acto pela consequência
Bem como as palavras de pedras
Não faz parte da ciência, na realidade esta é a regra
Somos carrascos de nós mesmos
Os nossos próprios demônios
Os outros apenas existem para expô-lo
Existe uma linha tênue entre igualdade e diferença
Ambos são sinônimos de humanidade apesar da controvérsia
É certo que as incertezas não dão certezas
Como este pensamento inócuo
Não é justo ser julgado por quem seja
Do mesmo modo que ninguém deve dar valor aos seus defeitos
Condenando os dos outros
" UM IMPETUOSO TEMOR ME ASSOMBRA "
Um impetuoso temor me assombra
Ameaçando mostrar os meus pecados ao mundo
Fez a coragem cair em suas manobras
Na tentativa de evidenciar o meu Eu profundo
Até um homem de fé tem seus pecados
Não é novidade... É a essência de ser humano
Eu tenho os meus, garanto-vos!
Não foi premeditado e não tenciono confessá-los
A minha dignidade anda com as pernas de avestruz
Tornaram-se bambas desde que tem este fardo
Parece mesmo o passado, todo pesado
Mas sabe que as provas nunca há de chegar nas mãos do juiz
Vendi a minha alma ao silêncio e os tagarelas descontentes estão
Nas artimanhas da vida temos que ganhar habilidades que não nos dão
Os meus pecados estão selados longe das portas desses tribunais
Bem que Eu queria a liberdade mas ela não é assim tão livre quando também é dada aos demais
Como a de qualquer outro homem
A minha coragem tem os seus vacilos
Nem tudo é tranquilo como as ondas do rio
A verdade é que traquinas não são apenas os macaquinhos
Mas o temor me segue e me cobra
Está bem diante da minha porta
Sou um homem de poucas palavras, não dou-lhe corda
Eu sempre pago as minhas dívidas mas dele não me importa
" EM QUE PÉ ESTAMOS? "
Em que pé estamos?
Se nos pés que nos apoiamos não marcam passos
Se as asas que nos levitavam cortamos
Até parece que reduzimos a infinidade num facto escasso
Aonde está a compreensão?
Não sei qual de nós em nossos sentimentos gerou a desertificação
O teu coração quer me tornar num órfão de afeição
Eu olho para os teus olhos e hoje apenas refletem a insatisfação
Em que pé estamos?
Se de um ou outro tudo se resume a "tanto faz"
Se os sonhos e fantasias, juntos não enxergamos mais
Parece que bebemos dos relacionamentos tóxicos demais
Nem tanto em prantos nos encontramos
Mas em que pé estamos?
Quando o prazer nos abandona... Com quem ficamos?
Órfãos nos tornamos!
Nem Eu e nem você o erro aceitamos
O orgulho tem o seu defeito, olhe o quão crasso
Será que nos reduzimos ao fracasso?
Diz-me... Em que pé estamos?
" BEM QUE EU QUERIA TE ENCONTRAR! "
Bem que Eu queria te encontrar
Mas avistei-me com o teu desencontro
Não sei se a tua juventude se está a preservar
Pois pretendia alegrar os meus olhos
A imaginação ainda serve
Ainda é capaz de me alimentar
Nos bons frutos de sonhar se emergem
Os teus beijos incapaz de se esgotar
Cruzo os meus olhos ao horizonte
Para com os teus se avizinhar
No teu doce e meigo caminhar
Que me roubou o controle
Bem que Eu queria te encontrar
Deitada em todas as minhas promessas
Pois estou aqui, pronto para as realizar
E deixar as conversas p'ra conversas
O horizonte tem segurado o teu retrato
Não perco nem as horas e nem os olhos para o ver
Me sinto vivo apenas quando vejo teu rosto imaculado
Resido à beira da morte sem você
Meu pobre coração apenas fala de amor
Que vive cantando o son dos teus quadris
Meus lábios desérticos perderam sabor
pela falta da chuva dos teus beijos imperatriz
Bem que Eu queria te encontrar
Nos antigos lugares dos nossos encontros
Hoje Eu passei por lá
Apenas achei a arca dos segredos que escondo
No âmago do meu amar
Intensamente me deixei levar
Como nas ondas do mar
Mergulhei p'ra me apaixonar
Meus pensamentos escrevem p'ra você
Não desejando resposta alguma
Nas lembranças eu posso reviver
A felicidade nas mesmas alturas
" DESAMAR... "
Não é legítimo
Nadar contra a corrente
Negar o desaguar do belo sentimento na gente
Ilegitimar o proeminente
Que conveniente
Mergulhar as emoções nestas águas pouco fervente
Colocar as lembranças nas espumas de esquecimento dos detergentes
Alegar que ninguém sente
Desamar...
A estúpida arte do desapegar
Teu coração a me abandonar
Minha vida a me negar
Minha pobre semente
Que nada dá no meu cuidar
Que perto de mim não quer ficar
Me fazendo seu ar descontente
A minha mão não foi feita p'ra plantar
Produz um efeito contrário como os desertos
Na lareira da paixão apenas cinzas se pode constactar
Fantasmizando todo o meu império
Desamar
Aonde se aprende?
Como se apreende?
Do meu bem gostar para o gosto das águas do mar
Seria fácil pois
Até para os dois
O gosto não passaria de desgosto
A fantasia e a realidade não teriam o mesmo rosto
