Poemas de Amizade Oscar Wilde
Aula de piano
Depois do almoço na sala vazia
A mãe subia pra se recostar
E no passado que a sala escondia
A menininha ficava a esperar
O professor de piano chegava
E começava uma nova lição
E a menininha, tão bonitinha
Enchia a casa feito um clarim
Abria o peito, mandava brasa
E solfejava assim:
Ai, ai, ai
Lá, sol, fá, mi, ré
Tira a não daí
Dó, dó, ré, dó, si
Aqui não dá pé
Mi, mi, fá, mi, ré
E agora o sol, fá
Pra lição acabar
Diz o refrão quem não chora não mama
Veio o sucesso e a consagração
Que finalmente deitaram na fama
Tendo atingido a total perfeição
Nunca se viu tanta variedade
A quatro mãos em concertos de amor
Mas na verdade tinham saudade
De quando ele era seu professor
E quando ela, menina e bela
Abria o berrador
Ai, ai, ai,
Lá, sol, fá, mi, ré
E sou já do que fui tão diferente
Que, quando por meu nome alguém me chama,
Pasmo, quando conheço
Que ainda comigo mesmo me pareço.
A solidão é um espelho que não reflete o rosto, mas a ausência. Com o tempo, ela deixa de ser apenas silêncio e passa a ser uma presença que te observa por dentro. Você começa a se ouvir, e o que escuta assusta. Porque há tanto tempo ninguém responde, que até a tua voz parece estranha. E talvez seja isso o que mais dói, descobrir que o vazio também aprendeu a te chamar pelo nome.
O dinheiro não muda a essência, ele é apenas um amplificador. O que você carrega por dentro, virtude ou vazio, se multiplica com a riqueza. Possuir muito e ser pouco é a forma mais cruel do espelho da alma.
Nem toda porta fechada é rejeição.
Algumas são proteção.
Nem todo atraso é perda.
Às vezes é direção.
Nem tudo que dá errado está te destruindo.
Algumas coisas estão te salvando.
Matar um ou dois leões
por dia está de boas,
mas ter que matar
o zoológico inteiro
pra ter paz, ai já é
muita sacanagem.
Vou encerrar esse ano entendendo o quanto
é saudável me afastar
de pessoas e lugares
que não me cabem mais.
A verdadeira liberdade
não está em fugir da dor,
mas em aprender
a dançar com ela,
encontrando luz mesmo
nas sombras.
O amor verdadeiro nasce
quando dois caminhos
deixam de competir para se
entrelaçar na mesma jornada.
O amor verdadeiro nasce
quando dois caminhos deixam
de competir para se entrelaçar
na mesma jornada.
No encontro do outro,
não buscamos perfeição,
mas a coragem de ser inteiro
e ainda assim vulnerável.
Relacionar-se é, antes de tudo,
aprender a cuidar do próprio jardim
para depois cultivar o da outra pessoa.
Quando o medo de perder
é maior que a alegria de amar,
o que existe já não é amor, é apego travestido.
O verdadeiro amor não exige
sacrifício de identidade.
Ele acolhe quem você é,
sem querer reescrever sua essência.
