Poemas de Amizade Oscar Wilde
O que encantou
entoou eterna canção
desfazendo todos os poderes do mal
do lúdico ao suave da paz
cheiros, aromas e detalhes
de uma vida toda, colocados na mesa
para suave deleite
aconteceu
era o amor chegando de mansinho
sem sentir, sem fazer alarde, feito primavera
calcado na vida
intenso
para não morrer jamais.
A solidão é um espelho que não reflete o rosto, mas a ausência. Com o tempo, ela deixa de ser apenas silêncio e passa a ser uma presença que te observa por dentro. Você começa a se ouvir, e o que escuta assusta. Porque há tanto tempo ninguém responde, que até a tua voz parece estranha. E talvez seja isso o que mais dói, descobrir que o vazio também aprendeu a te chamar pelo nome.
O dinheiro não muda a essência, ele é apenas um amplificador. O que você carrega por dentro, virtude ou vazio, se multiplica com a riqueza. Possuir muito e ser pouco é a forma mais cruel do espelho da alma.
Nem toda porta fechada é rejeição.
Algumas são proteção.
Nem todo atraso é perda.
Às vezes é direção.
Nem tudo que dá errado está te destruindo.
Algumas coisas estão te salvando.
Matar um ou dois leões
por dia está de boas,
mas ter que matar
o zoológico inteiro
pra ter paz, ai já é
muita sacanagem.
Vou encerrar esse ano entendendo o quanto
é saudável me afastar
de pessoas e lugares
que não me cabem mais.
A verdadeira liberdade
não está em fugir da dor,
mas em aprender
a dançar com ela,
encontrando luz mesmo
nas sombras.
O amor verdadeiro nasce
quando dois caminhos
deixam de competir para se
entrelaçar na mesma jornada.
O amor verdadeiro nasce
quando dois caminhos deixam
de competir para se entrelaçar
na mesma jornada.
No encontro do outro,
não buscamos perfeição,
mas a coragem de ser inteiro
e ainda assim vulnerável.
Relacionar-se é, antes de tudo,
aprender a cuidar do próprio jardim
para depois cultivar o da outra pessoa.
Quando o medo de perder
é maior que a alegria de amar,
o que existe já não é amor, é apego travestido.
O verdadeiro amor não exige
sacrifício de identidade.
Ele acolhe quem você é,
sem querer reescrever sua essência.
