Poemas de Amizade de Jorge Amado
O que seria do por do sol se não houvesse a visão?
O que seria da flor se não houvesse o olfato?
O que seria dos passaros se não houvesse audição?
O que seria do amor se não houvesse o tato?
O que seria do homem se não houvesse os sentidos?
Como seria a cor?
Como seria o cheiro?
Como seria?
Vida haveria,haveria alegria?
Talvez não houvesse dor,como seria o amor?
Que contato precisa,precisa de calor
Não haveria tristeza,nem saudade,nem ódio,
Nem rancor,mas também não haveria alegria,
Nem paixão,nem saudade,nem ilusão.
Não havendo sentimento não há sofrimento
Em compensação a vida não teria alento
Pra que acordar?pra que sonhar?
Não sonharia pois sonho exige emoção
Não havendo sentimento não existiríamos então
E a vida teria sido em vão
No palco da vida, entre versos e dor,
No doutorado da existência, um árduo labor.
A pandemia dança, um espetáculo sombrio,
No teatro da alma, um drama vazio.
A morte do pai, um ato desolador,
A depressão da mãe, um roteiro de pavor.
No enredo do destino, sem licença para sonhar,
Crises constantes, a trama a se desenrolar.
Palavras cortantes, gestos marcantes,
Na poesia da vida, um trágico instante.
A dor se entrelaça nos versos que ecoam,
A violência que embaraça, em sombras que se entoam.
Noite após noite, a mesma encenação,
Um teatro obscuro, sem redenção.
Engolindo o choro, a plateia silente,
A alma ferida, um drama latente.
Que a sabedoria seja a protagonista,
Nesse épico de dores,
Para não se render,
E sim, simplesmente,
Transcender.
Vivemos tempos de papéis e canetas,
Onde a vida se perde ao toque de trombetas.
Mais importantes são as obrigações diárias,
Do que a vida, que, para mim, é mais que necessária.
Trabalhamos para viver, ou vivemos para trabalhar?
Num ciclo vicioso, onde o coração de qualquer pessoa a qualquer momento pode desabar.
Alimentando esse capitalismo voraz,
Esquecemos de nutrir a vida, em forma de paz.
As pessoas, antes calorosas, agora são frias,
Em um mundo onde a empatia se desvia.
A arrogância paira no ar,
E a preocupação com o próximo parece rarear.
Resultados, números, cifras a reinar,
Mas e a essência da vida, onde está a brilhar?
Estamos perdendo a humanidade no caminho,
Em busca de metas, esquecemos o carinho.
É hora de repensar o que é verdadeiro,
E reconstruir um mundo mais inteiro.
Deixemos que a alma fale mais alto,
E que essa vida,
Ah, essa vida, dê um sobressalto.
Certamente imaginamos que em determinadas circunstâncias o NOJO não tem justificativa. Mas não é bem assim! ele manifesta-se gradualmente e tão logo você note já está desenvolvendo um sentimento de repulsa por uma pessoa, lugares, alimentos etc...
A emoção NOJO além do desgosto e a repulsa, trás alguns aspectos como o ceticismo por exemplo, fazendo com que a pessoa desenvolva receio por coisas que imagine ser insalubre ou culturalmente desagradável.
O NOJO influencia a preocupação, ele é um basilar fator para potencializar a ansiedade, sendo assim, são semelhantes! De acordo com análises teóricas, a densidade da ansiedade tem como análogo a cor verde, por desenvolver a emoção NOJO. Então! com tal característica, no filme "Divertida Mente" a NOJINHO é perfeitamente verde, dando todo o sentido a personagem.
Sou eu, rodado pelo tempo,
Sem casa, sem chão, nem firmamento.
Caminho em estradas que o vento apaga,
Sem saber se sigo ou se volto à saga.
Não há onde pousar meu cansaço,
Nem braços abertos, nenhum abraço.
Sou eu, sem rota, perdido na estrada,
Só o silêncio, minha jornada.
Será que o destino me esqueceu,
Ou fui eu que de mim me perdeu?
Mas sigo, sem rumo, sem me encontrar,
Quem sabe, um dia, eu aprenda a ficar.
Olá, dor, minha antiga aliada,
Hoje, mais uma vez, você está aqui sentada.
Não veio com aviso, nem trouxe razão,
Apenas se instalou, silenciosa, no coração.
Ando por ruas que parecem desertas,
Onde as almas, invisíveis, estão descobertas.
Carrego nos ombros o amor do mundo,
Mas ele é um fardo, um grito profundo.
Eu vejo rostos que não enxergam,
Ouço vozes que em silêncio pregam.
Tento estender as mãos, mas elas não alcançam,
Minhas palavras ecoam, mas logo se cansam.
O altruísmo me corrói por dentro,
Ser empático é viver no vento.
Sinto a dor que não é minha,
Sinto o peso que nunca termina.
E mesmo por quem me fere, ainda choro,
Como se cada lágrima fosse um tesouro.
Me perco no som do silêncio,
Onde a alma grita em silêncio denso.
Mas por que o coração dói sem motivo?
Por que amar se torna tão corrosivo?
O vazio responde com seu abraço,
E o silêncio, se torna um eterno laço.
Sigo caminhando, sem destino certo,
No caos do mundo, meu peito aberto.
E o som do silêncio me envolve,
Como uma canção que não se resolve.
No turbilhão da discórdia, nos perdemos,
Gritos ecoando enquanto o carro avança,
Corações dilacerados, palavras ferinas,
Em meio ao caos, nossa dança.
Nossas visões se chocam, diamantes ásperos,
Cada qual um universo a explorar,
Mas no calor da ira, esquecemos,
As nuances que nos unem a amar.
Lágrimas vertidas em travesseiros molhados,
Desculpas sussurradas na noite fria,
Mas o vazio persiste, profundo e cortante,
Como se a alma se despedaçasse, vazia.
Responsabilidades, fardos que pesam e sufocam,
Cuidados que entrelaçam, laços que se formam,
Num mundo onde a luz parece desvanecer,
O fardo se torna montanha, difícil de se erguer.
E assim, no silêncio da aurora, a vida inteira,
A tragédia se insinua, sombria, passageira,
O peso das mágoas, da adversidade,
Esmaga nossos espíritos, sem piedade.
Sem verdades...
do Tietê ao Tietê
Existem jornadas não combinadas
assentidas e decididas
que nos levam pelas estradas da vida
jornadas alegres e fogosas
cheias de risos e prosas
aleatórias simplórias
de vitórias derrotas sonhos e glórias
jornadas desregradas
pelas estradas pelos campos
entre risos e prantos
comentando muitas vezes o não vivido
noutras sim o presente
presente e resolvido
de carro ou à pé
onde o assunto é profano ou de fé
onde a amizade impera
onde a sinceridade prospera
sem medo da verdade
falando com sinceridade
de cidade em cidade
buscando a felicidade
curioso pelo muito que há pra ver
de cidade em cidade
conversando rindo e sonhando
de estrada em estrada
de Tietê à Tietê
Por Aqui
Por aqui se foram
Por aqui vieram
Por aqui trouxeram seu sustento
Por aqui saíram para se divertir
Por aqui os outros iam e vinham
Por aqui todos passavam
Por aqui recebiam os amigos
Por aqui buscaram sabedoria
Por aqui caçaram e pescaram
Por aqui lamentaram seus mortos
Por aqui viveram enquanto viveram
Por aqui foram levados quando morreram
COBRANÇA
devia ter vivido mais
ter feito realmente tudo que eu queria fazer
ter comido tudo aquilo que não comi
ter bebido tudo que não bebi
ter chutado tudo pra cima
viajado e curtido a vida
sem me preocupar com o dia de amanhã
que já é hoje
extravasado todos os desejos juvenis
que ficaram reprimidos por acreditar que assim
minha idade madura seria saudável
que curtiria minha velhice
não fiz não comi não fui não curti
e tudo se foi
o tempo passou a idade pesou
com ela todos os problemas
que vem atrelados aos seus dias somatórios
agora se apresentam
se tivesse feito talvez nem estivesse aqui
não o fiz e o resultado não foi dos melhores
a química foi ruim genética problemática
não preciso de fatores externos para me ferrar
a natureza já se encarregou disso
se tivesse feito seria alvo de criticas
todos me diriam que tudo que me cabe
foi culpa minha que eu gerei todos os problemas que tenho
e satisfatoriamente eu responderia
eu mereci,MAS EU VIVI
Pois é
já tive monaretta
sou do tempo que briga era treta
já fui em mattineê
já fui jovem como você
andava de Barra Forte
cruzava a cidade de sul à norte
joguei pelada
brinquei na enxurrada
andava descalço
brincava no mato
já tive pintinho e
porquinho da índia
já almocei na vizinha
roubava fruta
laranja manga
nunca usei drogas
sou de uma época
que isso era prosa
colhi mamona
vendi jornal
não fui engraxate
mas fiz todo tipo de mascate
sou orgulhoso
não me envergonho de nada
a vida não era fácil
era um empreendimento da pesada
já usei boca-sino
já fui menino
não fui coroinha algum dia quem sabe
mas minha mãe queria
que um dia eu fosse padre.
Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...
Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.
É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.
Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.
E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.
A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?
No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.
Eu desci da estação. Não foi fácil, não foi leve, mas foi necessário. Deixei o trem seguir sem mim, e junto com ele, tudo o que não era mais meu, tudo o que me prendia e me fazia duvidar de quem eu realmente sou. Não preciso mais correr atrás de algo que nunca foi para mim. Não preciso fingir que estou bem, não preciso lutar para ser mais do que sou. E isso, de um jeito estranho, me traz paz.
Eu desci carregando cicatrizes que ainda ardem, mas são minhas. Eu as aceito. Não vou mentir: ainda dói. Despedir-se de algo que um dia fez parte de mim sempre vai doer, mas agora eu respiro. Pela primeira vez em tanto tempo, respiro sem sentir o peso esmagador no peito. Não preciso mais medir minhas palavras, não preciso mais pisar em ovos. Não estou curado, não estou inteiro, mas estou livre. E essa liberdade, por mais amarga que tenha sido a conquista, é minha.
Aqui fora, a estação parece imensa. Mas não me assusta mais. O trem que seguiu em frente me deixa para trás, e tudo bem. Eu não preciso continuar naquele caminho. Finalmente, eu estou no meu próprio. A dor ainda me acompanha, sim, mas ela não me define mais. Eu a sinto, mas ela não dita meus passos. O horizonte é vasto e desconhecido, mas ao invés de medo, sinto um leve alívio. Não preciso saber o que vem a seguir, só preciso seguir.
Agora posso ser quem eu sou, sem medo, sem forçar um sorriso, sem tentar me encaixar em algo que nunca coube em mim. E por mais que isso traga uma espécie de solidão, ela é mais confortável do que qualquer máscara que já usei. Eu não preciso ser mais do que sou. E isso, finalmente, me basta.
A passagem mais conhecida sobre esse tema está em 1 Timóteo 2:12, onde o apóstolo Paulo diz: "Não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o homem; esteja, porém, em silêncio".
A passagem de 1 Timóteo 2:12 continua nos versículos 13 e 14, onde Paulo explica o motivo de sua instrução:
"Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada , caiu em transgressão ." (1 Timóteo 2:13-14)
Por causa de você,
Bate em meu peito
Baixinho, quase calado,
Coração apaixonado por você.
Esse Meta verso de vida, onde as pessoas não reconhecem mais nada e nem ninguém. Pare um pouco, respire fundo e olhe ao seu redor novamente. As vezes isso é super necessário! para seu eu hoje, e seu eu amanhã.
“A constelação se faz estrelas, e você se faz você.“
Hoje eu acordei com saudade do "trem".
Mesmo a estação sendo bela, algo em mim clama por notícias do passageiro.
Será que está bem? Será que as paisagens que agora contempla são tão belas quanto as que um dia dividimos?
Me deu vontade de sentir de novo o abraço, o cheiro, de mergulhar no universo dos seus olhos.
Mas eu choro.
E dói.
Dá vontade de pegar o telefone, de buscar a voz que acalmava, mas não posso.
Na nossa última conversa, algo em mim se quebrou.
Houve um “ponto final” – literal e escrito (ponto final).
Ainda assim, eu não consigo guardar ódio.
Não consigo apagar o brilho do trem que passou por mim, mesmo que tenha partido. Foi lindo.
Foi uma viagem que me ensinou tanto sobre mim, sobre o amor, sobre a vida.
Como eu queria sentir aquele abraço mais uma vez, o carinho que parecia eterno.
Mas o medo me trava.
O medo de me aproximar e ser deixado novamente, despedaçado em pedaços tão pequenos que mal conseguirei recolher.
O medo de expor o que sinto e encontrar do outro lado um silêncio que fere mais do que mil palavras.
O que aconteceu entre nós é grande demais, complicado demais.
Parece que não temos volta.
Parece que esse trem nunca mais parará na estação onde eu estou, mesmo que eu fique esperando, mesmo que eu deseje tanto que o som dos trilhos ecoe novamente.
Eu sinto saudade.
Uma saudade que parece querer explodir meu peito.
Eu sinto sua falta.
Se um dia você ler isso, saiba:
Eu agradeço.
Agradeço por tudo o que fez por mim, por cada instante, por cada ensinamento.
Agradeço até por ter resistido tanto antes de desistir de nós.
E, apesar de tudo, eu não quero dizer adeus.
Eu digo: até breve.
Ah, se eu pudesse ao mundo clamar,
O que dentro de mim estou a sentir.
Talvez o engasgo na garganta, desatar,
E finalmente eu pudesse seguir.
Você mexeu comigo, de tal maneira,
Que explicar soa até como brincadeira.
Para alguns, talvez, seja fantasia,
Mas para mim, é pura sintonia.
Eu vejo seu coração, seguro e blindado,
Sei que o medo te impede de ser amado.
Você prefere se resguardar,
Com receio de se ferir, de novo a se fechar.
Mas por que não dar ao coração uma chance?
De alguém que só quer o melhor para você.
De quem deseja cuidar, sem hesitância,
Vai deixar essa chance escorrer?
Eu sei que agora não posso ser seu por inteiro,
Mas estou me organizando, isso é verdadeiro.
Não é ilusão o que estou sentindo,
Quero construir um abrigo contido.
Para quando sentirmos medo.
Num universo de encontros planejados,
Não é à toa que nossos destinos se cruzaram.
Naquele primeiro olhar,
Eu senti meu coração descompassar.
É verdadeiro.
Eu sei que dúvidas em você podem brotar,
Como alguém se apaixona desse jeito singular?
Será que é apenas mais um lance de coração?
Ou será que comigo é outra a direção?
Eu entendo suas incertezas,
Mas o que estou sentido por você é puro de coração.
Não quero me preocupar com o amanhã,
Quero valorizar o que sinto, sem drama ou afã.
Se quiser que eu grite ao mundo o que estou sentindo,
Se quiser provas, estou aqui, não estou mentindo.
Sou louco o bastante para fazer isso com jeito,
Mas se ainda tiver dúvidas do que sente, tudo bem, eu entendo.
Meu coração, mesmo que doa, suplica,
Para mostrar para você o amor que transcende e, que multiplica.
Não me deixe partir sem lutar,
Mas se você não quiser não há razões para ficar.
Porque gostar muito
É também deixar ir
Mesmo querendo ficar.
Porque aprendi a gostar de você de um jeito que nem eu sei explicar...
NUNCA FUI
Creio que minha jornada foi sempre sem fim
nunca houve um propósito pré estipulado em mim
não fui bom em nada ,mas tudo que fiz foi com dedicação
aprendi teclado por um curto tempo,também aprendi violão
A propósito sou desafinado e minha voz é feia
Mas cantar está enraizado em minhas raízes
Amo karaokê pobre daqueles que comigo
em uma festa vão se distrair,se pego no microfone
nunca quero o dividir
Sempre fui mediano talvez algumas vezes até Marciano
Se viver no mundo da lua significar qualquer coisa parecida
Assim trilhei minha vida,Nunca chegada sempre partida
Tive amigos que se foram,outros que acreditava serem nem me notaram
Teve aqueles que sempre apareciam quando algo precisavam
E depois Da mesma forma que vieram,seguiram sua jornada
Até de novo precisar e retornar com a cara lavada
Já pintei quadros,plantei árvores,tive porquinhos da índia,
E também galinhas;nunca fui bom de bola,sempre mediano na escola
Nunca falei bem em público,sempre fui reservado,sempre falei alto,
Já tive medo de barbeiro,já tive medo de dentista,nunca fui egoísta
Tenho medo de avião acho que o medo mais sem sentido
Se seu medo se realizar tudo já estará perdido e você nem vai ter sabido
Não aprendi nadar,na bicicleta me atrapalho,sou péssimo na arte de me equilibrar
Ás vezes quero escrever e as palavras não vêm,falo mais que devia
Talvez em alguns casos esbanje alegria
Já arremessei peso,joguei futsal,no basquete e no volley sempre fui mal
Já fui quase faixa preta mas numa vida de quases quem se importa
com mais essa falseta
Bem ou mal fui,bem ou mal foi
Como dizia o poeta quem passou por esta vida e não viveu
pode ser mais mas sabe menos do que eu
Me importa a soma,de pessoas queridas
todos os sucessos que tive na vida
Não choro as feridas,como dizia Raul
sempre as tenho lambidas.
