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Poemas de Amizade de Jorge Amado

Cerca de 113346 frases e pensamentos: Poemas de Amizade de Jorge Amado

O Caminho da Água
​Sem alarde, sem voz, sem dura briga,
A água busca a senda, a trilha amiga.
Não quebra a rocha com furor ou pressa,
Mas beija a pedra, e mansa, atravessa.
​No silêncio da terra, ela se infiltra,
A paciência em cada gota filtra.
Não luta contra o monte ou o paredão,
Contorna a curva, muda a direção.
​De gole em gole, enche o vão profundo,
De pouco em pouco, ela refaz o mundo.
Onde era seco, a vida faz brotar,
Sem impor força, só a de continuar.
​Assim na vida, flui a lição serena:
A força bruta é gasta, se envenena.
Mas a constância, mansa e resoluta,
Encontra o mar, vencendo a disputa.
​Seja como a água, siga seu destino,
Com calma e graça, sábio e cristalino.
Pois no final, sem ter que combater,
É o fluxo suave que tem o poder.

O Brilho da Presunção
No breu sem cores, onde a vista se cala, O cego estende a mão, sem receio, pronto a confiar.
Sabe que a escuridão é lição que não fala, E no toque do guia, encontra o seu lugar.
Mas que força estranha aprisiona quem tudo enxerga, Na luz ofuscante, onde o ego se faz rei!
A soberba é areia onde a verdade se esvai, E o caminho é negado por uma falsa lei.
O cego, com o tato, reconhece o perigo, A alma, na sombra, aprende a se curvar.
Já quem vê no claro, abraça o seu próprio inimigo: A vaidade que cega e que impede de avançar. Não é a ausência da luz que o passo impede,
É o brilho da presunção que ao abismo conduz.
O coração altivo em sua ilusão se excede, Prefere a própria sombra à luz que a cruz lhe traz.
No fim, a verdade ecoa, simples e sombria: É mais fácil guiar um cego no escuro da noite, Do que uma pessoa que vê, mas na clara luz do dia, Escolheu ser dono da treva, e rejeitou o rumo e a sorte.

O Jeito
O ouro não está no palácio coloridos
mas na base simples, onde ele se ergueu.
A perfeição não é um salto ousado de voo, é o silêncio da semente na terra,
antes da flor.
Toda canção começa por uma nota só.
Todo quadro, por um traço despretensioso.
É a prática — dia após dia —
que junta os cacos da beleza
e compõe o mosaico.
Não deixes que a ansiedade confunda teus passos.
Aprende o ritmo lento do que é essencial.
Até o arroz e o feijão de cada dia,
temperados com atenção,
tornam-se um banquete para a alma.
Cada linha reta, traçada com cuidado,
é uma estrada para o essencial.
Assim, com paciência de artesão,
o simples se repete, o básico se aprimora,
e sem alarde, sem pressa, vira jeito.
Vira perfeição.

Crônica do Reino Onde o Povo Não Cabe
Ó terra formosa, de rios largos e sol antigo,
onde o chão é fértil, mas o pão é curto,
ergue-se um reino que se diz mãe,
mas que só embala alguns filhos no regaço
e lança outros ao frio da madrugada.
Neste reino de Angola
— que outrora cantou esperança
como quem canta a liberdade recém-nascida
—governam senhores de palavra grossa e ouvido fino,
mais atentos ao eco do próprio nome
do que ao clamor do povo que sangra calado.
Há um partido, não feito de todos,
mas de escolhidos.
Aos que juram fidelidade, chama “companheiros, camarada...os camaradas”;
aos que ousam pensar, chama “inimigos”.
E assim divide o corpo da nação
como espada que corta a própria carne.
Prometeram pão, mas deram discursos.
Prometeram justiça, mas semearam medo.
E enquanto o povo sua na lavra da vida,
os senhores banqueteiam-se em mesas altas,
onde a miséria não tem lugar nem nome.
Oh pátria minha, por que consentes tal trato?
Por que permites que te amem apenas em tempos de voto
e te esqueçam nos dias de fome?
És cantada em hinos, mas negada na prática;
és exaltada nos palanques, mas ferida nas ruas.
O pobre, que é maioria, tornou-se estrangeiro em sua casa.
O jovem, que é futuro, virou ameaça.
E a verdade, que deveria ser farol,
foi vestida de mentira
para não ofuscar os olhos do poder.
Mas saiba o reino — e saibam os senhores —
que nenhum poder dura quando despreza o povo,
pois a história, severa mestra,
cobra com o tempo aquilo que o medo adiou.
E virá o dia em que Angola não será partido,
nem cor, nem clã,
mas casa comum, onde ninguém será inimigo
por pensar,
nem excluído por existir.
Até lá, canta-se esta crônica
não por ódio, mas por amor à pátria,
pois quem critica por justiça
é mais fiel
do que quem aplaude por conveniência.

Já sabes que se não for com Deus não quero ne!?
Pois bem.
–Eu sou de Deus!

Um olhar para dentro.


Aprendo muito sobre mim mesmo, quando observo o outro. Nesta observação não há nenhum juízo formado nem qualquer tipo de preconceito. Contudo, quanto mais observo mais gosto do eu que me governa. Posso viver só? Claro que sim, tenho-me, e, porque me sou, basto-me ! Há uma multitude de coisas que me fazem sobejar a mim mesmo.

Tudo em pratos limpos.


Por tudo aquilo que já vi … não vi nada de mais. Curiosamente, lembro que quando alguém, tem raiva da gente, tudo o que nós possamos dizer tem sempre uma carga negativa. Se nós dizemos coração a eles soa-lhe aflição. Se a gente quer dizer amor, quem nos tem raiva, só ouve miséria e dor (de onde veio essa raiva? Só Deus sabe) Não é tanto o que se diz, mas como se ouve. Não é tanto o que se faz, mas como se entende ...e quem haveria de pensar que há tantos analfabetos funcionais?

BR MORTE 153

Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...

Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...

Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...

Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...

Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.

O QUE NÃO MORRE

Eis o que não morre
Pois tem suas garras cravadas na garganta do tempo
Ela está entre a humanidade desde o início dos tempos...
Fera que ronda a terra
Louca besta devoradora
O mundo teme suas garras afiadas
Rasgando ventres vazios,
Infernal sempre é sua presença
Arrastando quem há tanto tempo não come,
No prato vazio revela seu nome
O maldito nome é: Fome... Maldita fome
Fome.

AINDA HÁ FORÇAS

Há tantos caminhos
Tortos ou floridos,
Mas há tantos espinhos
Em sentimentos fingidos...

Promessas ao vento
Soprando vidas...
No vale do sofrimento
Esperanças contorcidas.

Vidas cansadas
De ouvir sofistas,
Vidas cansadas
De ver parasitas...

Ainda há forças para lutar
Por decência nesta terra,
Ainda há forças para buscar
A paz no fim da guerra.

CICLO DO PÓ

Do pó ao poder
Do poder ao pó
Não há para onde correr
Pois o ciclo termina no nó.

O rei e o mendigo
São tão iguais,
Calçada, castelo e abrigo
Futuro pó e nada mais.

Pó que vida se forma
Sonho que o sonho sonhou,
Vida que ao pó retorna
Pois termina onde começou.

Do pó à vida
Da vida ao pó,
Não há outra saída
Pois o ciclo termina no nó. (pó)

EU - PARTE I


Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.


Jorge Floriano.

⁠BOM DIAAA!!!

Tente imaginar o valor deste dia que está amanhecendo! É tão incrível ter o tempo à disposição que não dá para calcular ou avaliar completamente.

⁠Bom dia!

O tempo passa, ele não espera! Não deixe que ele escorra por entre os vão dos dedos. Aproveite cada segundo para transformar o hoje em algo grandioso, com conquistas abençoadas por Deus. Que o seu dia seja iluminado e cheio de realizações!

O Altar do Cotidiano


Não é só quando o céu desaba em chumbo, e o peito implora o abrigo de uma mão, que a gente deve olhar pra quem, no prumo, sustenta as vigas do nosso coração. É fácil ser socorro no naufrágio, gritar o nome de quem sabe ouvir; Difícil é manter o privilégio de, no silêncio, ainda se fazer sentir. A base não se ergue em emergência, nem vive de migalhas de atenção; O amor que permanece pede coerência, presença que não cabe em distração. Que a gente saiba honrar o chão que pisa, não só quando o tropeço nos faz cair, mas quando a brisa leve nos avisa: “Alguém ficou pra te ver sorrir.” Pois quem é cais na hora da agonia merece festa, vinho e o melhor lugar. No centro exato de qualquer alegria, pra nunca o esquecimento o alcançar.

Por determinação da natureza ou de qualquer poder que nos cerque além do que julgamos racional, ela é o mais inacreditável ser humano que eu poderia ter conhecido.
É inacreditável sua semelhança com anjos, mesmo que minha falta de fé não os credite veracidade, a tenho como simbolo do amor puro que um amigo pode sentir pelo outro.
São como ventos balançando as árvores que de forma lenta ou violenta, nunca deixam de ser infinitos.
Não há necessidade alguma de haver razão, não há necessidade de ser compreendido seja por quem for, a unica imposição que há em nossa vidas é esse amor, reciproco e verdadeiro, que por intermédio de alguns vilões pode até ser fragilizado, porém, nunca aniquilado.
Nada me dá maior certeza nessa vida do que o fato de que sempre seremos eternos um para o outro.

Inserida por jorgegarcia0

Sento-me, olho para cima e percebo que tudo é perfeito.
A Sincronia do todo é tão interligada que sinto inveja.
Olho para mim e percebo tanta coisa diante disso.

Inserida por jorgeclesio

Uma dica eu deixo a todos meus amigos...
TIREM OS FONES DE OUVIDO!
Passem por todos lugares que costumam passar,
Peguem o mesmo onibus
OUÇAM...
Ouçam o que o mundo fala,
Ouçam o que as pessoas dizem ao redor,
PRESTEM ATENÇÃO!
Não se distraiam de nada,
Fiquem extasiados com as bobagens que ouvir,
Olhe no fundo dos olhos das pessoas,
SINTAM!
Sintam a alma que corre por dentro delas,
Suas dores, angustias,
O por que de tudo que você ouvir,
Depois que conseguir fazer tudo isso,
VEJA!
Veja novamente todas as pessoas ao redor,
Sinta as palavras que são direcionadas para si,
Percorra o caminho delas, até chegar ao sentimento que as originou
e novamente,
PRESTE ATENÇÃO, OUÇA, SINTA, E VEJA que quem sempre vai te amar
Esta exatamente ao seu lado,
Esperando que seus olhos se fixem aos dele,
Esperando ao menos ouvir três palavras,
EU TE AMO!

Inserida por wirihu

Eu vou contar uma história para vocês...
Sabem porque as alianças são utilizadas nas mãos?
Porque desde tempos mitológicos, se acredita que as mãos são o extremo do espírito, então utilizar uma aliança (que sim, é muito velho o conceito...mesmo de madeira e galhos, eram utilizadas a milhares de anos atrás) significa ligar eternamente dois espíritos.
Agora, sabem o porque dos colares?
A muitos anos também, nas épocas das lendas e dos guerreiros, tudo que provinha de de uma caçada incrível, era pendurado em um colar, significando que não queriam novamente passar por aquilo, prendendo tais artefatos em suas memórias, e não em seus corações.

Inserida por wirihu

"E agora?
Acostume-se, saudade dói. Saudade machuca.
Mas a saudade traz você aqui, pra me fazer sorrir."

Inserida por jessicasilvacosta