Poemas de Amizade de Jorge Amado
O próprio budismo: buda não é Deus. Apesar de algumas tradições budistas podem ter visões mais místicas, Buda não é uma figura para temer, e se submeter, e ter aprovação. Buda seria como o Albert Einstein: todo cientistas tem um imagem dele na parede, e isso não o idolatrar. Isso seria um referencial de ciência, mesmo que seja inalcançável para a maioria dos cientistas.
O crente é incentivado a buscar aprovação divina, e a moralidade está diretamente ligada à vontade desse ser supremo. Nas palavras de Renato Russo: “Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste” Índios.
Se aceitarmos que cada religião tem o direito de ter suas interpretações alternativas da realidade ensinadas nas escolas, o currículo se tornaria absurdo e impraticável. Agora se deixamos somente uma, o cristianismo, estamos permitindo que uma religião se propague em espaço público com dinheiro público.
Imagine eu assisto a um assalto de banco, e a pessoa me disse: reza para tudo dar certo no assalto e te pago. No dia da defesa, a pessoa diz “eu estava apenas rezando. João dirigia o carro....minha função era apenas rezar”. A pessoa poderia ter denunciado o assalto, poderia ter se retirado do local e chamado a política, mas decidiu “rezar para tudo dar certo”.
"Filosofia são perguntas que talvez nunca sejam respondidas. Religião são respostas que talvez nunca possam ser questionadas."
A escola deveria ensinar como pensar, não o quê pensar. A religião que dizer o quê pensar, não como pensar.
Esse é um ponto muito importante: a crítica de que ateus que lutam por respeito e direitos estariam “formando uma igrejinha” é completamente falaciosa. Essa comparação ignora uma distinção fundamental entre crença e descrença, e revela uma tentativa de deslegitimar movimentos que buscam visibilidade e reconhecimento.
Entre o que nunca dizer a uma pessoa sofrendo, como no caso do câncer terminal, é: “reza que ajuda”. Nunca use sua fé em pessoas morrendo. O fato de Deus permitir é uma mensagem clara: ele não dá a mínima.
Em vez de aceitar a realidade, as pessoas preferem acreditar que estão influenciando um ser divino. Curiosamente, esse ser é onipotente, onisciente e onibenevolente. Ele sabe de tudo, mas permitiu a doença, ele é onipotente, então poderia evitar o sofrimento. Onibenevolente então deveria de forma voluntário ter evitado o sofrimento. Nada disse se confirma ao vermos pessoas sofrendo, e outras rezando.
O lema muitas vezes repetido “Somos um país cristão” parece encontrar respaldo na realidade prática, apesar de, em teoria, o Estado brasileiro ser laico. Criaram até um termo que não existe na constituição brasileira para lubrificar isso: um pais laicista. Muitos falam de país laicista como se o Brasil fosse um: o Brasil é laico. Laicismo é eufemismo para promiscuidade.
Construir algo sólido em cima de alicerces instáveis ou de relacionamentos ilusórios, é uma conduta extremamente tola, um ato demasiadamente inadvertido e imaturo. Portanto, convém analisar todos as escolhas e pretensões em conformidade com critérios baseados em conveniências, perdas e danos.
Muitas pessoas foram convencidas de que elas precisam da instituição para ter fé, isso é falso. O dízimo funciona como um aluguel para ter fé. Qualquer pessoa pode ter fé, se a necessidade de pagar o aluguel.
Nosso passado de modo algum encontra-se no lugar em que os abnegamos, ele mantém-se sobremaneira escuso no inconsciente. Por conseguinte, todos nós decerto trazemos cicatrizes. Logo, nosso passado é avivado e estabelece-se naturalmente em todos os nossos desassossegos e anseios.
A conscientização leva ao poder da escolha. Quando começamos a nos questionar, ganhamos volume e potência nas nossas decisões. Temos o poder de dizer “não” ao que não nos serve, e isso é libertador. Em seguimento, há um mundo de possibilidades nos esperando, onde nossas escolhas se tornam, de fato, reflexos do que desejamos e não do que o mundo espera. Pergunte-se, a cada nova decisão que surgir: “Isso me aproxima do que realmente quero?” logo começaremos a caminhar para fora da ilusão, adentrando em um espaço onde a verdadeira liberdade de escolha reside.
Às vezes, olhar para dentro é o primeiro passo para descobrir um horizonte que parece distante. Entender nossas próprias nuances pode ser surpreendente. Às vezes, acreditamos conhecer bem nossas reações, mas, na verdade, somos afetados por influências de um passado que muitas vezes preferimos ignorar.
Reconhecer nossos próprios processos internos é como encontrar a chave de um tesouro escondido. Quando nos tornamos conscientes de nossos comportamentos e reações, conseguimos nos afastar do impulso de reagir automaticamente a uma situação. Essa capacidade de parar e refletir traz à tona uma nova dimensão da vida; vivemos com autenticidade e significado, em vez de deixar que as influências externas nos puxem para longe de quem realmente somos.
Na advocacia, como na vida, o crescimento real não vem de pressa — vem de planejamento, estudo, ética e constância.
Aqueles que trilham o caminho com paciência e propósito constroem não só uma carreira, mas também uma reputação sólida, respeito profissional e paz com a própria consciência.
Quem semeia com constância e trabalha com honestidade colhe frutos duradouros.A busca por atalhos, muitas vezes, nos afasta do verdadeiro propósito da profissão.
“A advocacia exige tempo, entrega e fé.E aqueles que não desistem, mesmo diante dos dias difíceis, são os que mais cedo ou mais tarde verão o valor da sua dedicação sendo reconhecido — de forma justa e consistente”.
