Poemas de Amizade de Jorge Amado
O que devo lembrar de tal tempo, lembranças boas, ruins, ou belas, vou atracar como barco em teu coração, e te desejar.
Na doce entrega, na reciprocidade de dois corpos, no desejo do seu olhar, me entrego ao amor a ti desejar.
Sou um náufrago do amor, ilusões e desejos, que não sei controlar, mas aguardo o regaste que tu podes me proporcionar.
Quanto ao tempo somos reféns, pois quem ama ainda persiste o tempo, mas o meu sentimento é suficiente, para nós dois.
Reflexão dos pensamentos que vivem a nos cercar, são os lembretes a nos ironizar, dia-a-dia sem nos perdoar nas lacunas que deixamos sobrar.
Como posso amar e nunca pensar sobre o que mais desejo do meu ansioso coração, onde o remédio é medida certa da paixão.
Seu sangue pulsa no coração alheio, pois não resisto em se doador, pois fui liberto pela aula de amor.
O medo é o refúgio merecedor dos fracos, pois como evitar o amor que reluzente se faz presente sem fazer distinção.
Sou como vento que não desiste de encontrar o paradeiro do meu ser, traçando por todos os lados onde achar você.
Como o deserto deseja a vegetação, sou o resultado presente no pensamento, pois no oásis reside a restauração do sentimento.
Sou fruto maduro da sociedade, que resulta na minha liberdade, reconheço a minha escolha, pois nela faço a minha felicidade.
