Poemas de Amizade de Jorge Amado
Mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele consegue escapar.
Nosso corpo devia mostrar mais as coisas que nos machucam, as histórias que mantemos escondidas dentro de nós.
É o princípio do fim – dizia todo mundo, mas Churchill, o primeiro ministro inglês, que devia ter ouvido a mesma coisa sendo repetida na Inglaterra, declarou: – Isto não é o fim. Não é nem mesmo o princípio do fim. Mas talvez seja o fim do princípio.
Nenhuma experiência é, em si, uma causa do nosso sucesso ou fracasso. Não sofremos com o choque de nossas experiências – o famoso trauma –, mas, em vez disso, fazemos delas o que melhor se adequa aos nossos propósitos. Não somos determinados pelas nossas experiências, mas o significado que lhes damos é autodeterminante.
O Tony não teria feito o que fez se não soubesse que você estaria aqui quando ele se fosse.
(Happy Hogan)
A beleza, em si, traz sedução às mulheres. A inteligência traz, entretanto, uma beleza superior às mulheres.
De novo, meus olhos se encheram de lágrimas, e fiquei triste por perdê-lo mais uma vez e, ao mesmo tempo, feliz, porque sabia, com certeza que ele ainda é único para mim.
Tenho de manter a cabeça erguida e ver as coisas de modo corajoso, mas os pensamentos voltam assim mesmo. Não apenas uma vez, mas sempre e sempre.
É por isso que numa folha de papel pardo ele tentou outro poema. E o intitulou de "Absolutamente Nada". Porque era o que estava em toda parte.
A fé aperfeiçoa a condição de entendimento da razão e a razão é o argumento aceito por todos os homens para esclarecer os assuntos da fé.
Deus é um ato puro e não em potência, ele tem em si um poder ativo infinito sobre todas as outras coisas.
Da vida só levamos o que nos faz bem...viva,sorria e insista pois melhor vencer tentando e conquistando do que não lutar
E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?
Felizmente já faz tempo. Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Doer se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?
[...], nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.
Eu sempre acreditei em contos de fadas. E sempre sonhei em viver um. E agora, tinha acontecido, mas era o conto de fadas errado.
