Poemas de Amizade de Jorge Amado
Mesmo sendo discreto, tentei esconder
O amor que sentia, quis manter em segredo
Mas não consegui te amar secretamente
E agora o que resta é esse amor, tão exposto e verdadeiro.
(Saul Beleza)
Sustentei teus sonhos, fui cúmplice da tua paixão,
Criei raízes num amor que era só ilusão.
Mas não fui infeliz, não, não me arrependo.
Porque amar você, mesmo em vão, foi o que me fez viver, e ser.
(Saul Beleza)
Sou uma hospedaria de quartos vazios
Onde a saudade é a única hóspede
Enche o vazio com lembranças, suspiros
E o silêncio é o único som que ecoa
Os quartos, antes cheios de vida e amor
Agora são túmulos de sonhos e promessas
A espera é a única companhia
E a saudade, a única que nunca vai embora.
(Saul Beleza)
Queria que a saudade fosse um véu passageiro
Para que você, mesmo na eternidade nunca se lembrasse mim, nem por engano.
Mesmo sabendo que eu te guardo inteiro,
e que meu coração, sendo prisioneiro do seu suspiro, nunca te esqueça tão ligeiro.
(Saul Beleza)
Não sei se te aceito ou se vou sofrer
Volta e vem me machucar, é o que você quer?
O coração dividido, dúvida cruel
Se abrir ou se fechar, qual é o papel?
Medo de sofrer, medo de amar
Mas o desejo de ter você é maior
Vai que é linda a dor de amar
Ou vai que é só mais uma forma de se perder.
(Saul Beleza)
O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.
Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)
Quando os olhos do mundo chorarem.
A dor será uma só, a união será real.
Povos unidos na tristeza e na dor
Pararão a guerra, e a paz será o sinal
A lágrima é um rio que transborda.
A compaixão é a força que sobra.
Quando a dor for compartilhada.
A união será a arma contra essa guerra insana
(Saul Beleza)
A noite se estende, insônia cruel
A chuva cai mansa, única fiel
Companhia silenciosa, som de paz
Enquanto o mundo dorme, eu sinto a solidão
Gotas no telhado, ritmo lento,
Pensamentos que não cessam.
A escuridão abraça, a chuva sussurra
"Está tudo bem", mas a alma ainda não sacia.
{Saul Beleza)
Em teus olhos, um reflexo de meu ser.
Vivo em ti, e em ti me sinto vivo,
teu coração, um ritmo a me envolver.
E em teu silêncio, um amor esquivo.
Eu busco em ti, um amor que não quer,
Mas em teu não, eu encontro um sim.
Teu desamor, um bálsamo a me doer,
E em tua indiferença, um amor sem fim.
Mas ainda assim, eu te quero, é verdade,
Com todas as d'ores, com todas as vontades.
E em teu não me querer, eu encontro a liberdade.
E assim, em teu silêncio, eu me sinto livre,
E em teu desdenho, eu encontro o que não disse.
E te gosto mais, por não me gostar, e isso é triste.
(Saul Beleza)
A velhice é uma flor, que murcha com o tempo, ela é um presente de gregos.
Mas o poeta resiste, com seu cérebro atento
Aproveitando o momento, enquanto a inspiração flui
E as palavras saem, como um rio sem fim.
(Saul Beleza,)
Palavras que dançam, jogam e brincam
Dúbias intenções, significados que se escondem
Pensadores astutos, letras que seduzem
Leitores atentos, mentes que se abrem
O jogo das palavras, um tabuleiro de xadrez
Movimentos sutis, estratégias que se cruzam
O que se diz, o que se cala
Um jogo de palavras, um duelo de mentes.
(Saul Beleza)
Um sorriso que ilumina o dia.
Um olhar que traz esperança e alegria.
Um jeito de ser que toca o coração.
Um semblante de calma, uma paz sem igual
Uma companhia que acalenta a alma.
Um abraço que conforta e faz bem.
Você é uma doçura que alimenta a alma de quem te conhece, e faz sorrir também.
(Saul Beleza)
Algemas de escolha, correntes de paixão
Prendemos a alma, sem ver a prisão
A liberdade é um preço que não se paga
Quando o coração se entrega, sem saber a sentença.
(Saul Beleza)
Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)
Sem fotos
Sem textões
Sem enfeites natalinos
Há Deus só te peço uma coisa, que dê a cada um o que merece, que o tempo se encarregue de tudo, e que venha a paz aos que tanto merecem.
Se você não gosta do que está recebendo, experimente observar o que está emitindo.
Ou você muda, ou tudo se repete!
É a lei da vida!
Obrigada pai, pela chuva que cai
Um pássaro a planar lindamente pelo ar.
Lá fora, existe um mundo real; e aqui dentro, um surreal.
De repente, uma conexão, projeção, por sob meus olhos e coração.
Como naquele dia em meio aos prantos, o céu estava lá para me confortar, aquelas todas estrelas a me iluminar. E sua presença a chegar.
(Poema para Deus)
Não meço, não digo meias-verdades, digo verdades inteiras, doa ou não,pois se doer, é porquê deverias ouvir.
Vejo montanhas
Sim, eu vejo montanhas
As nuvens são belas demais
Tão jovem, tão pura, tão gentil, tão doce, tão plena, tão cedo
Agora tudo é começo
Mas você quem diz se é infinito
A vida vai e vem
Você vem e vai
Agora já é outro dia
Já é mais uma lua
E o mar não está calmo
Mas você precisa estar
Seja luz, seja amor, sempre que for e para onde for.
Chove.
