Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Conhecer eu?
Apenas por fora.
Tocar em mim?
Pode ate ser!
Em meu corpo talvez.
Porque quem conhece eu por dentro e toca em minha alma, é Só DEUS.
Amor, sentimento que palavras não podem expressar.
Mas uns amam com a razão outro apenas com o coração.
O que eu não descobri ainda, qual a forma correta.
Resta então apenas amar, sem forma.
Eu tenho uma amiga, ela é muito especial.
Ela sempre me atura, mesmo que eu deixe ela mal.
Ela diz que é chatinha, mas ela é sensacional.
Mas quando ela se magoa comigo, ela logo fala tchau.
Várias vezes ficamos um bom tempo discutindo.
As opiniões não batem, mas nos ficam insistindo.
Ela pensa que eu estou nervoso,
E eu aqui sempre sorrindo.
Tem chefe que sempre obriga respeito, e todos fazem o que ele manda!. Mas ninguém o respeita.
Sabe por que?
Respeito não se obriga, respeito se conquista!
Para cada ação existe uma reação.
Então cuidado!
Porque as reações serão sempre diretamente proporcionais as suas ações!
A Despedida
É dolorosa
É melancólica
É um procurar e não achar mais
É o fim pra uns e recomeço para outros
Ela sempre está presente ou vai estar em nossas vidas
O fim sempre chega de formas invariáveis
Mas faz parte do percurso
Sempre ficam lembranças boas ou ruins
A despedida fica gravada sempre em nossos corações
O que você está esperando?
Não espere alguém sorrir para mostra-se gentil...
Não espere ser amado para mostrar que tens amor...
Não espere estar sozinho para dar valor a uma companhia...
Não espere o luto para dar importância alguém do seu lado
Não espere a cair para depois se lembrar de conselhos...
Não espere ficar doente para saber a fragilidade do corpo
Não espere a mágoa para depois pedir perdão a alguém...
Não espere a separar para depois buscar a reconciliação
Não espere sentir a dor para depois acreditar na oração...
Não espere os elogios para acreditar em si mesmo...
Não espere ter tempo para servir quando já é servido...
Não espere a iniciativa do outro sendo você o culpado
Não espere ouvir eu te amo para depois dizer Eu também...
Não espere ter muito para depois estender as mãos...
Não espere ter dinheiro para só depois contribuir
Não espere o dia de sua morte, pois aí já é tarde demais.
AMORES DESCARTÁVEIS
No tempo das pessoas descartáveis, o que o outro sente pouco importa. Não há amor, nem tão pouca compreensão. Há apenas corpos vazios e fúteis em uma grande confusão, sem conseguir distinguir a aparência da realidade. Nessa época onde todos são facilmente substituíveis a própria necessidade vem em primeiro lugar. O ser humano em si é corrupto, perigoso e astuto. Não há o que perder quando o assunto é vencer, então apostam para valer. Não se importam com quem ou com quantas pessoas vão precisar usar, se no final conseguirem aquilo que tanto almejam. As pessoas passaram a existir apenas para ocupar um lugar esquecido em alguma lista de contatos ou então em alguma discagem rápida para saciar os desejos carnais, e a regra é clara; apenas uma noite e nada mais!. Números, e mais números enchem as agendas e lotam os aplicativos de mensagens. Ali há os mais distintos tipos de seres; os solitários, que estão em busca de uma companhia, os românticos que querem encontros clichês e os momentâneos, que só querem curtir o momento. Enfim, existem de todos os tipos prontos para servir e ser servidos, usar ou serem usados. O descarte é certo, uma hora vai ocorrer. Se tu não descartares, logo o descartado será você.
Clausura
Sentado na ponta da mesa
Eu e minha habitual taça de vinho
Recluso, angustiado...
A cidade escura e tímida
As calçadas vazias, sem passos,
Sem alma
De súbito, todos se foram.
No outro continente: dor e choro...
Nos jornais, o mesmo refrão...
A humanidade chora.
Dias turvos...
Na playlist toca
“Estamos quase sempre otimistas
Tudo vai dar quase certo...”
Estás triste poeta?
Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado.
Os lábios untados de Merlot
Oro para que esse pesadelo acabe
Para que possamos sair da clausura
abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos
Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras...
As trombetas alarmam, sim,
Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança!
E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!
"os olhos"
De quem são esses olhos?
Esses olhos negros como a noite,
Esses olhos com fragmentos de solidão,
Esses olhos que buscam algo em mim,
Por que esses olhos se fixaram no meu?
Por que permaneceram interessados em minh'alma?
Por que buscam conforto no meu ser?
Por que eu quero tanto descobiri?
A final de quem são esses olhos?
Quando me dei conta que eles existiam?
Como faço para ajuda-los?
A resposta disso tudo eu já sei.
De quem são esses olhos?
Esses olhos são meus
Março, é Outono
É março de dois mil e vinte
É outono no Brasil
O verde se funde ao vermelho castanho
Nuanças gradativas, nada linear
A tarde arde
A brisa do entardecer refresca, causa arrepios
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Meu coração se aquece com as lembranças dos beijos cálidos e do olhar sereno e doce dela
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
As flores se desprendem e caem lentamente...
Dançam como bailarinas, suavemente, até encontrar a superfície
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
As ruas estão vazias
As famílias se reúnem em torno da mesa
Já não somos os mesmos e
temos medo até de respirar...
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Temos que abdicar dos abraços, dos beijos...
aguardando para demonstrar afeto...
Por hora, sinta a poesia que alimenta a alma
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Apesar da solidão, tudo é intenso, pensamentos caem na alma
Observo a liberdade dos pássaros
E preso a esse papel, escrevo!
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Vamos lá poeta
Soou a trombeta para humanidade
A solidariedade agora é ficar
Observar de longe teu riso nos jardins
Sei que ficaremos bem
Juntos seremos um só novamente
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Não teremos despedidas
Nem agradecimentos pela companhia
Nossa luz permanecerá acesa, tenha fé!
Mais alguns dias e a primavera virá
E tudo voltará a florir...
Esse olhos verdes,
Deixa olhar só pra eles.
Essa boca tão nua,
Deixa eu beija só a sua.
Esse sorriso,
Deixa eu me sentir no paraíso.
Eu nasci assim,
Não sou perfeito,
Nem espero ser,
Porém, mereço respeito,
ou talvez só precise de um amigo,
Fazer minhas feridas florescerem,
Esquecer tudo isso.
Sei que mereço amar,
Todos tem o direito de sentir,
Não use seu preconceito,
Não tente me fazer mudar de ideia,
Eu sei que isso é certo,
Então não me diga o contrario,
Apenas me aceite,
Florada
Florescer sem perder a essência
Não perder a fragilidade
Tendo a experiência
Com as flores, cultivar o aroma
Destilando beleza
Mesmo estando na lona
Suportando a rotina de inverno
Com o sorriso raiando
O néctar interno
Dias ruins que nenhuma outra tivera
Mas sempre a esperança
Renascida na primavera
Flor de Lis que me beija
Espera, não heis de morrer
A ti dei tudo que desejas
Na aurora do amanhecer
Apartei-me para que brilhastes
Retornando a si, meu alvorecer
Quando rotulamos ou julgamos alguém ou os seus atos, estamos a realizar profecias. Se desejávamos que aquele alguém mudasse os seus atos ou palavras, corremos o risco de perpetuar aqueles mesmos gestos ou atitudes. As pessoas acabam por se tornar aquilo que ajuizamos sobre elas. Um aluno ou uma pessoa rotulada como “mau” revelará e manterá esse mesmo comportamento negativo, aos olhos dos outros.
Somos os profetas do mal, porque acreditamos nele e somos peritos em avaliar, em julgar, em condenar e punir, ao invés de criar melhores relações e de contribuir para a mudança do mundo.
2019, José Paulo Santos
Comunicação Não Violenta
Palavras curam, assim como ferem.
Há pessoas que ferem para confortar suas frustrações enquanto ser.
O fracasso humano dói, destrói.
O amor constrói.
CICLO VICIOSO
Pele, olhar, o riso inconfundível... Poema e poeta, tudo se perde
Ela não é o delírio, é real e soa como brisa, que toca, inebria
As palavras foram curtas, não precisa de mais, de novo eu volto ao riso inconfundível...
TEMPO
Difícil escrever pra ti, mulher tão forte que minhas palavras frágeis não conseguem alcançar
Mais difícil ainda escrever sobre mim, homem que se deixa esvair pelas linhas, até que cada parte se vá
Orei ao tempo que me deixasse ficar ao teu lado, mas tu forte não quis, isso eu já imaginava
Me deixastes sem força, na verdade sem caminho, sem leme, leio para matar o tempo
E tu mulher? Por que não aproveitas enquanto não mato a única coisa que iria nos salvar.
Você pra mim era simplesmente tudo, não só um pedaço do meu mundo.
Mais ele completamente, por você eu faria coisas terríveis e jamais me arrependeria
O amor é feito pra superar.
Confundir sua mente com minhas palavras de amor, forçando sua solidão a me querer,
E quando solidão já não havia fui dispensado por você.
“Mais o tempo faz a verdade aparecer”, e hoje me sinto feliz de ter sido teu anjo quando
Você mais precisou, e se um dia a solidão voltar e de alguém precisar, saiba que aqui estou.
Como pude ser tão tolo ao ponto de achar que ta amar bastaria, se todos os meus dias eram seus e nunca meus.
Eu te amei como ninguém jamais foi capaz e fui jogado fora
como cascas de banana.
O amor é um sacana, que só existe pra nos enganar igual
a casca da banana uma armadilha para escorregar.
Não sou mais um desiludido não entendo desse sentido
o fato de ser abandonado.
Na verdade serviu pra aprender que na vida o que vale
é sofrer, e a felicidade não mora ao lado.
Me sinto mau porem me sinto forte mesmo sabendo que a morte esta vindo me visitar.
E todo tempo não foi perdido mesmo vivendo iludido.
Obrigado por um dia me amar.
