Poemas da Juventude de Paulo Coelho
( ) Olhar a roupa com os olhos da mente.
( ) Ver o corpo com os olhos da terra.
(X) Enxergar a alma com os olhos de Deus.
Deus cria homens que inventam Deuses.
Se alguém está certo, então alguém está mentindo, indo com as outras.
Ou existem multi realidades, onde cada um prefere a sua.
Oportunidades não aproveitadas mudam de dono.
Oportunidades não reconhecidas são encontradas por outros.
Oportunidades estão constantemente surgindo, cumpre a você estar em constante vigília.
Não tente agradar a todo mundo.
As pessoas que não confiam em você continuarão a não confiar.
As pessoas que confiam em você continuarão a confiar, mesmo que falhe consigo mesmo, ou até com elas.
"Do ponto de vista financeiro, Deus só conhece três tipos de pessoas:
Os pobres - totalmente dependentes do dinheiro;
Os escravos - totalmente possuídos pelo poder do dinheiro;
Os livres - Exercem total poder sobre o dinheiro que possuem."
" A maior pobreza do homem não é a falta de dinheiro que possui,
mas a falta um plano financeiro funcional para lidar com o dinheiro que ganha,
não importa o quanto"
"Você tem um desafio pela frente:
Ou você administra seu dinheiro
ou sua vida será administrada pela falta dele"
"Nunca se sinta satisfeito,
pensando que já aprendeu tudo sobre sua realidade financeira,
mesmo que esteja sobrando dinheiro no seu caixa tenha a certeza de que é possível perdê-lo num momento qualquer de sua vida"
"O dinheiro que você gasta hoje
com itens que não são necessidades,
fará falta amanhã quando precisar supri-las"
"Tenha várias fontes de renda:
Cuida de uma de manhã
e a tarde, cuida da outra,
você não sabe qual delas vai lhe render ganhos, ou se igualmente,
ambas serão frutíferas".
(Parafraseando o sábio Salomão)
Não se comporte de forma correta com as pessoas imaginando que elas também o farão com você, você irá se frustrar muito, poucas pessoas reconhecem o valor das outras.
Lembre-se, as pessoas só podem oferecer o conteúdo que elas tem.
— A Coragem de Reescrever —
— Rascunhos de Quem se Levantou —
Houve um tempo em que o chão parecia destino —
em que a queda não era um instante,
mas um lugar onde a alma permanecia.
E ali — entre o silêncio e os próprios escombros —
você pensou que tudo havia terminado.
Que as páginas estavam rasgadas,
que a história tinha perdido o sentido.
Mas não —
o que parecia fim
era apenas o intervalo invisível
entre aquilo que você foi
e aquilo que ainda precisava nascer.
Reescrever a própria trajetória
não é apagar o passado —
é olhá-lo sem medo,
sem negar suas marcas,
e ainda assim escolher continuar.
Porque há uma força silenciosa
que só desperta em quem caiu —
uma coragem que não se aprende em pé,
uma fé que só floresce
quando tudo parece deserto.
Levantar-se não é voltar ao que era —
é tornar-se outro.
Mais inteiro.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
— E então você entende —
que as cicatrizes não são sinais de fracasso,
mas assinaturas do tempo
confirmando que você resistiu.
Hoje, ao caminhar novamente,
não é mais o mesmo passo —
há peso, há memória, há presença.
E, sobretudo —
há decisão.
Decisão de não ser definido pela queda,
mas pela escolha de levantar-se.
Porque quem se levanta
não apenas continua a história —
ele a transforma.
— E transforma a si mesmo.
Paulo Tondella
CULPA — O VENENO SILENCIOSO
A culpa não nasce com você —
ela é ensinada.
Cultivada.
Reforçada.
Desde cedo, dizem quem você deve ser.
E quando você não corresponde —
ela aparece.
— como peso
— como acusação
— como sentença
Mas entenda:
A culpa não corrige —
ela paralisa.
Ela não transforma —
ela aprisiona.
Repete dentro de você:
— “Você falhou”
— “Você não é suficiente”
E assim, você se torna
juiz…
réu…
e carrasco de si mesmo.
Mas há um caminho:
Consciência não é culpa.
— A culpa te prende ao erro
— A consciência te conduz à mudança
Errar é humano —
se condenar para sempre
é aprendizado…
e pode ser desaprendido.
— Onde há culpa, há peso
— Onde há consciência, há caminho
✍️ Paulo Tondella
— A Escolha do Presente —
Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.
Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.
Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.
Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.
Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.
Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.
Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.
Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.
Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.
A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.
Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.
Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.
— Paulo Tondella
Não se perca tentando salvar quem decidiu permanecer igual
Você não muda ninguém que não quer mudar.
Não existe amor capaz de curar quem abraçou a própria destruição.
Não existe cuidado suficiente para transformar alguém que rejeita a própria consciência.
Há pessoas que confundem ajuda com obrigação.
E fazem do seu coração um lugar de descarga — enquanto você vai se esgotando em silêncio.
Você insiste.
Explica.
Perdoa.
Recomeça.
E aos poucos percebe que está sacrificando sua paz para sustentar alguém que não faz o mínimo esforço para sair do lugar.
Isso não é amor saudável.
É desgaste emocional.
Cuidar do outro nunca deve significar abandonar a si mesmo.
Porque quem vive tentando salvar todos — muitas vezes morre por dentro sem que ninguém perceba.
Nem toda permanência é virtude.
Nem toda insistência é prova de amor.
Às vezes, maturidade é entender que algumas pessoas só mudam quando a dor delas se torna maior que o conforto de permanecer iguais.
E enquanto isso não acontece — você precisa escolher não adoecer junto.
Proteja sua mente.
Proteja sua paz.
Proteja sua essência.
Porque há batalhas que não são suas para carregar.
E há pessoas que só encontrarão transformação quando decidirem enfrentar a si mesmas.
— Paulo Tondella
Em um mundo cheio de opiniões e julgamentos, é fácil deixar que outros risquem partes dos nossos sonhos ou reescrevam nossos desejos. Mas lembre-se: sua vida não é um rascunho para ser corrigido por mãos alheias. Seus sonhos são a essência do que você acredita, do que deseja conquistar, e do que faz seu coração pulsar mais forte.
Haverá momentos em que o medo tentará apagar suas linhas, e a dúvida tentará riscar seus objetivos. Pessoas ao seu redor podem tentar diminuir sua coragem, dizendo que é impossível ou que você sonha alto demais. Mas nenhum editor pode mudar o que foi escrito em sua alma.
Não permita que o cansaço apague sua determinação. Não deixe que o fracasso seja um ponto final, mas sim uma vírgula que separa o que passou do que ainda está por vir. Acredite: cada dificuldade é uma página virada rumo ao seu final vitorioso.
Seja o autor da sua própria jornada. Corrija, reescreva, mas nunca permita que apaguem seu brilho. Seus sonhos são sua história, e só você pode decidir como ela terminará.
Às vezes a vida aperta, e aperta forte.
Tem gente que conhece bem esse lugar…
Gente que já foi deixada de lado pelos amigos, esquecida pela família, empurrada para o fundo da fila da vida.
Mas mesmo assim, não desiste.
Segue caminhando com o pouco que tem, com o muito que sente, com a fé que ninguém vê, mas que sustenta por dentro.
Porque quem aprendeu a se levantar sozinho descobre que nunca esteve realmente só.
E é por isso que alguns vencem silenciosamente:
porque continuam, mesmo quando tudo dizia para parar.
Mesmo contra a maré, mesmo com o vento contrario, apenas continua pois tem convicção não vive de momentos mas de propositos, a vida recompensa pessoas assim que são únicas.
Vida Difícil, por Paulo Butura
O Natal chega todos os anos, mas nem sempre encontra a gente no mesmo lugar por dentro.
Alguns chegam cansados, outros feridos, muitos em silêncio. Há quem sorria por fora, mas carregue batalhas que ninguém viu ao longo do ano.
Talvez este Natal não seja sobre mesas cheias ou presentes embrulhados. Talvez seja sobre perceber que, apesar de tudo, você ainda está aqui. Respirando. Tentando. Acreditando, mesmo quando quase desistiu.
O Natal lembra que a esperança não nasce em palácios, nasce em cenários improváveis. Nasce quando tudo parece pequeno demais para dar certo. E, ainda assim, algo novo começa.
Se este ano foi difícil, talvez isso não seja o fim, mas o intervalo necessário para um recomeço mais consciente, mais forte e mais verdadeiro.
Que neste Natal você se permita menos cobranças e mais sentido.
Menos pressa e mais presença.
Porque às vezes o maior presente não é mudar o mundo, é mudar o olhar.
