Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Não sei de onde vem este apego, este quase encantamento do ser humano para com o que é menor e não o eleva. Parece que a gente não busca se melhorar, mas sim diminuir os outros...
É preciso discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e sabedoria para com ele aprender.
É claro que não mudo de opinião com a volubilidade típica dos adolescentes, mas tenho a flexibilidade lapidada pela maturidade. E não tenho compromisso com o erro.
É a crença na verdade, postulada com base em razões pessoais, que alimenta os mais variados conflitos. Greves intermináveis que poderiam sequer ter iniciado mediante uma negociação equilibrada. Diretores autoritários que cobram iniciativa, entusiasmo e motivação de seus funcionários. Casais que “discutem a relação” sem perceberem que ela deve ser, antes de tudo, vivida.
Nossos conflitos éticos e morais, eventos políticos, fragilidade econômica, desigualdades sociais, subserviência institucional e crise de identidade cívica são filhos bastardos de nossa inépcia em reconhecer a relevância da Educação na construção de um projeto de nação.
Para uma empresa lograr êxito é preciso a praticidade e o foco de pessoas motivadas pela realização, a liderança e a firmeza de indivíduos motivados pelo poder, a sinergia e empatia daqueles motivados por afiliação.
Por onde a vaidade transita, a humildade, a modéstia e a serenidade se despedem. Perdemos nossa identidade, esquecemos propositadamente quem somos e de onde viemos.
Poder e dinheiro não mudam as pessoas. Apenas as desmascaram, explicitando sua essência e a busca da vaidade.
Sempre haverá quem diga que um poeta vive no mundo da lua, viajando pelo planeta dos sonhos, na imaginária galáxia da utopia. Pois digo que toda utopia é uma realidade potencial. Se escrevo sobre o que sonho é porque sonho com o que escrevo. E que pode se concretizar. E que fica mais concreto quando se põe no papel e se compartilha com o mundo, que passa a sonhar junto.
Sentimo-nos injustiçados quando preteridos em nossas atividades profissionais, mas não temos dificuldades em subjugar ou demitir quem não se alinha aos nossos interesses. Condenamos práticas públicas espúrias, mas não hesitamos em buscar pequenos favorecimentos pessoais.
Simplifique sua vida, abdicando de atividades e relações que não lhe acrescentam paixão e bem-estar. É fácil identificar isso, pois são fontes de ressentimento e angústia.
“Síndrome da cabeça baixa”: pessoas reunidas presencialmente, porém focadas exclusivamente na tela de seus smartphones ignorando a tudo e a todos ao seu redor.
Tudo fica para a próxima eleição, a próxima votação, o próximo julgamento, o próximo mandato, no mês que vem, depois de amanhã. Lembrando John Maynard Keynes: “No longo prazo, todos estaremos mortos”.
Você tem protelado a tomada de decisões por medo ou receio, adiando a busca por aquilo que pode efetivamente lhe fazer feliz?
Construímos um muro ao nosso redor com tijolos de intolerância. Ficamos tão seletivos que terminamos sós.
Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Você troca segurança por desafio, dinheiro por satisfação, o pouco certo ao muito duvidoso.
Forjar números e maquiar balanços contábeis não virou moda. Sempre foi. Empresas fraudam, executivos mentem, auditores omitem, analistas recomendam. Como diz o velho adágio popular, papel aceita tudo.
Felicidade e tristeza são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas...
Relacionamentos não apenas se desgastam, mas muitas vezes se esgotam. Cessa o calor do beijo, os olhares se desviam, os diálogos tornam-se fúteis. Primeiro, a discórdia. Depois, o conflito. Por fim, o confronto. Transformamos nossas cabeças em um cemitério de lembranças e passamos a cultivar toda ordem de sentimentos negativos. O pacote vem completo, com mágoas, ressentimentos, infidelidade, desamor e tristeza. Não sabemos terminar.
