Poemas da Juventude de Paulo Coelho
A fortuna é como o fruto que se não dá senão a quem o vai colher no ramo; esperá-lo debaixo da árvore até que se desprenda do galho é dispor-se a comê-lo podre.
A força só é admirável quando se coloca ao lado da Justiça para defender a Razão e amparar o Direito.
Procure escolher as pessoas certas, mas também não tente escolher muito. Seja seletivo, porém flexível. Valorize virtudes, seja condescendente com os defeitos. Seus e dos outros. Abdique de amores impossíveis ou não correspondidos – ou aprenda, por opção, a conviver com eles.
Empreendedorismo é um jeito de ser e não de saber. Está vinculado mais à atitude do que ao conhecimento. Deve ser não apenas aprendido, mas apreendido. Não apenas compreendido, mas vivenciado.
O dinheiro muda as pessoas com a mesma frequência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara.
Aprendi que as pessoas, em regra, não estão contra mim, mas a favor delas. E na defesa de seus próprios interesses acabam por agir inadvertidamente, ferindo e magoando com a aspereza da palavra ou com a dureza das atitudes.
Há um mundo enigmático lá fora. Um mundo de diferenças habitado por pessoas indiferentes. Um mundo que cultua o conflito, que se afasta do consenso.
Há uma sutil diferença entre ouvir, escutar e efetivamente entender o seu interlocutor. Entre olhar, ver e enxergar um objeto, imagem ou cena. Há pessoas que falam, mas nada dizem; ou que dizem, mas não são compreendidas.
Nosso tempo é curto, embora a vida seja longa, mas o que realmente vale a pena é sutil, volátil e está ao nosso redor.
Bilhões são investidos em produtos que não são desejados, em tecnologias que não serão usadas, em treinamentos que não proporcionam aprendizado, em confraternizações que não geram integração.
Defendo a tese de que relacionamentos amorosos têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados de “até que a morte os separe” juramentados na celebração dos casamentos. O ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.
Jamais se esqueça de olhar para trás, não com o intuito de contemplar de forma melancólica o passado, mas sim de observar o quanto você já percorreu, enaltecendo suas vitórias, saboreando os frutos de sua evolução.
Crescer traz mais dúvidas que certezas. Quando pensamos que temos resposta pra tudo, a vida nos vira do avesso e descobrimos que ainda temos muito que aprender. Mas é assim não temos opção, crescer, machuca, demora, mas compensa. E quando achamos que já estamos crescidos o bastante, viramos criança novamente.
Deixe de lado essa necessidade de procurar o porquê de tudo. Silencie as certezas alheias, silencie as suas incertezas, ouça mais o seu coração.
Não sou aquela que desiste fácil, mas eu posso te garantir que já cansei de muita coisa. Deixei de dar importância ao que não me faz bem.
Não vejo o mundo como via antes. Acho que isso é uma coisa boa. Não me machuco mais em portas fechadas e nem em janelas quebradas. As paredes não me sufocam mais, removi o teto que me limitava e ganhei as estrelas.
Veja bem, meu bem. Não tenho a intenção de ficar na prateleira feito cristal, tenho até certa transparência mas, não sou frágil e nem delicada. Meu lado sincero pode assustar um pouco, fui feita pra vida e nela me encaixo, me jogo sem dó. Não preciso de motivo pra gostar de ninguém e quando gosto, gosto muito, ou nem me dou ao trabalho.
Meus arrependimentos duram pouco, logo esqueço. Com tanta coisa boa pra acontecer, não vale a pena ficar carregando o pó de coisa velha, passada, que não tem mais volta. Bom mesmo é abrir a porta pra coragem e tentar sempre. Se não der certo, paciência.
