Poemas da Juventude de Paulo Coelho
Quem não tem amigos deixa de existir quando morre, pois só um amigo de verdade te faz vivo para sempre.
O tempo diz muito sobre o que busca e o que conquista.
Tempo é algo precioso, é ele quem faz vida, ele que mantém laços, ele que ampara, ele que trata de cuidar do que não parece ser importante agora, mais que vai fazer falta um dia, saiba aprecia-lo.
As vezes a alegria me confunde, nunca sei se o dia realmente foi bom ou se eu só estava embriagada de tristeza...
O romantismo quebrado, a solidão embriagada e uma estética suja e bonita de quem já viu o amor morrer dentro de um quarto de hotel e ainda assim tentou escrever poesia com o corpo todo doendo.
Onde o amor vira um tipo de salvação torta, e o respirar depende de alguém que já não sabe mais ficar. É poesia em combustão lenta. Dor com delay. E esperança mesmo quando tudo parece irrecuperável.
Aqui é onde a desistência encontra redenção, onde a poesia nasce do fracasso e onde ser honesto dói, mas cura.
A cada linha, um suspiro de tristeza pelas coisas que a gente finge que esquece, mas nunca para de lembrar.
Amar de verdade, às vezes, é saber deixar ir, com a dignidade de quem sentiu tudo, mas não precisa mais provar nada pra ninguém.
O amor é como um espelho quebrado que você se vê em partes e percebe que tentou colar o impossível. Que amar sozinho é como construir uma casa em areia movediça.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
É uma solidão tão real que não cabe dentro do peito, que escapa dos olhos, que corta feito lâmina que ninguém vê chegando.
Crescer é perceber que os adultos que tu admirava também estavam perdidos.
Apenas sabiam disfarçar melhor.
E agora só me resta te dizer que você é, sim, alguém importante. Mas importante do jeito que as coisas que não acontecem se tornam: inesquecíveis, mas não vividas.
Queria, por um instante, ser como tu, só pra entender a versão de mim que tu enxerga, como tu enxerga essa minha insistência em carregar o peso do nosso passado como se fosse uma partícula que não sabe se deve colapsar ou se expandir. Talvez, se eu fosse como tu, finalmente entenderia a gravidade desse vácuo entre nós — ou talvez fosse só mais um estado instável, um efeito quântico que não se explica.
Eu teria paz se não precisasse lembrar que fomos quase. Quase eternos, quase salvos, quase felizes.
Talvez eu parasse de tomar comprimidos se eles viessem com a garantia de que a saudade evapora, em vez de decantar no fundo da garganta.
Eu procuro teus gestos em outros corpos, porque cada movimento teu carregava um misto de doçura e ferocidade que eu nunca mais encontrei. Mas no final, só encontro esse vazio meticuloso, que não grita, não explode, apenas se instala — como uma doença silenciosa que vai ocupando cada espaço até não sobrar nada de bom pra sentir.
Em vários dia de minha vida, vivo dentro de um mundo mágico, esse é um lugar muito iluminado, muitas coisas flutuam, e objetos me respondem... o portal para entrar nesse mundo, é quando fecho meus olhos e me desligo da realidade, convido a todos a fazerem isso, é algo diferente, e eu vivo intensamente esse momento de ilusão.
Todos precisamos de uma pitada de ilusão em suas vidas, pois a realidade no leva a verdadeira loucura.
Se queres ser grandiosa, cresça por seus méritos. Foque em seu objetivos e corra atrás dos seus sonhos.
Pois é impossível crescer tendo a mente focada no que o outro está fazendo, você perde muito tempo.....
