Poemas Boca
A tarde era um cálice demarrado sobre os campos verdejantes de ramagens escarlates na boca que pronuncia a verdade sublime no instante exato de brilhar estrelas no céu e suas grandes constelações. E eu diria que seus olhos são dois abismos onde a eternidade repousa em minha memória densa de lembranças esquecidas, pois passa rápido a vida e as mãos desconhecem despedidas se acenam e não seguem em frente. Paradas, absortas no esvair de uma saudade abstrata, cuja raiz pousa os pés na terra vermelha e nascem constatações intermitentes, pois afirmar pode ser uma forma de negar indubitavelmente. E tudo é sempre mais do que parece ser, quando bem me faço entender, se a lógica diz e cala na escuridão da sala. A memória é um jardim de estátuas cobertas de musgo, já que a ação inexorável do tempo envelhece artefatos humanos enquanto a natureza cresce para além de si mesma em sua opulência e grandeza. O perfume dourado das magnólias adormece o crepúsculo e eu busco um impulso para encarar a noite e suas torrenciais correntezas. Ao ouvir o azul da tarde a doçura prateada da lua adormecia na perspicácia dos centros comerciais onde tudo tem um preço, até mesmo esquecer tinha a moeda do tempo no silêncio macio de sol envolvendo pensamentos na arquitetada paisagem da cidade planejada em minúcias para muitos e para poucos, quando se janta o almoço, em um alvoroço de viver freneticamente enquanto ainda temos um corpo. A aurora despertou lentamente os montes adormecidos e no café quente do copo eu questionava os minutos de sossego na inquietude melódica do dia a espraiar certezas vagas como um relógio antigo há muito tempo atrasado. Mas porque comer o passado se o presente tem sempre novos recomeços e a ternura genuína dos afetos alcançam glórias humildes no aconchego de um dia feliz?
Com o passar do tempo, nossos ouvidos acabam exercendo mais funções do que nossa boca, nossas dúvidas cedem espaço ao silêncio, e a agitação é trocada pela tranquilidade e reflexão.
Fui comer duas batatas e a que estava em minha boca caiu diversas vezes, "Por quê?" você poderia indagar, pois eu busco três.
“O corpo escuta as palavras que a alma repete, mesmo quando a boca acredita estar apenas brincando.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra que sai da boca também retorna à alma como ordem, memória ou libertação.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A boca revela, muitas vezes, aquilo que a alma aceitou como destino sem perceber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra criadora nasce quando boca, imaginação, emoção e fé deixam de se contradizer.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Maria Madalena ensina que há visões que precisam de coragem para não morrerem na boca de quem não as compreendeu.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Boca amaldiçoa. Boca cura. Boca destrói destino e também pode levantar alguém do chão.
Por isso você rejeita insulto, maledicência e mal agouro. Não é fragilidade. É consciência. Quem conhece o peso das palavras passa a tratar o silêncio como oração.
O que entra pela boca e o que sai dela pode ser prejudicial. Portanto, esteja a boca aberta ou fechada, o perigo é real. O bem e o mal compartilham a mesma porta de entrada e saída para o mundo. 🤝🏻
Minha boca assume meu pensamento e defende minha verdade, diferente de quem vive a vida alheia. Faça o seu e assim serei nada.
O insulto é o refúgio dos fracos. Quando faltam razões e sobra soberba, a boca só sabe disparar ofensas para tentar diminuir o valor alheio.
Você pode tentar fazer alguém se sentir um objeto, mas lembre-se: a consciência do próprio valor é um território que nenhuma palavra maldita consegue invadir.
Seu filho irá aprender mais com suas atitudes do que com as palavras que saem da sua boca para lhe corrigir.
