Poemas Amor que Rima
Amor
Não sei o teu nome, mas chamo-te de Amor
Sinto-me renascer, quando em sonho te encontro.
Me colocarei novamente à prova
Redesenharei o meu destino.
Uma vida para reescrever
Falarei de um amor que ultrapassa as distâncias
No meu coração que tem mil páginas
Folheio poesias que falam de nós.
Não sei o teu nome, mas chamo-te de Amor...
"Se as almas se comunicam
Que lindo e profundo é o nosso amor!
Que Deus permita que o meu sonho se realize
E eu te encontre."
Devemos perceber claramente que o amor
está no reino espiritual
e, que o amor é felicidade
e a felicidade é o amor.
Sentimos os nossos olhos marejarem...
Sentimos a leveza de nossos pensamentos...
Sentimos que nossas ansiedades se acalmam...
O silêncio toma o seu lugar...
Existe Paz...
E isto é a verdadeira felicidade.
Já não ando sem rumo
A minha alma me conduz
Resistir é não viver intensamente
Um amor que a alma sente.
Não quero mais fugir de mim
Me encontrei
No labirinto dos meus sonhos
Quero entregar-me
Deixar simplesmente acontecer.
Já sei sentir-me onde estou
Sou alegre por aceitar o mistério
De não saber para onde vou
Onde me levará a minha alma.
Sigo o canto dos pássaros
Sigo a corrente daquele rio
Sei que me levará ao mar
Lá onde o meu amor se encontra.
A fusão de dois seres
Que se completam
Que se abraçam
Num querer eterno.
Numa tela pintei o teu corpo
com a cor do amor.
Depois desenhei–te em mim
Num abraço profundo.
Os nossos olhos prendem-se…
Os nossos lábios tocam-se...
És doce..suave…
És o meu secreto amor.
Resides nos meus sonhos
Nos meus silêncios
Emoldurado pelo meu carinho
Guardo-te na parede do meu coração.
Onde andas que te ouço
Num canto que me enlouquece
No silêncio da noite
E me faz vibrar de amor.
Cada dia te sinto mais perto
Num abraço de almas
Que se conhecem profundamente
Tão belo e forte este sentir meu amor.
Ilumino as minhas noites
Com a luz do teu amor
O teu coração é o lugar dos meus sonhos
Onde me perco e me encontro.
Não existe tempo nem espaço
Onde quer que estejas eu estarei também
Teu coração é onde vivo e morro
És o meu refúgio de amor.
És o meu sonho
Vives em mim meu amor
Se te penso, sinto-te...
Acaricias-me com leveza
Meu corpo vibra de paixão
Sinto em mim o odor da tua pele
Nascemos unidos pelo coração..
A vida ensinou-me que o amor
Só caminhará feliz
De mãos dadas com a confiança
Fico parada, em silêncio
Espero a madrugada
Na esperança que o universo
Cumpra a promessa
Daquele lindo sonho
Tão real no meu coração.
E assim fica o meu olhar
Perdido no horizonte
Onde tudo acontece um dia.
Verdade que fala
Sonho que vive
Amor que cala
Beleza sentida
Alma sofrida
Coração puro
Sentimento profundo.
Fé que existe
Sentido que não desiste
Caminho guiado
Escolhas certas
Colo que acolhe
Num abraço divino.
Traços no céu desenham a palavra "amor"
Com cores que só existem no meu coração.
Estrelas que se quebram em mil pedaços
E espalham amor sobre a terra.
A lua prateada ilumina o mar
As ondas beijam a areia
E adormecem num abraço
Sereias que seduzem com seus cantos
Mas que encantam com seu silêncio.
Ser sonhadora
É Viver continuamente iludida
Ir e voltar sorrindo
Amar o mais lindo amor
Solitariamente viva e feliz.
Não me importa querido
Se existes neste mundo
Belo é sentir-te tão perto
Fazes parte de mim...
Mas há uma voz interna que me diz
Espera, confia!
Palavras e gestos ocultos
Trazem silêncio na noite
Nascem versos de amor
Escritos nas estrelas
No céu bailam Anjos
Ao som de belas melodias
Sonhos enviados ao universo
Esperam resposta
Na certeza que tudo tem retorno.
A confiança é a base do amor
A mente duvida
O coração sabe como confiar- é a confiança que o torna um.
Precisa estar inteiro para amar
Estar aos pedaços é estar dividido
É preciso centrar-se no seu amor
Quando você confia e ama com um coração decidido,
isso traz transformação.
Na minha concha
Não vivo só
A chama que alimento
Inunda o meu Ser
Calei o amor
Sem que o deixasse morrer
Canta melodioso em mim.
Quero renascer no teu olhar
Viver a loucura dum amor são
Enamorada
Num riso ardente
Embriago-me nos teus beijos
Sussurro suave, no teu ouvido
Palavras doces de desejo
Na tua pele, eu me acho
E na feliz maciez dos teus dedos
Que me acariciam
Me aconchego e durmo.
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
Não botamos muita fé no mundo, nas pessoas e no amor porque, na verdade, não botamos muita fé em nós mesmos.
Quem acredita no poder da própria essência, acredita também no poder transformador potencializado pela vida.
E a felicidade pertence aos que acreditam.
