Poemas Amor que Rima
Coleira
José é dono de Kiwi
e o nutre com rações de qualidade.
Embora custe caro, a felicidade
recompensa enquanto amor tiver.
Tudo certo, tudo indo
até que Kiwi não consiga mais
respirar. O carinho mútuo permanece infindo,
assim como a dor de José,
que investe saúde mental de dez
vidas, e o cachorro nem consegue ficar de pé!
Kiwi morre, José desidrata
de tanto se lamentar: “pobrezinho do bichinho!”
Agora tu vira-lata é, senhor.
Fareja teu ex-lar
afim de te encontrar.
Os dois eram um.
Eram, no passado,
porque agora José é nenhum
e Kiwi tornou-se alado.
Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.
Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.
“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”
“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”
E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.
É que a gente temos que entender
Que todos nós também representa
O palhaço
Já da pra ver no rosto, o sorriso
Estampado, sorrindo especificamente
Por fora e as lágrimas escorrendo
Por dentro.
Cada um com seu sofrimento, só que
De uma forma diferente, só quem sente
Sabe, só quem sabe sente, ninguém é mais
Inocente.
O mundo tá cheio de covardia, te apunhalam
Pelas costas e ainda com ironia, tudo começa
Quando se fecha as cortinas.
Ninguém confia mais em ninguém, nem mesmo na
Própria sombra
Nem o espelho tá mais servindo, quando fui me olhar
Até me assustei com meu semblante destruído, geral
Corrompido, o amor tá frio, eu também já enfriei.
No calor do ódio e da intolerância, todo mundo quer
Ser rei, me desculpe se eu errei, é que eu já não sei
Mais pra onde eu vou, aonde vou parar, será que da pra
Raciocinar?
O que é certo ficou errado, e o que é errado ficou certo
Meu papo é reto, nem sei mais quem sou, às vezes me sinto que
Estou em um deserto querendo desabafar com tanto glamour .
Muitos rir pra não chorar, diz que tá tudo bem, más eu sei que
No fundo não tá, é só pra agradar né? esse filme eu já conheço
Porque temos sempre algo em comum, isso ai eu já desmereço.
Choramos todos os dias, mesmo sentindo alegria, a tristeza sempre
Tá perto, vejo agonia, não da pra entender, só quem não quer ver, aonde
O bem tá, o mal também tá próximo, é tóxico pra quem tá de plantão, mas
Também vejo muitos pregando o amor e outros religião.
Ai vem me falar, o que é que tem haver? é preciso dizer? que ninguém se importa
Com você, só você pode e tem a chave secreta, na calada na madruga o coração
Acelera à mil por hora, porque a gente chora? em silêncio, dia após dia, querendo
Colocar pra fora toda essa patifaria.
Tá me matando aos pouco, me vejo no poço, calabouço, eu dou grito com minha alma
Ao invés de usar minha própria voz, porra ninguém me escuta, más falam que eu tô na
Paranóia, ninguém entende minhas loucuras, e loucuras de louco quem vai entender?
Nós mesmo joga pedra sem querer ser atirado, somos nós mesmo, o próprio
réu sem querer ser o culpado, é tanta hipocresia que até quem é não consegue ficar calado
E eu não me calo, é preciso mais amor pra não poder ver mais um morrer enforcado, ame mais
Ame mais, ame mais, ame mais...
Pensamentos que vem
Mas nunca se vão
Coisas que chega na mente
Te deixa inconsciente
Transforma em uma corrente
Que um dia se quebra no chão
Transformando tudo em solidão
Aí como queria esquecer
Aquilo que um dia me fez sofrer
Pena que "Querer não é poder"
Lembranças do passado
Que quero deixar de lado
Isso tudo é tão complicado
Estou acorrentado..
Um dia vou saber
O verdadeiro motivo de viver
Vou poder descrever
Tudo aquilo que me fez crescer
Vou poder contar
A alegria de se renovar
Com um sorriso no rosto
Todo dia vou acordar
Vou gritar pro mundo todo escutar
Que dessa corrente conseguir me livrar
O mundo está cada vez mais poluído, poluição não só da natureza
Espero a compreensão desse verso com clareza
Mudança é complicada, até se perde a esperança
Mas ainda se encontra uma faísca de salvação, no olhar puro de uma criança!
Quando abro um livro vejo um Reino Dos Desejos com principes e princesa , bruxas e magos a viajar
para que a vida os deixe levar .
Viver a vida com sonhos e realizaçaoes , com a vida para se encontrar
o seu lugar , saber com quem posso contar , A vida e doce e trouxe para voce o livro do conto .
Fechar os olhos e ver que tem muito para se viver , depois de meia - noite trouxe um novo dia para se viver e um
novo capitulo para se escrever .
Quando acordo , abro os olhos relembro que minha mae me contava historias por acaso .
A vida e para se viver temos que aproveitar porque que voce ama um dia morrera e voce sofrera ...
A nossa amizade acabou e você ainda não percebeu!
Será que é porque ela te importa mais do que eu ?
Eu sei que vocês são amigas dês de 12 anos atrás.... Mas isso não desmerece a nossa de 4 ou mais.
As Vezes
as vezes meu silencio é uma pagina em branco
minha barba
a borda da xicara
o Chico rolando na vitrola
a cola
o colo
a bola
a sala
o solo
meu silencio
minha agricultura
minha roça
meu roçado
minha sala
minha bala e eu baleado.
Deus me tirou de um poço tão profundo tão escuro,
Por hora eu estava cego, perdido sem norte, sem rumo,
Acha punk, está na roda dos cara eu assumo,
Ter o copo cheio de whisky e fumo pro consumo,
Resumo, ideia vai e vem e só fica as histórias,
Quantos manos perdi nessa trajetória, sem gloria.
Por várias vezes me deixei levar,
Queria o carro, a roupa da moda, tive que roubar,
Pra ostentar um patamar que eu não podia ter,
Porque a propaganda mostra o que não posso obter.
Obrigado meu Deus, por nunca desistir, quantas vezes fugi,
Dos propósitos que o senhor tinha pra mim,
Eu queria beber, cola com as gostosa, frita nas madruga,
Da pião no asfalto, ter carro importado, bang pra intimar na cintura,
Metia a cena do louco, pensava, ninguém me segura,
E minha mãe de joelhos chorando pedindo pai: livre das viatura.
E eu que me acha o herói, fui derrubado, tapete puxado,
Beijei a lona e apaguei logo após, confuso, noucauteado,
Demoro mas eu to aqui, Demoro, mas eu consegui,
a tua graça me basta meu pai, Pela graça salvou o mano aqui,
eu que nunca mereci, Mas o senhor sempre me amou,
como o pai que ama o filho, Desde o nascimento já me registrou,
por mim sempre olhou, Nas viela e noitada,
me livrava de cada alma sempre mal-intencionada,
Me desculpe pelos bang, pelo sangue, pela as drogas, pelos refém,
Continue zelando por mim, mesmo não merecendo, amém.
Na sagacidade de viver sem repetir cada passo que dou
Vou indo no flow, no swing é um show
Se pá pode colar que nós vai se manifestar
na humildade, na simplicidade, na plenitude é isso que há.
