Poema Sobre Viver
Talvez seja preciso morrer algumas vezes por dentro para entender que viver também é deixar para trás quem já não somos.
O desespero é a doença de uma existência dividida contra si mesma: viver, mas não querer ser quem se é; desejar ser outro, mas não conseguir escapar de si.
A existência autêntica começa quando deixamos de viver segundo o roteiro alheio e assumimos a autoria incômoda de nossa própria finitude.
Viver talvez não seja derrotar o absurdo, mas recusá-lo como argumento suficiente para desistir da existência.
A natureza não consulta a vontade individual antes de colocá-la dentro da existência; viver é entrar em um movimento que começou antes de nossas próprias escolhas.
Toda existência carrega uma resistência contra o próprio desaparecimento; viver é também exercer continuamente uma potência de perseverança.
Tudo o que a vida te fez viver moldou quem você se tornou; não lamente os erros, pois foram eles que ensinaram seus passos, nem as perdas, porque aquilo que parte deixa lições. Siga com o coração em paz: enquanto houver bondade dentro de você, sempre existirá um novo caminho para florescer.
"Sorte daqueles que já morreram, Azar o meu, luto para viver e luto para não envelhecer e mesmo assim morrerei".
“Não nasci na estrada das escadas para viver a vida sempre subindo, nasci na estrada dos buracos, vivo a vida sempre caindo, mas isso não me impede de continuar seguindo.”
"Quem diz que o oceano é um sonho, não sabe o pesadelo que é viver com tubarões."
Estou em paz no meu aquário.
Poupar um filho da vida é condená-lo a viver sem si mesmo. Toda dificuldade que os pais sequestram da infância reaparece na vida adulta com juros de caráter: transforma limites em ofensa, responsabilidade em opressão, frustração em revolta e amor em chantagem. Quem protege do peso da existência não fortalece os ombros; atrofia a consciência. No fim, não cria filhos — fabrica adultos incapazes de carregar a própria história, sempre à procura de alguém que suporte o peso que nunca aprenderam a sustentar.
“Sê quem tu és sendo; porque o maior cárcere do ser humano não é perder a liberdade, é viver aprisionado naquilo que fingiu ser.”
