Poema sobre agradecimentos

Cerca de 44138 poema agradecimentos Poema sobre

Meu primeiro amor...
O que dizer sobre ele?
Intenso, talvez, até de mais.
Doloroso? Mais ainda.
Meu coração ainda dói, ainda chora,
Ele bate aqui dentro remendado,
remendo esse que se desfaz cada vez que eu o olho, a cada pensamento ele se machuca,
a cada minuto ele se destrói.

Dois amigos caminham tranquilamente sobre uma ponte. Um deles pergunta:

— Sabia que existem milhares de crianças passando fome?

— Sim, eu sei.

— Os políticos luxam com o dinheiro que daria pra comprar comida pra elas.

— Porque são corruptos, pois eles não têm amor no coração, eles próprios sabem que recebem mais do que merecem receber.

— Tu tem inveja de político?

— Não, até porque não sou cego. Eu simplesmente não concordo com as injustiças causadas por eles.

— Nem eu, nem vou.

⁠CONVERSANDO SOBRE O MUNDO

Dois amigos estão na beira do rio conversando sobre o mundo enquanto apreciam o sol surgindo no horizonte. Um deles pergunta:

— Já percebeu que a maioria das pessoas confunde vingança humana com justiça divina?

— Sim, já percebi — responde o outro, mostrando sinais de que tem uma mente saudável. — Se Deus faz mal aos que fazem mal, que diferença Deus terá dos que fazem mal?

— O mal provém da ignorância do povo em conjunto com o mau-caratismo dos seus governantes.

— Ainda bem que, mesmo em meio a essa bagunça, acontecem coisas maravilhosas, e é nessas que a tua alma precisa focar, pra não se desgastar com perspectivas decepcionantes.

_____________________________________________________

Eu, aliás, quando sobre filosofia digo eu mesmo algumas palavras ou as ouço de outro, afora o proveito que creio tirar, alegro-me ao extremo; quando, porém, se trata de outros assuntos, sobretudo dos vossos, de homens ricos e negociantes, a mim mesmo me irrito e de vós me apiedo, os meus companheiros, que pensais fazer algo quando nada fazeis. Talvez também vós me considereis infeliz, e creio que é verdade o que presumis; eu, todavia, quanto a vós, não presumo, mas bem sei.

(Em "O Banquete")

Ele é delicado. Não é com efeito sobre a terra que ele anda, nem sobre cabeças, que não são lá tão moles, mas no que há de mais brando entre os seres é onde ele anda e reside. Nos costumes, nas almas de deuses e de homens ele fez sua morada, e ainda, não indistintamente em todas as almas, mas da que encontre com um costume rude ele se afasta, e na que o tenha delicado ele habita. Estando assim sempre em contato, nos pés como em tudo, com os que, entre os seres mais brandos, são os mais brandos, necessariamente é ele o que há de mais delicado. É então o mais jovem, o mais delicado, e além dessas qualidades, sua constituição é úmida. Pois não seria ele capaz de se amoldar de todo jeito, nem de por toda alma primeiramente entrar, despercebido, e depois sair, se fosse ele seco. De sua constituição acomodada e úmida é uma grande prova sua bela compleição, o que excepcionalmente todos reconhecem ter o Amor; é que entre deformidade e amor sempre de parte a parte há guerra.

(Em "O Banquete")

Somadas ao avanço tecnológico,
as leis que versam sobre misoginia,
racismo, homofobia e transfobia,
farão com que as poucas vagas de emprego
restantes no mercado
sejam destinadas apenas aqueles
que forem homens e brancos.

Talvez seja o sentimento de culpa o que mais pese sobre os ombros de todos aqueles que não conseguem se ver com olhos de amor.
Não que você tenha culpa. Não que eu tenha culpa.
É que as pessoas vão dizendo que a gente errou, errou, errou, e nem sempre foi assim.
O primeiro amor que você deve ter é o amor por você mesmo.
Se você mudar o olhar, se sair de dentro e olhar para si de longe, vai se apaixonar, com certeza, pelo ser humano que você é.
Se, por acaso, você não se apaixonar, se sentir vergonha daquilo que está sendo no mundo, está na hora de repensar.
E, quem sabe, ainda dê tempo de ser melhor.


Nildinha Freitas.

Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.


Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.


Precisava de plateia, não de vínculo.

"A verdade não está na vitória de uma voz sobre a outra, mas na sua Integração.”




Dollber Silva

A nobreza de tua imagem é parte do que faz ser sublime o meu conceito sobre você.
Defeitos? Sim, mas eles exploram uns aos outros, pois nada podem contra todas as qualidades existentes em você.
Linda, como sabe sublime ao extremo. Para alguns isto é uma beleza insuportável,
e nada a torna “inferior”, o que do antônimo desta palavra, posso entrar em uma breve conclusão: significa para muitos, mas revela a inferioridade de milhares.
Célebre? Sim e ainda não estou sendo demasiado.
Desejada pelo meu bom senso, almejada por inúmeros que a cercam.
Uma figura de grande realeza, humildade e revestida por beleza de dentro a fora.
Perco-me nas palavras, é um contrassenso compara-la.
O que direi agora?

Adoção!
Muitos trazem nos pensamentos enganos sobre a adoção,
Nem imagina em verdade, como que funciona então,
Quando o coração avisa, que por ai vem irmão!
Já estavas preparado, destes não escapas não...
Recebes ai no teu meio, achando ser devoção,
Pensas que faz caridades, mas cuidado meu irmão!
Aquele que hoje te chega, vindo por outras mãos,
Na realidade é seu. Pode ter isto, como boa razão...
Estavas bem registrado, em tempos que longe vão,
Escolhas que escolhestes nestas formas de irmãos,
Que entraram em suas vidas de outros vindos então!
Colocando em seu caminho! Pagando os atrasados, que devias meu irmão...
Quero que tenhas na mente e também no coração,
Por não ter gerado, este que trazes hoje nas mãos,
Escolhestes em outros tempos terminar esta missão,
Que no hoje abraçastes, carregando ao coração...
Dar guarida e ensinamentos! E alimentando, também.
Provar que estava certo á aquele que te confiou o bem,
Não falharás nesta vida! E ainda dizendo amém,
Agradecendo o Cristo, pagando os seus vinténs...
Que ficaram em algumas dividas, que às vezes, tu nem lembras não!
Mas por bondade divina teve outra ocasião,
De resgatar seu passado, como forma de benção,
Abraçando estas crianças, e dando lhes educação...
Peço a você meu amigo que estejas em situação!
Cuidar bem destes pequenos com amor e devoção,
Nunca deixar de ensinar que Jesus é a solução,
Que os caminhos pra esta vida seguem junto com o perdão...
Independentemente da cor, do sangue, dos corações!
Todos somos mesmo irmãos, queira sim ou queiras não,
Do teu ventre ou de outro, o que mandas é a educação,
Esparramando o amor, seus filhos serão então...
(Zildo de Oliveira Barros.30/12/11)

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMPO – A trilogia do Viver

O inesperado pode roubar-nos o presente; as mudanças, desviar-nos completamente do futuro; mas o PASSADO jamais nos é tirado, por onde quer que sigamos e até o último momento.

A relevância do FUTURO não consiste em vê-lo concretizado ou não, mas em emprestar sabor ao presente e converter-nos em molas propulsoras para buscá-lo neste exato e mais recente amanhecer.

O PRESENTE só faz sentido como resultado direto de toda uma história que construímos para chegar até ele, e atinge seu ponto máximo quando cada partícula do agora chega plena de prazer no exato momento entre o último que se foi e o primeiro que o seguirá.

O choro vem silenciosamente como a água de um pequeno riacho caminha sobre as pedras, o peso de cada gota é o peso de cada lembrança, momentos bons e felizes que não voltam mais.
O preço da culpa e o peso de se entregar tanto.
A saudade que bate é como uma marreta, que faz o coração entrar em uma tempestade imparável, aquele fio se cortando e ver tudo aquilo e não poder fazer nada, é oque faz pensar que não tem mais volta.

Tantas faces deixadas sobre a mesa,
flechas cravadas no corpo do guerreiro.
Caminhos que não conduzem a lugar nenhum,
vidas esquecidas que ninguém a tem.

Escrevi uma carta ao tempo sobre você.
Espero a resposta sentado na calçada,
perguntando onde está você.


Que o tempo não demore muito,
pois te amo e sou apaixonado por ti,
mesmo sem ainda te conhecer.


Tempo, tempo, tempo…
não te atrases,
traz para mim aquela mulher
que tanto espero.

Outro dia, enquanto meditava sobre os acontecimentos da vida, compreendi que tudo o que se planta é o que, inevitavelmente, se colhe.
Se alguém semeou ódio, rancor, inveja, ignorância ou blasfêmia; se humilhou, enganou, tirou vantagem ou zombou do próximo — pode ter certeza: a colheita virá.
E quando ela chegar, não reclame dos frutos, pois serão exatamente iguais às sementes que você plantou.
A vida é justa — cada gesto retorna no tempo certo, como resposta do universo àquilo que um dia oferecemos.

Jamais desejaria que você enfrentasse a escolha que um dia recaiu sobre mim.
Não espero que compreenda os caminhos tortuosos que me levaram até ela, nem carrego a pretensão de pedir seu perdão.
Algumas decisões, por mais inevitáveis que pareçam, têm o poder de despedaçar o que antes era belo — como um quadro rasgado por dentro, deixando apenas o silêncio como testemunha e cicatrizes como lembrança.
E mesmo que o tempo tente costurar os retalhos, há marcas que permanecem, não por rancor, mas por memória.

Você insiste em me agradar,
dizendo sobre mim coisas tão bonitas,
como se eu fosse algum farol perfeito
iluminando todos os teus dias.
Mas não sou tudo de bom que você fala —
sou feito de falhas, de medos, de cicatrizes
que o tempo não apagou.


Ainda assim, quando você me olha,
parece enxergar além do que eu sou,
como se visse em mim um alguém
que eu mesmo não encontro.
E é nesse teu jeito de me ver
que descubro o amor:
não por me tornar perfeito,
mas por ser aceito exatamente assim,
imperfeito e teu...

Ser o que não se é
é caminhar sobre espelhos partidos,
onde cada fragmento distorce o ego
e afasta o passo da própria essência.
A vida não adianta nem atrasa
quando se veste de ilusões:
apenas pesa —
vira um fardo de dias nublados,
um silêncio que rói devagar
por dentro da alma.
O espírito desconhece duplicidades;
não carrega duas faces
nem divide seus destinos.
Ele é inteiro, indivisível,
feito de uma única verdade,
e só floresce quando abandona a mentira.
Viver é despir-se das máscaras,
permitir que a luz da autenticidade
rompa as sombras que nos cercam.
Porque somente na verdade
a alma repousa em paz,
e o coração finalmente respira.

'PARÁGRAFOS'

Às vezes acordo na madruga e
ponho-me a pensar sobre o universo.
O meu universo.
Tão fechado.
Tão inóspito.
Aos meus tímpanos barulhos vários
e à minha inquietude o frio matinal.
Sou levado a filmes que
repetidas vezes já o assisti.
A melancolia e o desespero assombra-me.
Encoraja-me.
Olho para o reflexo embaçado no espelho.
Penso: já não sou o mesmo do café da manhã de ontem.
A cama há muito está vazia, exceto por uma sombra
que durante décadas não se achou.
Encontra-se perdida.
É uma alma penada com decreto temporário.
Aprisionada.
Não a prisão destinada aos malfeitores.
Quisera fosse.
É a prisão do inacabado.
Do incômodo.
Do inconformismo.