Poema sobre a Higiene Bucal

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Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.

Não é sobre presentes.
É sobre postura.

Não é sobre discurso.
É sobre prática.

Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.

E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.

Porque respeito não é homenagem.
É dever.

E igualdade não é gentileza.
É justiça.

E justiça…
não se pede.
Se faz.

Sobre Covardes

Demétrio Sena - Magé

Compreendo as mensagens de cancelamento
em silêncios, distâncias e medo profundo;
é difícil passar pelo meu pensamento
e manter confortáveis os olhos pro mundo...

Só não posso romper as verdades do assunto,
quando vestem os panos do nosso momento;
não me deixo calar; quem não quer pensar junto,
não precisa fugir; aspirar outro vento...

Mas entendo covardes; deve ser medonho
esse medo da vida e da busca do sonho
desse mundo de todos e não de alguns donos...

Imagino entre os panos a borra contida
dos que têm que temer a minh'alma perdida,
como mandam dos púlpitos, grupos e tronos...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Pensamento XVIII
"o rei, o peão e o ventríloquo"


Ante as peças sobre o tabuleiro, uma verdade é assombrosa: remova o ventríloquo e, ainda que bispo e cavalo tornem-se rainhas, o máximo obtido é o empate. Xeque-mate.

Estela, assim como o seu nome, passou como uma estrela sobre mim.
Deixando a lembrança do seu brilho e a saudade da sua beleza.


Queria poder sorrir como antes, ser o Eu de antes, mas já não vive mais em mim.
Assim como você partiu, junto uma parte minha também se partiu.
Nunca mais serei a mesma.


Agora me sinto solitário, vazia
Com uma dor permanente,
As lembranças figuram em minha mente,
E o que antes me gerava alegria, agora são colhidas como dor.

Analisando e expondo de forma sutil, sobre problemas da sociedade sem precisar falar quase nada:


Todos sabem quem é Musk (Elon), mas Alice Walton ninguém abre a boca à comentar (quem é mesmo essa)?


Não, sobre economia e política com relação às mulheres, ninguém realmente andou interessado..

Conversem!
Conversem sempre
sobre tudo!
Porque o silêncio são pedras.
E pedras são muros, e muros dividem.

Quanto menos as pessoas estiverem alertas sobre o que acontece, menos elas vão saber. E quanto menos souberem, mais ignorantes elas continuarão sendo. E, se continuarem ignorantes, nenhuma mudança será vista no meio social.


Quando alguém não entende ou não está consciente do que acontece ao seu redor – seja na sociedade, na política, na cultura ou em seu próprio ambiente – ela se torna incapaz de questionar e mudar algo. Isso mantém tudo parado, sem transformação.


A ignorância, nesse caso, não é só falta de conhecimento, mas também falta de interesse em buscar a verdade. E enquanto isso continuar, nada muda de fato, nem no social, nem no pessoal. Para mudar, é preciso primeiro entender o que está acontecendo, enxergar a realidade e agir.


Se ninguém busca saber, tudo fica como está. Por isso, é necessário se manter consciente e atento para que algo possa realmente mudar.

A política nunca foi sobre a "Paz", mas sim sobre a dominação dos pobres e a defesa de interesses... A religião nunca foi sobre o "Amor", mas sim sobre dominação e interesses políticos. Todas as guerras começaram por causa de interesses.


Contudo, nunca teremos paz enquanto a política existir. — BigaM.

"Hoje eu tirei o dia para limpar as minhas janelas e fiquei pensando: sobre oque é visto depende do ângulo e do que a janela permite enquadrar, como na história metafórica em que a mulher vê manchas nos lençóis da vizinha, mas o problema está no seu próprio vidro sujo.
Às vezes, as pessoas tiram conclusões sobre a vida da outra e não percebem que talvez o problema esteja no seu próprio ponto de vista!
Limpeza de janela é sobre o visto, depende do ângulo e do que a janela permite enquadrar...
Cada um tem sua vida, seu jeitinho, suas regras. Você vai enxergar à sua maneira, mas não irá de forma alguma saber se está certo ou errado se não sair da janela e ir buscar a realidade.
É verdade. O que escolhemos focar (o enquadramento) e a forma como olhamos para isso (o ângulo) determinam o que vemos e como interpretamos. Duas pessoas a olhar para a mesma situação podem ter visões completamente diferentes com base nos seus enquadramentos e ângulos de perspetiva.
É fácil apagar as pegadas, porém é difícil caminhar sem pisar no chão...
Hé...
Estou filosofando.
Limpando janelas e refletindo 😉"

O que o outro faz é sobre ele.
O que você aceita é sobre você.
A gente nem sempre controla o que vem de fora, mas pode escolher o que deixa entrar.
Nunca esqueça que pouca coisa vale a sua atenção, e nada vale a sua paz.
Seja bom.
Seja humilde e principalmente honesto.
Mas por favor.
Deixe de ser trouxa!!!




😏

Sobre o Pastor de "Três Graças"

Demétrio Sena - Magé

Fiquei frustrado ao ler que o pastor Albérico, da novela Três Graças é, na verdade, o chefão da bandidagem na comunidade fictícia da Chacrinha. Desejei que a fantasia salvasse a realidade. Que a licença poética nos desse um horizonte favorável à crença no cristianismo do século XXI. Estava mesmo feliz por imaginar que, na ficção, a exceção venceria a regra, em desagravo ao mundo real, onde a regra estrangula a exceção. O pastor Albérico tinha tudo para ser a exceção na qual precisamos acreditar, fora do estrangulamento que nos deixa sem esperanças.

Ainda espero, caso isto seja verdade, que autor e colaborador decidam pela mudança de rumo do personagem. Precisamos dessa fantasia. Dessa poesia que nos faça intuir a existência de uma exceção menos invisível; menos intocável; mais possível, na vida real. Entendo o realismo que denuncia o óbvio, mas gostaria de ver, na ficção, a exceção vencer a regra. Tornar-se a regra no folhetim, representada pelo único pastor do enredo. Precisamos sonhar que ainda existem líderes cristãos a contento, representantes legítimos do real cristianismo. Sem envolvimento com poderes paralelos (tráficos, milícias e política partidária extremista).

No fundo, nem é de religiosos (fiéis e líderes) que trato nesta reflexão. É de seres humanos, convertidos ou não a crenças (quaisquer crenças), dogmas, filosofias e até medos, capazes de transformações viáveis para um mundo melhor. Se a transformação doentia do "Jorginho Ninja" não convenceu, pois ele se converteu fragilizado pela doença e o medo do suposto inferno, valeu o efeito. Foi um opressor a menos, no universo da novela. Por ora, resta-me a frustração de não vivenciar a poesia de um líder religioso na contramão da realidade que me cerca.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Riqueza trilionária não é sobre ter tudo…
É sobre construir uma mente que nunca mais volta ao zero. 💎
— rede social X @isaqueramoncc

A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.

Engana-se quem pensa que falo sobre a aventura da vida. Nem esse mistério momentâneo transcende a coisa amada.
Há léguas que nunca serão percorridas pelos veleiros de copas. São distantes as ilhotas, terras pequeninas nas águas de tempo. Por vezes, lemos infinitude nas terrinhas, onde há somente palavras de ambientes diversos.
Os mapas descrevem detalhes sobre cada caminho até às ilhas. Caminhos árduos de correntes destrutiva: sal! sal!? o vento finda o descanso das velas, a beleza da vida aquática desatina o navegante — tímido, calmo, constante. O encanto tempestuoso assusta, mas o veleiro ainda nada. Os frutos das chegadas fogem aos homens de ganância. Bem-aventurados os que chegam ao solo amado.

Às vezes, se sentir sozinho é bom!


Você pensa melhor, reflete sobre sua vida na parte emocional e física.


Mais saiba… você nunca estará sozinho!


Deus é contigo

Sobre Ágape e Vermífugos

Arte
é o que diferencia
memória e esquecimento.

Arte
é nossa alma perene,
nosso fragmento único

Imortal.

Enquanto houver
Arte,
os parasitas estarão em perigo.

Onde a
Arte Reinar,
estaremos imunes aos vermes.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.

Sabe, eu poderia me perder em sonhos sobre como as coisas deveriam ser, mas acordar e ver que você ainda não está aqui faz com que o fingimento perca a graça. Viver sem esse amor é cansativo. O que eu sinto por você não é uma ilusão de uma noite de sono; é a realidade que bate no meu peito toda vez que o silêncio fica alto demais.
​Dizem que manter um sentimento vivo é a parte mais difícil de uma história. Mas quer saber? Para mim, o difícil é tentar o contrário. Amar você é a coisa mais natural que eu já fiz.
​Eu não sei quando vamos nos cruzar na rua de novo, ou se as palavras vão fugir do controle quando nossos olhares se encontrarem, mas eu precisava que você soubesse disso antes que o acaso decida por nós:
​Eu não vou a lugar nenhum.
​Eu ainda acredito que podemos ter um novo começo.
​Tudo o que eu peço é a sua verdade, da mesma forma que estou te entregando o meu coração. Se ainda existir um espaço aí dentro para nós dois, me diga. Porque, enquanto eu souber que o que temos é real, eu estarei aqui.

percebi que não posso mais guardar essas palavras. Sinto que perdi o direito de opinar sobre nós, sobre como você tem agido ou como tem se afastado, mas a verdade é que o pensamento de você indo embora me apavora.
Olho para trás e vejo o quanto fui descuidado. Você é, e sempre foi, aquela bandeja de coisas agradáveis que eu, por pura distração ou tolice, acabei derrubando. Você é a vitrine de anéis brilhantes que eu deixei escapar por entre os dedos, e dói perceber que a culpa desse estrago é só minha.
Você tem esse dom extraordinário de acalmar meus medos. Se eu tivesse o mínimo de certeza de que conseguiria encontrar meu caminho sozinho, eu não te pediria para ficar. Eu te deixaria ir. Mas a verdade nua e crua é que eu não duraria outro dia sem você.
Por favor, não vá.
Sei que errei ontem, e talvez tenha errado por muitos "ontens", mas deixe-me ter uma voz nisso. Deixe-me tentar consertar o que derrubei. Fica comigo?