Poema sobre a Alma
O Corpo Que Clama, a Alma Que Escolhe
Não é qualquer toque que me desperta. Não é qualquer presença que acende o que em mim arde em silêncio. Meu desejo não é um instante, um ímpeto sem rumo. Ele é fome que só se sacia com verdade, com olhos que me enxergam além do corpo, com mãos que saibam a linguagem da entrega.
Eu não quero apenas ser desejada, quero ser sentida. Quero que meu nome seja dito com peso, que minha pele seja tocada com intenção, que meu corpo seja lido como um livro que se decifra página por página, sem pressa. Porque eu sou feita de profundidade, e quem se detém na superfície nunca me encontra de verdade.
Então, eu espero. Porque sei que quando esse toque vier, não será apenas pele contra pele. Será presença. Será chama. Será tudo.
O Olhar que Me Define
Meu olhar não se limita ao que os olhos veem, mas ao que a alma reconhece. Eu fotografo para eternizar, escrevo para ecoar memórias. Meu olhar recua no tempo, buscando o que merece ser lembrado, e avança com a sensibilidade de quem entende que cada imagem e cada palavra são pontes para o outro.
Vejo beleza nos detalhes, valorizo as marcas do tempo e busco o que é essencial. Em tudo que crio, há um instante de entrega: um pudim feito com afeto, uma lembrança registrada com carinho, um verso que toca quem lê. Cada foto, cada palavra, é uma forma de me conectar e trazer à tona histórias que, de alguma forma, pertencem a todos nós.
Não me contento com a superfície. Quero o encontro genuíno, a troca verdadeira, a lembrança que resiste ao tempo. Meu olhar é minha identidade, meu povo, minha cultura, minha história. E ao compartilhá-lo, convido outros a enxergarem não apenas o que está diante deles, mas o que pulsa dentro.
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Reflexos de Alma
Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.
Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.
Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.
Entre a Alma e o Olhar
Sou feita de memórias, de fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Através das palavras e das imagens, encontro formas de tocar o intangível, de traduzir o que pulsa dentro de mim e, talvez, dentro de você.
Escrevo porque sinto. Fotografo porque vejo além do instante. Cada texto, cada imagem, é um pedaço da minha alma entregue ao mundo, na esperança de que encontre abrigo em outras almas que também buscam sentido.
Minha jornada é sobre conexões – com minha história, com minha cultura, com aqueles que me cercam e com quem, de alguma forma, se encontra nas entrelinhas do que expresso.
Seja bem-vindo ao meu universo, onde o tempo é moldado pelo olhar e as emoções ganham forma nas palavras.
O Olhar que Toca a Alma
Não é apenas sobre ver, é sobre sentir. Sobre enxergar além do óbvio, dar voz ao que se esconde nos detalhes, iluminar aqueles que passam despercebidos. Minha arte não é só um registro, é um grito silencioso, um chamado à percepção, um convite à sensibilidade.
Minha paixão sempre foi essa: capturar o que os olhos distraídos deixam escapar. A força de um pescador ao lançar a rede, a marisqueira que madruga para sustentar sua casa, as crianças correndo entre ruas e histórias que ninguém escreve. Meu olhar se volta para eles, para os que fazem o dia acontecer, para os que moldam a identidade do meu povo com mãos firmes e corações cheios de esperança.
Agora, mais do que nunca, minha busca se intensifica. Meu compromisso é trazer à luz o que parece invisível, tornar grandioso o que muitos ignoram. Porque Indiaroba pulsa, vive, respira cultura, memória e luta. Cada imagem que faço, cada palavra que escrevo, é uma forma de eternizar sua essência, de revelar a alma que habita nesse chão.
Sigo nessa jornada, com a câmera na mão e o coração aberto, pronta para dar voz ao que precisa ser dito, para que nenhum olhar se perca e nenhuma história seja esquecida.
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Reconexão com a Alma – Entre as Sombras e a Luz
Hoje, me encontro em uma fase de profunda introspecção e dor. A depressão, como uma sombra silenciosa, me impede de fazer o que amo, de pegar o equipamento, de capturar a beleza que o mundo me oferece. Vejo minhas fotos acumuladas, como se esperassem, pacientemente, para serem vistas e compartilhadas. A vontade de me conectar com as pessoas, de retornar às ruas e à arte que tanto amo, está aqui, mas não consigo encontrar forças para avançar.
Recebo cobranças, palavras que pedem que eu volte, que eu movimente as redes sociais, que eu me mostre novamente. Mas, por dentro, as palavras se misturam com o vazio e o silêncio. Por mais que eu queira dar continuidade aos projetos, a paixão que antes me movia parece ter se dissipado, e o impulso criativo que me fazia levantar e agir se perdeu em algum lugar.
No entanto, quando volto aos meus arquivos, quando revisito uma fotografia ou leio um texto guardado, algo dentro de mim é tocado. É como se cada imagem, cada palavra escrita, fosse um lembrete do que eu sou capaz, um resgate da minha essência. E, a cada novo olhar, a cada palavra lida, sinto que me encontro um pouco mais.
Ainda que a estrada pareça difícil, sei que o meu resgate está aqui, nas imagens e nos textos que guardei para mim. Eu sei que posso voltar, e eu vou voltar. O que é importante é que eu me encontre novamente no meu próprio ritmo, na minha própria essência, e que o meu trabalho seja a chave para esse reencontro. Quando eu vejo o reflexo disso, vejo o impacto que minhas ações têm, e percebo que a cultura está se movimentando, que o olhar das pessoas está mudando, sinto que o trabalho árduo e silencioso valeu a pena. Essa é a recompensa que me move a continuar. E, um dia, esse caminho de volta será completo.
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Uma voz doce e calma
A voz que aquece a minha alma
Logo imagino o teu olhar
Imagino ele ao brilho do luar
Com seu sorriso resplandecente
E uma beleza fervente
Com um olhar inocente
Porem a mente nos surpreende
De inocente ela se faz
Eu sei do que ela é capaz
“” O silêncio parece refúgio,
Quando a alma teima em gritar
E mesmo calado
O grito é apenas um eco do desejar
É só uma esperança que tudo dê certo...””
Sou um anjo caído
À procura de minhas asas
Meu coração está aflito
Da minha alma já não resta mais nada
Coração destruído
Culpa acumulada
Um sorriso no rosto
Uma mente malvada
Você diz que me conhece
Um encontro, talvez?
Sou aquele que tem te visitado
Quando o relógio bate as 3
Coração destruído
Culpa acumulada
Um sorriso no rosto
Uma mente malvada
Sou um anjo caído
Que não precisa de asas
Sou o rei de todo o inferno
E só preciso de sua alma
Coragem,
A coragem se expressa no olhar daqueles que usam o terror para acalentar a própria alma, não transferindo sofrimento algum para as pessoas.
É incrível o agir de Deus, é maravilhoso o poder que Ele tem de acalentar a alma e curar as feridas.
As tempestades vão se afastando, o sol vai se abrindo em esperanças.
De repente, o que era tão difícil já não é mais.
E percebemos que cada segundo sendo sincero, verdadeiro e caminhando ao lado de Deus vale muito a pena!
É preciso leveza na alma
para seguir essa vida tão árdua e
tantas vezes ...Difícil demais!
Sim...
Mergulhar no profundo e
tentar encontrar aquela serenidade e paz
que a dor as ludibria e nos faz tantas vezes
desistir...
Desacreditar!
Amanhecer
As lágrimas esquecer
Dos espinhos se desfazer
Sentir a vida serenamente fluir
Tentar sorrir
Sorrir... e calmamente
nosso caminho seguir .
Ela gosta de variar.
Mudar o corte de cabelo.
Mudar as roupas.
Mudar a cor das unhas.
Mas a alma só veste simplicidade.
É tão maravilhoso quando a alma da gente se deixa ser descoberta,
Se achega e aconchega na alma do outro fazendo um laço lindo chamado
AMIZADE.
Lanna Borges_
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Para uma boa fotografia, o indispensável é o espontâneo.
É nesse momento que a imagem ganha autenticidade e transmite a essência do retratado.
O espontâneo quebra a rigidez da pose, permitindo que expressões verdadeiras, gestos naturais e sentimentos reais sejam capturados. É o que dá leveza, movimento e humanidade à composição, transformando a fotografia em um registro vivo, e não apenas em uma reprodução estética.
Tecnicamente, o olhar do fotógrafo precisa estar atento a esses instantes: a postura descontraída, o brilho nos olhos, a interação natural com o ambiente ou com outras pessoas. Mais do que dominar luz, ângulo e enquadramento, o segredo está em perceber o instante em que a vida acontece diante da lente.
É nessa entrega que mora a espontaneidade, a alma da imagem, aquilo que torna cada fotografia única e inesquecível.
Autoral: Jorgeane Borges
A Miragem
Há caminhos que só os olhos da alma conseguem ver.
À distância, parecem tão nítidos quanto um sonho desperto,
mas quando nos aproximamos, dissolvem-se,
como areia levada pelo vento.
A miragem não engana, ela revela.
Mostra a sede que carregamos,
o desejo escondido por trás do horizonte, um destino que criamos aqui dentro do peito.
Ela é o reflexo do que buscamos,
mesmo quando não temos nome para o que sentimos.
Talvez não seja sobre chegar até ela,
mas sobre o quanto caminhamos por acreditar que existe.
Porque é no percurso, entre o real e o ilusório,
que descobrimos nossa própria essência:
somos feitos de passos e esperanças,
mesmo quando o chão parece infinito
e o oásis nunca chega.
A miragem é um lembrete silencioso:
há beleza também naquilo que não se toca,
há verdade até mesmo na ilusão
que nos faz continuar a andar.
O Retrato e a Verdade do Olhar
O olhar é a janela da alma, e no retrato ele revela aquilo que palavras não conseguem expressar. Capturar a verdade do olhar é captar o instante em que o sujeito se mostra inteiro, sem máscaras, permitindo que sua essência apareça na imagem.
Tecnicamente, é preciso atenção à proximidade, ao enquadramento e à profundidade de campo. Mas o segredo não está apenas na técnica: está na sensibilidade do fotógrafo em perceber quando o olhar é sincero, quando a expressão transmite emoção genuína e quando o silêncio da pose conta mais do que qualquer gesto.
Cada retrato é único porque reflete a individualidade do momento. O fotógrafo atua como um guia, criando conexão, respeito e confiança, mas sem interferir na naturalidade que torna o retrato verdadeiro.
É nesse equilíbrio entre técnica e sensibilidade que o olhar se transforma em narrativa, tornando a fotografia um reflexo autêntico da vida e da emoção.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Ah! Só por hoje eu queria...
Acolher meu corpo desse vento frio
....Deixar minha alma em silêncio
Acalmar o que machuca e faz doer
Trazer de volta meus mágicos sonhos
Todos, adormecidos no esquecimento
Tão belos! Intensos sonhos de amor
Que um dia guardei pra nós dois
Só hoje, queria essa música suave
Que embala essa minha vontade
Afastar a tristeza que existe em mim
Sufocando lágrimas caladas de dor
Nesse longo olhar que procura por ti
Eu queria esquecer de tudo, do mundo
Só por hoje eu queria! Eu queria você.
.
Que a vida seja leve como uma pluma.
Leveza de alma, pensamento e coração.
Um dia você percebe que a sua felicidade depende exclusivamente de você e que ninguém poderá fazer você feliz de fato, porque esse papel É SEU!
Aos poucos tudo se torna mais leve, ganha valor e a simplicidade invade.
Contemplando a beleza do sol e questionando porque ele brilha mesmo depois dos dias cinzentos. É aí que a mágica acontece! O sol brilha, as nuvens chegam escurecendo o céu, logo vem a chuva lavando tudo e um outro dia sempre nasce com um novo amanhecer.
O segredo é brilhar sempre!
Que venham os dias cinzentos, a chuva fazendo a limpeza e o sol sempre lá nos presentando com o seu mais intenso brilho.
Estaremos mais fortes, de alma lavada e irradiando luz.
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