Poema sem Amor Madre Teresa
CANTO DA ESPERANÇA
De João Batista do Lago
A sinfonia da insensatez em toda pressa
Reverbera o prenúncio de toda guerra
Imanência de estados totalitários
Sujeitando a honra de povos na terra
A nota colonizadora é a dó maior
Gerando mortandade com seus fuzis
Prostrando sobre a pátria todos os civis
Famélicos soldados do vão ouro negro
Até quando os senhores donos do mundo
Plantarão toda infinda desgraçada sorte
Subjugando toda uma nação até a morte?
Há de chegar o dia da nova esperança
Há por certo de se compor sinfonia nova
O mundo será jardim de almas crianças
VIGÉSIMO QUINTO HEXÁSTICO
porque igual assim me pretendes
não quero deste mundo fugir
esta dor é um bem que me dói
puro desejo de potência é
nego por fim teu prazer fátuo
melhor viver a dor ousada
Oh minha morena, de olhos escuros,
Tão escuros que me fizestes cegaste por ti.
Cabelos, cabelos estes, que um homem almejaria tocar-lhes.
Pele macia, macia de ruim, de uma carioca que de longe, bem se queria sentir.
Lábios de coração, repleto de carinho e paixão, que só esbanjava solidão.
Pés de princesa, delicados por natureza. Aroma de mulher guerreira.
Mãos virgens, de harmonia acolhedora, que um dia tocais me.
Sotaque relaxante, aos ouvidos de um jovem apaixonado.
Na noite escura debaixo das estrelas, entre elas pairo.
E o que somente vias, era unicamente a ti,
Minha morena.
Eu sei que Deus está comigo
Mesmo se eu estiver em perigo
Mas mudando de assunto totalmente
Eu vou dizer o que passa na minha mente
Estou com saudade
Daqueles sorrisos que me enchiam de felicidade
Uma parte do meu coração quer muito reve-los
Mas a possibilidade disso não acontecer sempre está em meus pesadelos
Mas como a tempestade eu quero que isso passe e um novo dia floreça com muito brilho
Que eu possa um dia encontrar essas pessoas no meu trilho
Mas eu aguardo um novo dia
Para eu poder recomeçar sempre irradiando com muita alegria
E o que eu escrevo em homenagem a pessoas muito importantes que chamamos de amigos
ASSIM É
Janela que dá pra lugar nenhum
Trevo que perdeu a quarta folha
Concha tirada do mar
Cobertor que não tapa os pés
Assim é aquele que perdeu a voz
Foi negado o saber
Queimada a história.
Na folha de papel
Vi que palavras não se pode prender
Senti cheiro de liberdade
Enxerguei colibris
Descobri então
Que sou feita de asas.
Jesus disse aos seus discípulos que as suas ovelhas o chamam pelo nome, e elas ouvem o seu chamado.
Do livro Poesias Evangélicas, de José Guimarães e Silva. Amazon e Livraria Saraiva.
[A ROSA CONTINUOU SENDO A ROSA]
“Para a rosa mais bela;
Um vaso apropriado.
Onde de várias outras,
Foi a única privilegiada.
Não pela beleza
Nem mesmo pela cor.
Mais pelos detalhes
Que não mudou.
Não precisou ser uma “Pluméria”,
Nem mesmo uma “Orquídea”…
Mas pelo que sempre foi.
Diante de várias, se guardou.
Na casa do jardineiro
Um vaso apropriado
Recebe a rosa do jardim
Como sempre: entusiasmado!”
A Arte de ter Razão
Tens razão numa coisa:
Era na arte que tinha razão.
És a arte uma razão?
A arte de Bonaparte não partiu de uma ilusão.
Tens na arte uma visão?
"Penso, logo existo", e Descartes tem a sua opinião.
És na arte que está a salvação daqui?
Do Surrealismo talvez, com seu Salvador Dalí.
Não concordo com seus argumentos!
Mas ainda não desenvolvi nenhum pensamento.
Certamente não me convenci!
De fato, não tentei persuadir, mas no que então podemos concordar?
Certamente no fato de sempre discordar.
De fato, há uma contradicão, pois, agora que você concorda, você me deu a razão.
o dia que eu bem-te-vi
trago sempre comigo
foi mano a mano
esse trocar insano
de olhares e acenos
ideias e planos
foi coisa do destino
isso não se conquista
amiga é amiga
à primeira vista
Vem comigo? (Soneto Italiano)
Quero te levar para longe do país
E jantar em um restaurante com chafariz
E ter um relacionamento segundo o que a Bíblia diz
E assim vou te fazer Feliz
Vamos nos abraçar e eu vou te falar
Que contigo quero viajar
Nessa história que tanto me fez sonhar
você é a garota que não quero só namorar
Sabe quem eu quero ser?
O cara que todo dia ao amanhecer
Irá acordar e logo te ver
Não quero simplesmente te ter
Eu quero te conhecer
E passar a vida com você!
FELIZ POETISA
Vens cá, poetisa da emoção
vamos fazer um trocadilho?
Explodir a porta deste exílio
libertando nossas vidas; coração?
Expandes tua luz sem empecilhos
percebes do esplendor a sensação?
São teus valores em fagulhas de paixão
celebrando quem és tu, sem estorvilhos
Enlevas firme e docilmente teu talento
ignoras sabiamente o infausto infeliz
Ah, incauto! Não te condiz merecimento!
Funesto na desonra, profano em mil perfis
Enquanto tu, sacerdotisa das letras, pitonisa
Glorifica a vida, finita, convicta de que és, feliz!
Edifício de Kitchenettes
Somos coisas de horas áridas e do plano involuntário,
Acinzentadas e cinzentas. O “sonho” produz um som volúvel, não tão forte
Como “aluguel”, “sustentar uma esposa”, “satisfazer um homem”.
Mas poderia um sonho fazer subir através de fumaças de cebola
O seu branco e violeta, lutar contra as batatas fritas
E o lixo de ontem que amadurece no corredor,
Vibrar, ou cantar uma ária nestes quartos
Mesmo se estivéssemos querendo deixá-lo entrar,
Tivéssemos tempo para aquecê-lo, deixá-lo bem limpo,
Antecipar um recado, deixá-lo começar?
Gostaríamos de saber. Mas agora não interessa!
Pois o Número Cinco já saiu do banheiro,
Estamos pensando na água morna, esperamos entrar nela.
A VIDA NÃO TEM GRAÇA SEM VOCÊ
Ontem quando sonhei com você
Meu coração ficou abalado
Com a noticia que eu tive de você
Quase não pude dormi
Pensando na pessoa amada
Que inspira os meus a fazeres
Durante toda minha vida
Que eu conheci você
A minha vida teve mudança
Depois que você chegou a minha vida
Rafaela Vieira dos Santos
A vida não tem graça sem você.
Chicote que amordaça, feroz e fugas
Leva a minha vida a um novo recomeçar..
Vida que se despedaça no silêncio dos seres não abstratos.
Que lança fogo ao vento e pedras ao grande lago.
Perdendo a sua essência a vida se torna utilitária.
A seres de não vida, nossa alma despedaça.
Pois sua companhia nos da a prerrogativa
De uma vida que em sentido é infame e vazia.
A vida é um marca-passos, o relógio é um passatempo.
E esvairá com o tempo todo esse pensamento!!
Espíritos livres
Espíritos livres não temem a chegada da noite,
não temem o desconhecido
não temem amar
não temem o acontecer
não temem sair de suas gaiolas
não temem o perder
não temem o início e nem o fim.
Não temem os sonhos
Enfim...
Espíritos livres não temem a liberdade
que é de todo seu direito.
Reluto pela vida e afirmo conscientemente:
Que mesmo em época de vacas magras urubu voa contente,
esperando a carniça de mais um morto sobrevivente.
Declaração de Independência.
Eu sou o cão desafiador,
eu sou o gatuno rebelde,
aquele que combate a tão temida proliferação:
do bastardo injusto, o saqueador da nação.
Eu sou um homem temente
aquele que canta um único repente:
“Morte a independência,
morte a Corte da Suprema negligência,
morte ao rico e vida ao pobre,
morte a miséria e a falta de educação,
morte a todos, os que se proclamam donos da nação.
Morte a hipocrisia,
morte ao falso romance e a qualquer tipo de tirania.”
Como uma pequena reparação
Faço jus a quem a sociedade trata com distinção:
“Viva o índio,
viva o negro escravizado,
viva o vinho e os italianos colonos a pouco chegado,
viva o preto e viva o branco,
viva o gatuno e viva o desafiador,
um grande viva, a todos que enxergam no outro, uma semente do amor”.
Sete e quarenta e cinco da manhã
Ela está triste
Não demonstra, ninguém demonstra
Acreditar não faz mais parte
Acorda, levanta , faz seu café
Toma um banho
Olha pela janela
Tudo que ela vê é com um sorriso
Quem sabe até um sorriso verdadeiro
De ver que está viva,
ou apenas de receber um bom dia de seu pai e sua mãe
Ela se preocupa
Sua família é sua ponte pra felicidade
Fica mal quando em casa surge briga
Seu pai diz que vai sair dar adeus
O peito dela não aguenta tanto
Ela escuta o cantos dos pássaros
Corre para o quarto
Liga a televisão
Música clássica deixa-lhe bem
Livros e poesias acalmam sua mente
Agora
as luzes da casa estão apagadas
O sol bate contra seu rosto
Direto da sala escuta gritos e choros
Já não basta ser magoada pelo amor
A família lhe cobra maturidade pra entender tudo
Estava tudo tão bem há dois dias atrás
Do nada a lágrima corre pelo seu rosto
Ela já está acabada
O leite e os biscoitos tinham gosto de dor
O banho parecia chuva ácida
Ela arranhava seu cobertor
Se batia de decepção
O dia recém estava começado
Até o almoço faltavam horas,
Até de noite pareciam dias
Ela está acabada
