Poema sem Amor Madre Teresa
Fui furacão
Fui mansidão
Você também me acompanhounesse jogo de emoção
Chorei , sorri , gritei e ouvi.
Espero um dia voltar pra ti
Vi nos seus olhos o que, em você, ainda há de mim.O brilho é igual... segue o frescor das brisas matinais. Se o tempo fosse meu amigo, nele viajaria, e te traria de volta aos braços de que sempre fostes o dono.
Então, acordo...
Já não é mais manhã nos meus sonhos...
Mahatma Gandhi queria dizer que o ápice da paz é quando o mundo conseguir se transformar em unidade
Nada nos separa
Somos seres únicos
Dotados de suas diferenças e particularidades
Mas uma coisa sempre nos une:
A humanidade
Todo mundo sofre,
Chora um dia,
Perde um amor
É traído,
Se sente perdido
Ferido no seu orgulho
Ou na sua mágoa
E é nisso que a gente se encontra
Na capacidade de ser:
Humano
De ganhar, de perder, sonhar e de errar
(E uns perdem mais do que ganham)
No entanto
Uma coisa me difere
Sinto na impossibilidade de ter alguém que possa me amar
Mas estará a humanidade
Não em ser amado
E sim no poder de amar?
Amar
É pra isso que vivemos
É apenas o que está nas nossas mãos e no nosso controle
É preciso enxergar e se contentar na humildade
Por mais que esse sentimento
Não seja retribuído
Vai além do nosso instinto
Da carne
É intrínseco o dom da alma
De amar e de se entregar
Jogar se de um precipício
Sem saber no que vai dar
Sim, amor é um ato de coragem
Porque na insaciável necessidade de ter a aprovação do outro
Ignoramos e nos encorajamos
A tirar de dentro e de si o que é mais valioso
O seu amor
E a dar sem vaidade
Sem a certeza da devolução da outra metade
Porque amor é partilhar
Isso faz parte
Mas amor nunca será amor sem se doar
Isso é inegociável.
É necessário enxergar o todo
E não somente as partes
E por fim se transformará no verdadeiro Amor
A tão sonhada Unidade.
Guardei aquele presente, oferta muito especial
espero que a minha tenha sido recebida por ti
da mesma forma.
Tu sabes do que falo
só tu sabes
as dores que passei
e que desejei
não ter passado.
Agora vêm, tira mais um bocado.
Sinto pela minha capacidade de sentir demais
Sinto por todas as vezes que perdi a paz
Sinto por correr desorientado na escuridão
Sinto quando precisei, mas soltei minha mão
Sinto pelas vezes que feri e fui ferido
Sinto quando não deixei que o amor fosse nutrido
E quando sinto dói bastante, não vou mentir
Mas a vida é sentir para viver e viver para sentir
Pela ponte da estrada
ela ficava olhando o menino
que vagamente caminhava.
Lá de cima ela sonhava
com o dia que tocaria
a pele macia
do Menino do rio.
Eram crianças e imaturas
Não havia nem as maldades
que se criam na adulta imaginação
Tudo era puro e de verdade
no inócuo do coração
Quando menina ela o amava
De longe olhava o Menino no rio
Um dia, na ponte, ela o encontrou
olhando em seus olhos, tudo contou
Num beijo durou como sendo infinito,
Agora em seus braços, o Menino do rio
Era, enfim, seu grande Amor.
(FERGOM, Edleuza. O Menino do Rio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 104).
Menino, conta pra mim a tua história!
Sei! Está guardada em tua memória
Teu tormento transformado em superação
Conta, menino, conta pra mim tua canção!
Tudo envolve amor e euforia
Questões em prosa e poesia
Tão quanto tua Maria envolventes
De frescores suaves, beneficentes
Virtudes de inestimada alegria...
Menino, como é belo o teu viver!
Propagas prazeres ante à solitude
Da calma o coração passa a tremer
de tantos que te querem vicissitude
Faças, Menino! Faças emudecer!
A voz que também não soube ouvir
De pequeno que não para de sorrir
As gargalhadas que não te podes perecer
Não ocultes o prazer jamais, Menino!
Dos saberes, dos amores, do bem viver
Que ser pequeno e ser forte leonino
E ter garras pra então se defender
Mostres o teu sonho, grande Menino!
Que tu sonhas junto a outros partilhar
E o mundo vem, Menino, transformar.
(PIRES, A. F. Menino. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 17).
Quando a gente estava junto
Tudo perfeito ficou
Depois que nos separamos
Tudo no mundo mudou
Estrelas não brilham mais
A lua se escondeu
A chuva parou nas nuvens
O sol não apareceu
A flor perdeu o perfume
O jardim todo murchou
Passarinho entristeceu
Nunca mais galo cantou
O doce ficou amargo
O salgado azedou
O azul embranqueceu
E o verde amarelou
Nas cobras nasceram pernas
Leão feroz amansou
Minhoca bate em galinha
E elefante falou
A terra perdeu a força
E o maior Rio secou
Os peixes vivem chorando
E o cachorro voou
Pro mundo ser como antes
Preciso do seu amor
Pare, pense e analise
O tamanho do seu valor.
(SOPHIA, Ireni. Sem você tudo mudou. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 67).
Eu te amo em silêncio
Não sei como isto aconteceu
Mas sinto que também me ama
Com o seu olhar no meu
Sempre que nos encontramos
Nós ficamos nos olhando
Sem dizer nada um pro outro
Só os corações falando
Parece que tem um ímã
Que puxa o nosso olhar
Eu fico te admirando
Sem conseguir disfarçar
Você é um homem alegre
Gentil e lindo também
Em você eu vejo tudo
O que desejo em alguém
O dia que não te vejo
Fico sem felicidade
Olho suas fotos no face
Pra matar minha saudade
Eu te amo loucamente
Não sei mais o que fazer
Não quero me revelar
Mais sofro em te querer
(SOPHIA, Ireni. Te amo em silêncio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 71).
Permitas, meu amigo,
que eu toque as suas mãos.
Agradeço imensamente
por sua gentil atenção.
Estás sempre comigo
bem antes da concepção.
Com você aprendi que a vida
é feita de muita escolha
e que as causas irracionais
podem ter efeito-bolha.
Em meio à diversidade
que a vida proporcionou,
Aprecio as maravilhas
que a natureza criou.
Estando perto ou distante
é comum observar
que seu toque irradiante
faz o coração pulsar.
“Tudo ao seu tempo” ou
“Devagar também chega lá”
“O tempo chegou”
“É tempo de semear”
A colheita é abundante,
e é certo que virá,
Aquilo que se semeia,
um dia se colherá.
A pressa é aliada de muitas comemorações,
O egoísmo não permite dar explicações.
Mas com o tempo compreendi onde está o Criador.
Que a longevidade do homem é fruto do seu amor.
Escutem, se acalmem e esperem!
Tudo no seu tempo e lugar.
Apreciem o Belo e sejam gratos
porque toda beleza é viver e amar.
(COSTA, Benedita Lopes da. Tempo. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 46).
A beleza é o bem estar de se vestir
Aliada a naturalidade de ser
E a harmonia de se ver
E sentir gosto em se reconhercer
Eu cansei de sentir, me perdoe,
mas não, não vou me fazer sentir.
Não quero mais sofrer.
Porque por mais que seja lindo,
por mais que no início seja alegre,
se eu me permitir
uma hora vai doer,
e não quero mais por isso passar.
Não quero ao menos sentar e sangrar e
estancar esse sangue com rimas fracas que falam como é bom amar.
►Antes de Me Esquecer
Semanas sem te ver me deixaram assim,
Tristonho, perdido, esperando você, como um cãozinho abatido
Já até esqueci o sentimento de ser feliz
Fiz alguns rascunhos, torcendo vê-la, não deu certo
Por isso faço mais um texto indeciso, qualquer que seja
Só queria você aqui comigo, princesa
Te faria uma serenata, ao pé de uma cerejeira, que pena
Estou sozinho, apenas contando os dias em meus dedos, no frio.
.
Parece bobo a maneira que estou
Sentindo falta de você em meu cobertor
Sentindo saudade de você me chamando de amor,
Enquanto eu apertava suas bochechinhas sem lhe causar dor
Bobo, não? O que posso fazer se você faz falta ao meu coração?
.
Queria escrever uma música ao som de um violão,
Para misturar meus sentimentos as notas em imensidão
Talvez escrever um soneto, curto e simples
Tudo para explicar o que sinto, arco-íris em excitação.
.
Tudo bem, sei que você é uma pessoa ocupada
Sei que seus dias não são como os meus, eu sei
Me doeu quando me respondeu, dizendo que sou carente, facas
Em meu peito você cravou, mas, ainda te amo, sabe onde estou
Me visite, mesmo que uma vez ao mês, por favor
Apenas mais uma vez, quero te abraçar apenas mais uma vez
Antes que você se esqueça totalmente de mim
Faça isso, apenas mais um beijo, e te deixarei partir.
DESPEDIDA
Hoje tu vai embora.
Mas fica no meu coração.
Um dia vou te ver.
Outro dia te levar.
Certo dia vou casar.
Em casa vamos ficar.
Te levo contigo,
Me leva contigo,
E nós levaremos
Pra sempre, o amor.
Mas quando os dias não caem em minhas mãos, te vejo como um botão metafísico em flor;
fazendo sombra de um pássaro em meu quintal desproporcional.
Na qualitativa desesperada de cantar algo que possa lhe servir de algo.
Sou retroativo quando me falam de você.
[Estou esperançoso sobre nós dois.]
Porém, aos poucos me apagar
e entender que as coisas nunca serão o suficiente;
enquanto eu estiver em um subtópico,
abaixo da sub-opção,
na lateral de campo
da última percepção dos teus olhos me fitando
e me tornando distante de ser quem poderíamos [ser.]
devagar abro a varanda e sento no sofá
pego a garrafa
e as estrelas começo a observar
e as mesmas me vejo a traçar
traço bem devagar
as linhas do teu sorriso e olhar
e me vejo a sonhar
esperando que esses finos traços
me levem a teu abraço
Nova publicação
"Lindo
e doce anoitecer" *
Quando o sol começa a se esconder, eu sinto-me uma criança, olhando a tarde morrer. *
Me vem a mente o teu rosto, teus olhos que presumo ser "castanhos" *
Minha mente logo quer escrever e desabafar o coração a falar de ti, das tuas palavras que leio nós versos dos teus poemas. *
Queria apenas saber que alegria é essa, que emociona-me se transforma em poesia e se resume depois em um poema, falando e pensando somente em ti...
*
Seria amor!?
Não sei?... *** (Francisca Lucas) ***
