Poema Passei para Deixar um Beijo

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Teu olhar me arrepia,
Teu toque me faz tremer,
Teu beijo me excita,
Teu corpo me faz querer...

Quando estamos juntos,
Simplesmente esquecemos o mundo!
No teu abraço me perco,
No teu beijo me encontro...
Sua respiração me faz sentir viva...
Teu olhar é minha luz...
Tudo perfeito,
Pelo simples fato de estarmos juntos!!

Seu sorriso radiante
Seu beijo confortante
Seu abraço é quentinho.
Você é meu mundo.
Mas que estrela que
Brilha você e minha
Lua que ilumina a noite.

RÉU

o beijo roubado
o coração vagabundo
pelo olhar assaltado
neste charco profundo

o amor bandido
a paixão que tortura
o sentimento proibido
o incidente da aventura

pelas palavras sequestrada
está a vítima consentida
sua alma amarrada
e a consciência amortecida


reles inconfessa
argui-se depressa
prisão de ardor
ardendo de amor

{William Frezze}

Namoro ontem e hoje

Pegar na mão
beijo roubado
era o sonho
de todo namorado.
Paquera,
frio na barriga,
quando o broto passava
e olhava
de maneira comprida.
Olhares eram promessas
a alma dele espelhada
na alma dela derretida
alegremente fulminada
como por flecha arremetida.
Hoje são poucos segredos
a vida está explicita no face
namoros a base de cliques
vacilou, bloqueou.
O “eu te amo” virou coisa banal
respondido com emojis
e coraçõezinhos vermelhos
como os enfeites fugazes
dos bailes de carnaval.

Teu beijo explodindo
como fogos de artifício
no céu da minha boca
é uma coisa louca...


"Tem abraço que é melhor que beijo na boca"
Haredita Angel
20.07.24

Urbanização

Tudo o que vivêramos
um dia fundiu-se
com o que estava
a ser vivido.
Não na memória
mas no puro espaço
dos cinco sentidos.
Havíamos estado no mundo, raso,
um campo vazio de tojo seco.

Depois, alguém
urbanizou o vazio,
e havia casas e habitantes
sobre o tojo. E eu,
que estivera sempre presente,
vi a dupla configuração de um campo,
ou a sós em silêncio
ou narrando esse meu ver.

SOB ESCOMBROS

Um tempo houve em que,
de tão próximo, quase podias ouvir
o silêncio do mundo pulsando
onde também tu eras mundo, coisa pulsante.

Extinguiu-se esse canto
não na morte
mas na vida excluída
da clarividência da infância

e de tudo o que pulsa,
fins e começos,
e corrompida pela estridência
e pela heterogeneidade.

Agora respondes por nomes supostos,
habitante de países hábeis e reais,
e precisas de ajuda para as coisas mais simples,
o pensamento, o sofrimento, a solidão.

A música, só voltarás a escutá-la
numa noite lívida,
uma noite mais vulnerável do que todas
(o presente desvanecendo-se, o passado cada vez mais lento)
um pouco antes de adormeceres
sob escombros.

Encontro-me de pé sob um céu estrelado
E sinto como o mundo rasteja
no meu sobretudo, para fora e para dentro,
qual um formigueiro

Jake: Pensava que você tinha um encontro esta noite?
Charlie: Não era um encontro. Uma experiência de encontro.
Megan: Qual é a diferença?
Charlie: Cerca de R$1500.

Cada Um

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

Flores

De um pequeno degrau dourado -, entre os cordões
de seda, os cinzentos véus de gaze, os veludos verdes
e os discos de cristal que enegrecem como bronze
ao sol -, vejo a digital abrir-se sobre um tapete de filigranas
de prata, de olhos e de cabeleiras.

Peças de ouro amarelo espalhadas sobre a ágata, pilastras
de mogno sustentando uma cúpula de esmeraldas,
buquês de cetim branco e de finas varas de rubis
rodeiam a rosa d'água.

Como um deus de enormes olhos azuis e de formas
de neve, o mar e o céu atraem aos terraços de mármore
a multidão das rosas fortes e jovens.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.

Nada Fica

Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.

DO MAR

Aqueles de um país costeiro, há séculos,
contêm no tórax a grandeza
sonora das marés vivas.
Em simples forma de barco,
as palmas das mãos. Os cabelos são banais
como algas finas. O mar
está em suas vidas de tal modo
que os embebe dos vapores do sal.
Não é fácil amá-los
de um amor igual à
benignidade do mar.

amor é ter alguém soprando primavera dentro de você enquanto o mundo arranca suas folhas, como um outono.

poderiam nos transportar pra um território em conflito no mesmo instante dos seus braços tocando minha costela e abraçando a minha desesperança que mesmo assim eu continuaria estagnado na sua clavícula.
na sua parte que ninguém mais tem.

Ela é como um gato de rua, vem e vai quando quer. Não fica presa a um lugar ou a uma pessoa.

Eu não podia deixar um homem do seu calibre, longe da minha manha. Teu jogo de talento, estava acabando com minha malícia.

Rebeca

-

quando eu morrer
não
perca
um minuto
chorando por mim.
posso ir embora
mas vou
deixar para trás
todas as minhas
mil & uma
vidas.
– uma garota louca por livros nunca morre.