Poema Passei para Deixar um Beijo

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E rompe-se o Sol e nós(Seres vivos) gerados pela vivípara,
acordamos de um sonho ou pesadelo e beijamos a manhã.
Respiramos, vivenciamos um novo começo, na verdade de um fim.

Inserida por JoniBaltar

A Mulher

A Mulher é um Ser inexpugnável — a faculdade de conhecer e de compreender é superior à do Homem. Possui uma percetibilidade natural, consegue notar através dos sentidos, gestos ou silêncios que gravitam no seu espaço físico — e denotem tristeza — descalcifica-os com a sua exímia sensibilidade. A Mulher cumpre com inteligência uma incumbência profissional ou social — fá-la apaixonadamente, recorrendo à sua natureza intuitiva e à sua inata perseverança. Quando a Mulher chora, comovem-se todos os mares; e quando está combalida emocionalmente, serve-se da sua congénita potência de fénix, produzida pela epidérmica combustão feminina e ergue-se magistralmente para o mundo. A Mulher é poesia em noites frias, sístole e diástole nas linhas da vida, arrebol ao entardecer e canção ao luar. O cérebro feminino é composto por dois hemisférios: inteligência e romantismo. A Mulher não pode ser enjaulada por obsoletos costumes, evapora-se, ou desidrata-se na própria alma. A Mulher gosta de apoio nas horas impróprias, expressa-se com o olhar, consegue desacidificar os nossos silêncios, e carinhosamente mordoma-nos quando estamos com gripe. A Mulher sabe: amar, beijar, acarinhar o ego, preliminar e sobejamente copular com a alma. A Mulher é mãe, consegue trazer ao mundo o seu próprio mundo. A Mulher é teoria que passa à prática, é complicada como uma equação — apenas quem consegue decifrar a intelectualidade feminina a consegue resolver — raciocínio dedutivo das relações. — Sou filógino — sei que a Mulher é a anatomia do poema. Pulsa ao ritmo do universo: é uma adulta que nunca se extravia da infância.
Em suma, a Mulher é a evolução da espécie, o Homem a espécie.

Inserida por JoniBaltar

De caos em caos
vou até onde
a loucura me alcançar.
E aí construo um amor
à prova de lucidez.

Inserida por JoniBaltar

A Envergadura das Sílabas


Essa oscilação lúcida
entre o avesso insano
de um sonho cobalto
e um mar abandonado
pelo oceano, naufragado
no pousio de uma enseada.

Quão denso é o tempo
que estremece a existência
numa mutável cronologia
de sedução a porvir a cor
pendente na frágil Vida.

A envergadura das sílabas
mede-se pela infância
dos imodestos horizontes
que se contraem nos poentes.
A noite em carne viva
queima o vértice dos amantes.

Inserida por JoniBaltar

Afixo as Minhas Âncoras

Atolado na indecisão
navego na deriva
de um mar indigesto.
Repleto de sais e dúvidas
esta ondulada hesitação
move o êmbolo da minha nau.
No alambique da minha pele
escorre o poema que perdi.

Grita o vento no íntimo da noite,
desflora o silêncio.
O desembarque das tempestades
arrefecem as estrelas
- saboreio os astros que iluminam
as débeis praias;
afixo as minhas âncoras
nos areais onde severamente
se acomodam as civilizações
nesta esfera pintada em tons de azul.

Inserida por JoniBaltar

Alcançámos as Nossas Almas

Faremos um poente
numa porção de mar
e de braços abertos
deixaremos entrar a canção
desenhada no alaranjado céu.
O luar de boca aberta
narra a melodia das amoras,
deitados na cristalizada areia de jasmim
os nossos desnudados corpos
amaram-se até as estrelas adormecerem
e entre o céu e a terra
alcançámos as nossas almas.

Inserida por JoniBaltar

Um Dia

Um dia ouviremos o mesmo mar
um dia iremos nos despir no mesmo luar
um dia saborearemos os mesmos caminhos
um dia amanheceremos na mesma pele
um dia anoiteceremos na mesma boca
e ao fim do dia
seremos infinitamente tudo isso.

Inserida por JoniBaltar

Um Momento Contigo

Trocaria umas longas férias
no lugar mais paradisíaco do mundo
por um momento contigo
onde se pudesse ver as estrelas
e ouvir as palavras dos nossos olhos.

Inserida por JoniBaltar

Complexidade Humana
Complexidade humana: uns querem, avidamente, sair de um confinamento em casa;
outros querem, desesperadamente, entrar em confinamento numa casa.

Conclusão : 'No creo en' Aliens, 'pero que los hay, los hay'.

Inserida por JoniBaltar

⁠Estou a necessitar
de um mar, uma lua cheia,
e de ouvir os nossos olhares a conversar
até epidermicamente amanhecermos

Inserida por JoniBaltar

⁠- Tenho um dom que irá fazer-te feliz na noite de Réveillon.
- Qual dom?
- O Dom Pérignon.

Inserida por JoniBaltar

⁠Sintomas de um inesperado Amor


Manhã:...tu?
durante o dia...porquê tu?
noite...novamente tu?
não sei...tu?
sei...és tu!

Inserida por JoniBaltar

⁠O Amor é o Meu Mundo


⁠Um dia gostaria
que tu
pudesses olhar o mundo
com os olhos do meu coração,
irias perceber que
o Amor é o meu mundo
e nesse mundo
tu estás em todos os lugares.

Inserida por JoniBaltar

⁠Talvez um dia
queiras saber
o que está escrito
no meu coração
e o que está gravado
na minha alma: sobre ti.

Inserida por JoniBaltar

⁠Quero entrar dentro de ti
como um sol a penetrar a terra,
e nesse sideral momento,
nós dois, mutuamente,
rompemos infinitas auroras.

Inserida por JoniBaltar

⁠- Quem és tu?
- Sou um agora em
constante construção!

Inserida por JoniBaltar

⁠Hoje acordei
sob um ataque severo
de melancolia.
Sinto que o tempo
não se mobiliza em mim.
Ouço a amputação das horas
a crepitar neste tácito sentimento.
Esta intensa e indefinida vontade de existir.

Inserida por JoniBaltar

⁠- Para ti, o que é o Amor?
- É uma rosa!
- Porquê uma rosa?
- Porque o meu coração é um bosque, e a minha alma
é a única rosa nesse bosque.
I rose you!!!

Inserida por JoniBaltar

⁠Há um labiríntico vazio a impedir que eu regresse a mim.
Sinto-me mortalmente vivo porque sinto a ausência viva e imortal de alguém. É uma espécie de loucura aromática, enlouquecer vagarosamente como os aromas de paixão entre a Primavera e o Verão. É uma despedida ao raciocínio, adentra-se na escuridão luminosa da rotina onde sou túnel sem fim. Tento ler as entranhas dos dias, mas não consigo, não sei ler o inventário das sonâmbulas horas. Quando chegam as profundas e desesperadas madrugadas, finjo que estou a dormir para não ser injusto com a lua, muitas vezes, foi quem decifrou as minhas lágrimas. A vida é um compromisso sob a inevitável observação da morte. E quem consegue morrer antes da morte, aprendeu a genial sabedoria do Amor. Todos somos labirínticos quando se trata de descobrir a própria capacidade de amarmos e sermos amados.

Joni Baltar

Inserida por JoniBaltar

⁠⁠Quando um dia
eu desencarnar
serei como o fogo
de um poente
que, lentamente,
se afoga no mar.

Inserida por JoniBaltar