Poema Passei para Deixar um Beijo

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A cidade oferece ruas;
nós oferecemos passos
e desse pacto nasce
o poema que o
chão murmura.

Poema utopia.


Eu? Quem era eu antes de ser teu?
Sou teu ou continuo sendo meu?
Sou uma ilusão ou sou um ser real?
Eu sou uma utopia escrita em um papel.


Eu sou um sentimento extremo
que te leva da raiva ao amor.
Mas o que é o amor?
Vai além de 4 letras?


Eu sou o confuso sentimento que vive em ti
sou o teu amigo escrito sobre linhas azuis
sou o que sou por tudo que criou em mim
eu sou um lindo poema de Assis.


Eu sou o teu poema recitado de forma meiga
sou a alegria que corre em sua face
sou o mistério que foi base para este poema.
Eu sou o poema utopia.

⁠Poema Jurídico - A Perseguição Política à Direita Brasileira

Douto STF, que em toga impõe,
O Autor, que na política se expõe,
Pede vênia para expor
A perseguição que em seu peito arde e dor.

Homens de bem, que amam a pátria,
São alvos de uma cruel insídia,
Onde o Tribunal, em seu fervor,
Decide com viés, sem rigor.

Bolsonaro, figura de luta e crença,
É tratado com intolerância, sem clemência,
Enquanto os juízes, em sua parcialidade,
Tentam silenciar a liberdade.

Sigilo em atos, sem transparência,
É arma que destroça a democracia em silencia.
Onde está a justiça, onde o direito?
Quando a Constituição se torna um defeito?

A acusação se fragiliza, sem sustentação,
Denúncias vazias, sem fundação.
Mas o povo sabe, a verdade clama,
Que a democracia nunca se inflama.

Em nome de um Estado justo e soberano,
Não se pode usar o poder de forma insana.
Os homens de bem, de direita e fé,
Não são criminosos, mas vítimas dessa maré.

Os tribunais devem ser guias da razão,
E não instrumentos de uma visão,
Que persegue, cala e condena sem provas,
Em nome de um jogo que só desova.

E o Autor, sem medo, ergue sua voz,
Exige que a lei seja feita para todos nós,
Que a justiça não se curve a um interesse,
Mas se erga, como a luz que jamais se esquece.

Que o povo, unido, clame por transparência,
E que o STF, em sua vigília de consciência,
Retorne à sua missão de ser justo e imparcial,
Porque a justiça só é justa quando é universal.

🖋️ Poema: O Despertar da Raiz
Não foi o sol que me chamou para fora,
foi a força do que cresceu no escuro.
Passei invernos inteiros sendo semente,
guardando versos que eram só meus,
cultivando o silêncio como quem cultiva um segredo.

Mas chega um dia em que o casulo aperta,
em que a raiz, de tão profunda, transborda.
E a gente percebe que a verdadeira cura
não está em guardar a luz dentro de um pote,
mas em ser o próprio farol.

Hoje, deixo de ser apenas o que sinto,
para ser também o que floresço.
Muito prazer, sou a voz que decidiu nascer.

🖋️ Poema: O Reencontro
Procurei-me em tantos espelhos,
em tantos olhos que não eram os meus,
esperando que alguém me dissesse
quem eu deveria ser para ser amada.

Até que o silêncio me puxou pela mão
e me levou de volta para dentro.
Lá, encontrei uma casa empoeirada,
mas cheia de luz nas frestas.

Descobri que amar-se não é um destino,
é o caminho de volta após uma longa viagem.
É perdoar as próprias quedas,
abraçar as cicatrizes como quem conta histórias
e decidir que, daqui para frente,
minha melhor companhia sou eu.

Florescer é a minha forma de dizer: finalmente cheguei.

⁠"...Despertei com minha pele,
revestida da memória de tuas mãos..."
In Fragmento Poema Despertei
Carlos Daniel Dojja

Poema final


No princípio da tarde,
Tarde sem sentido ou valia
Dessas que corre a vida e o sol arde
Começo de mais um morto dia
Olhei a janela
A brilhante esquadria
Não sei se foi uma pancada
Mas um “Acorda bobo!”dizia
Uma voz de vida encharcada
Clamando”Revê o dia!”.
Procurei, dei mais uma olhada,
E, ao sol ofuscante,
Qual joia dourada,
Se via um besouro gigante

Poema — Lua em Silêncio

Por Sariel Oliveira

A lua me conhece
mais do que qualquer rosto
que já tentou me decifrar.

Ela viu meus silêncios
sentados na calçada da madrugada,
viu minhas guerras escondidas
atrás de um sorriso cansado.

Enquanto o mundo dormia,
eu conversava com o céu
como quem procura abrigo
em algo que nunca responde…
mas também nunca vai embora.

Há noites em que a lua
parece carregar minhas dores
penduradas em sua luz fraca.

E eu fico olhando,
tentando entender
como algo tão distante
consegue morar tão perto de mim.

Talvez algumas almas
não nasceram para o barulho.
Talvez fomos feitos
para existir em fases,
como a lua.

Às vezes completos.
Às vezes partidos.
Às vezes escondidos do mundo
tentando sobreviver no escuro.

E mesmo assim…
continuamos brilhando.

— Sariel Oliveira

Ruflando às letras o poema
exibe suas palavras
a ideia pesca na água
da rima o ponto
que narra / agarra
mexe a mente à isca
na água...
mente clara / mergulha
o poema ao ponto
narra / agarra




(Leonardo Mesquita)

Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena

O sapo acachapa insetos na barriga


O poeta acachapa palavras no poema


Ambos e a língua

Entrelaçando pensamentos uma poesia
constrói seu poema


Seguro nas palavras ela bota seu ritmo


Gerando o olhar que se agrada com
o eclodir de frases elaboradaspra provocar pensamento que não
se solte desse jeito


A poesia cuida do olhar com versos viciosos
No poema no alto das palavras
ele olha...


A abundância de jeito...
com que palavras
empolgam...

Não sabia colocar palavras num poema
até que leão rugiu balançando as letras
numa cena de caça da linguagem; e o Léo escreveu, ah rapaz, essa poesia e
muito mais!

Conseguir palavras pro poema contendo
a imagem de engrenagem e o calor da imaginação gastando inspiração seguindo
tranquilo sabendo que palavras chegam ao destino que quer a linguagem e que o poeta
é alguém que ganha, da linguagem, o mesmo que ganha o apaixonado de carteirinha pela arte de pensar a vida juntando o que não se gasta, mas se memoriza aumentando
o efeito espanto que causa o aquecimento
da criatividade, pelo consumo de ideias saudáveis, da exploração consciente da linguagem palavras voltem às mesas das famílias e a arte volte a ser arte.




Leonardo Mesquita

Letras são formiguinhas elas carregam palavras pro poema armazenando uma cena, elas cortam pra atenção pra poesia pra força que tem uma palavra
garregando todo um contexto.
Essas operárias levam o olhar curioso
palavras adentro na imaginação do sujeito num poema profundo desse jeito
todo isso ocorrendo na galáxia da voz atenta e o peso da cena leve leve
tais operárias tiram de letra.

O poeta precisou passar da imaginação pro poema, mas o branco tava muito forteentão o poeta cortou frases
com a caneta amarrou-as com imagens
das margens do branco em cena e colocou a jangada de frases na água com criatividade o poeta passou a poesia pro papel...

Cada palavra traz o som do mar para o poema o vruuuuh do vento canta nos lábios, o sol invade o vocabulário e o calor da imaginação chama ao banho
nas ondas das palavras quebrando
agente na praia que não deixa marca
de bronze, mas marca o imaginário...

O poeta solta palavras no poema
como peixes no aquário e em límpidas letras essas tem o oxigênio do imaginário ocasionando a troca pragmática pela quebra de tensão
( que com jeito ) ( como ) um olhar poético bole nas palavras ( assim ) em um texto poroso
permeando de poesia a mente
que acende a luz do vocabulário...
e solto nesses versos o ah ah
que quebra quem sabe pensar...


Leonardo Mesquita

EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Este poema toca na ferida de qualquer relação longa: o desvanecimento da chama inicial e a transição da paixão avassaladora para o silêncio cotidiano. A metáfora dos "corpos celestes" é excelente, pois tira o amor do plano humano e o coloca na imensidão do cosmos, onde tudo é maior e mais trágico.


Aqui está a versão lapidada para elevar a intensidade e a melancolia do texto:


A Órbita do Desgaste
Será que a intensidade com que dois corpos celestes
colidem pela primeira vez
guarda a mesma força ao longo das eras?


O que acontece com a gravidade desse amor?
Ele se expande até o infinito ou se consome no vazio,
tornando-se menor com o passar do tempo?


Por que os diálogos se apagam?
Por que as palavras, que antes os mantinham em órbita,
agora são substituídas por um silêncio tão denso?


Onde foram parar os gestos, os presentes, os poemas,
o tempo que, insaciáveis, devoravam juntos?


Será que a chama ainda arde no núcleo desses astros,
ou restou apenas a cinza de uma estrela morta?
Como amar até o fim, sem se perder no caminho?


Como manter o brilho aceso,
até a última idade, onde finalmente os dois corpos celestes
não suportam mais a distância e, enfim, se apagam juntos?