Poema Passei para Deixar um Beijo
Não pode um homem ter melhor morte que:
Lutando contra o desconhecido
Pelas cinzas de seus pais e
Pelos templos de seus deuses!
Amizade verdadeira
Amizade é coisa séria.
É bênção vinda dos céus.
É joia rara, um tesouro.
Se for verdadeira é ouro,
grande presente de Deus.
Por isso, em qualquer perigo,
o amigo nos socorre.
Pois, já dizia o poeta:
"A amizade é um amor que nunca morre."
Um dia, há seis anos, um arco-íris delicado e esmaecido desenhou-se no meu peito, e muito embora não se tratasse nem de amor nem de bem-querer, à medida que passavam os meses e os anos, esse arco-íris foi carregando as suas cores com grande beleza, e, até agora, jamais o perdi de vista. O arco-íris que surge no céu limpo depois de uma chuva tem existência efêmera e logo se apaga, mas o que nasce no coração da gente parece que não. Por favor, peço-lhe que o interpele. O que acha realmente de mim? Será que me tem em conta de um arco-íris depois da chuva? Que se apagou já há muito tempo?
Se assim for, eu também tenho que apagar o meu arco-íris. Mas sinto que ele não quer sumir-se antes de eu mesma terminar com minha vida.
Quando um amigo nos decepciona sentimos
como se estivessemos levado um soco no estômago,
mas onde vai doer bastante é no coração.
Um dia me perguntaram,
como eu podia amar alguém que nunca vi,
e respondi: a gente não ama com os olhos,
mas sim com o coração e o coração sente quando é amor.
A pior maneira de manter um relacionamento
é privando o outro de sua liberdade.
Se você amarrar dois pássaros, eles terão quatro asas, mas nunca conseguirão voar.
Recall da alma
Também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, mas a mim mesma. Quem me convocaria?
Ora, quem? Deus, o dono da fábrica!
Todos nós saímos da linha de montagem com alguns defeitos, mas ninguém nos avisa disso.
À medida que vamos rodando é que as avarias vão surgindo, provocando acidentes que poderiam ser evitados caso alguém tivesse nos chamado para uma revisão.
- Olha, você tem um problema de superaquecimento. Cada vez que uma pessoa discorda do seu ponto de vista, sua tendência é perder a cabeça e sair agredindo, dizendo coisas que fazem os amigos se afastarem de você. Venha cá, vamos dar uma regulada nesse seu termostato.
- O problema está na aceleração. Já reparou como você é rapidinho? Quer tudo para ontem, não deixa as coisas acontecerem no seu tempo, atropela todo mundo. Encosta ali que já resolvo isso.
- Seu retrovisor interno é muito grande! Como é que eu deixei você ir pra rua assim? Você vive olhando pra trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal.
- Seu caso, vejamos: você derrapa muito. E tem folga na direção. Precisa ser mais objetivo, dizer o que pensa, não ser assim tão escorregadio. Me alcança ali a chave de fenda que eu dou um jeito nisso agorinha. Seria a glória.
Mas creio que Deus anda muito ocupado para se dedicar a consertos.
Melhor resolver nossas falhas com um manualzinho caseiro mesmo.
Claro que não vai dar para ajeitar tudo: temos alguns bons anos de uso e certas peças já não são passíveis de reposição, mas não custa fazer um autobalanceamento de vez em quando, para a gente não se estragar no meio do caminho.
Recall, só de alma.
Quem é você?
Quem é só uma forma que deve ter um porquê. E o que eu sou é um homem de mascara.
Mas é claro que já, não questionei seus poderes de observação apenas enfatizei o paradoxo de perguntar a um mascarado quem ele é.
Mas nessa noite auspiciosa permita-me que em lugar de uma alcunha corriqueira eu sugira o carater dessa persona dramatica.
Vuala.
A sua vista um humilde veterando de Vudeville, trajado com vestes de vitima e vilão pelas viscitudes do destino.
Esse semblante não me verniz vaidade, é um vestigio de vox populi agora vazia e esvaidecida.
Porém essa valorosa visitação de uma vexação passada se encontra vivificada e fez um voto de vencer os vermes venais e virulentos que se valem do vicio e valorizam a violação violenta depravada e voraz da vontade.
O unico veredicto é a vingança uma vendeta tida como vontiva não por vaidade pois o valor e a veracidade de tal deve um dia vindicar o vigilante e o virtuoso.
Verdade como esta vivida verborragia ja se torna assaz verboso. Permita-me que eu acrescente que é uma grande honra para mim
conhece-la. A senhorita pode me chamar de V
Ser pai é um estado diferente
É um sentimento intermitente
Que só se sabe quando se é pai
Ser pai é ser responsável
É ter medo de morrer
Se preocupar com o futuro do filho
É cumprir um ciclo
Querer viver
É ter prazer de dar a primeira mordida
Da comida preferida a alguém
É viver atento, preocupado com relento
Que pode resfriar
É brigar para ensinar
E por dentro sentir vontade chorar
É viver por alguém e não para si
É sacrificar com a dor pelo bem de alguém
É sentir que a vida faz sentido
Concluir que existe um pedaço de você para seguir o ciclo e prosseguir sua tradição
É ter alguém que mal sabe o sentido da palavra traição
É ter a certeza que sua vida já valeu a pena e nada foi em vão
O Fazendeiro, seu Filho e o Burro
Um fazendeiro e seu filho viajavam para o mercado, levando consigo um burro. Na estrada, encontraram umas moças salientes, que riram e zombaram deles:
- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no burro?
O fazendeiro, então, ordenou ao filho:
- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.
O filho assim o fez.
Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem estavam uns velhos que comentaram:
- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refestelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.
- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se eu montasse e você fosse a pé.
Trocaram então as posições.
Alguns quilometros adiante, encontraram camponesas passeando, as quais disseram:
-A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as pernas.
- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.
Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.
- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta maneira. Os dois precisavam ser presos. Deviam carregar o burro às costas, em vez de este carregá-los.
O fazendeiro e o filho saltaram do animal e carregaram-no. Quando atravessavam uma ponte, o burro, que não estava se sentindo confortável, começou a escoicear com tanta energia que os dois caíram na água.
(Quem a todos quer ouvir, por ninguém é ouvido)
"Sempre tem um garoto que gosta de uma garota
Que não faz ideia que ele existe
O coração é uma coisa tão idiota..."
Tinha um monte de coisas que eu queria fazer ...
Eu quero ser professora, eu também quero ser astronauta ...
E também ter minha própria loja de bolos ...
Eu quero ir à loja de rosquinhas e dizer "Eu quero todas !" ...
Eu quero ir à trinta e um e dizer "Eu terei todas!"...
Eu quero poder viver umas 5 vezes ..
Então eu renasceria em 5 cidades diferentes ...
Eu me encheria com coisas diferentes e deliciosas 5 vezes cada ...
Eu teria 5 empregos diferentes ..
E então nessas 5 vezes ...
Eu me apaixonaria pela mesma pessoa ...
Escreve em Mim
Senhor, aqui está minha vida,
não como um documento já preparado
à espera da Tua rubrica.
Apenas uma folha de papel em branco
a ser preenchida com a vontade Tua,
com os planos Teus.
Por favor, Senhor,
pensa em minha insuficiência,
considera minha dificuldade de compreender
e escreve com tintas vivas, nítidas,
de tal maneira que me seja impossível
confundir ou duvidar.
Quero sair agora,
ainda hoje, se possível for,
a mostrar ao mundo o que escreveste em mim,
a provar aos homens que Tu és o Autor.
Que a mais simples criança possa ler-te em mim
e que o mais sábio dos homens possa reconhecer
em cada gesto meu
o traçado dos eternos dedos Teus.
Diante desse mundo que se desintegra,
desta sociedade que exige cada vez mais,
quem sou eu para escrever primeiro
e pedir depois a Tua aprovação?
Estende a mão que gravou no Sinai a Santa Lei,
que escreveu na areia uma mensagem até hoje desconhecida
e, para o bem do mundo,
para glória Tua,
para paz de minha alma,
escreve na folha em branco de papel que eu sou,
a palavra que és Tu mesmo:
AMOR!
Um pouco triste;
Meio abatido;
Um tanto contente;
Quase desanimado;
Mas sempre sorridente;
Meigo;
Sincero e perseverante...
Esquecer um pouco do passado...
viver um pouco do presente...
Replanejar o futuro e bola pra frente que a vida continua...
Rotina noturna
Uma poltrona
um café
um livro
um cigarro
o som de Elis,
as lembranças de um amor
as saudades de outros...
a vontade de ouvir aquelas vozes
nem que seja por um instante,
buscando fantasmas no escuro
buscando a imagem de um passado.
Muda a música
o pensamento viaja,
vai em busca daquela...
daquela que de longe fica perto
perto no peito.
Vem na memória as risadas,
marcadas por um sorriso ecantador.
Nesse momento descubro
que palavras são poucas
noites são curtas
que a vida de tão grande
fica pequena,
para tantas vontades
tantos sonhos contruídos.
E principalmente
para que estes se realizem
MAQUIAGEM:
Hoje usarei um batom que ao sorrir ninguém note o quanto já chorei.
Em meus olhos, lápis e sombras reluzentes ofuscarão noites solitárias.
Num retoque de sobrancelhas, farei soberana essa que já foi humilhada.
Vou corar as maçãs dessa face, ocultando dias pálidos de temores.
No rosto, com base cor da pele, atenuarei marcas de sofrimentos.
Mas a minha alma, retocarei de alegria. Esta é a única pintura definitiva e renovadora.
Mudanças
Tem momentos na vida que você se depara com um “fim”. Um fim de uma vontade, de um sonho, de um amor, de uma carreira, de um amigo e ate mesmo da vida. Você não acha mais tanta graça no dia a dia e muito menos em si. As pessoas já não têm aquele dialogo que lhe atrai, o lugar onde vivenciamos se tornou preto e branco. Para isso é necessária a mudança: mudança de hábito, fim da rotina, da monotonia, das amizades antigas e ate de diversões ultrapassadas. Ir para uma festa de 15 anos ultimamente se tornou clichê, ida ao shopping todo domingo é como uma dor de cabeça sem aquela aspirina e se conectar a internet é mais tedioso do que resolver equações de álgebras. Por tanto parei de esperar que algo aconteça, desisti de me obrigar a me apaixonar por alguém, só deixo de ler um bom livro se o motivo for de fins lucrativos e interessantes, showzinho só se for com músicas antigas e MPB, festa só se tive como tema “a única regra é que não há regras” e a única rotina que sigo de hoje em diante é a da felicidade.
Duas histórias
Homem senta num bar ao lado de um velhinho que lhe parece familiar. O velhinho está um caco mas, mesmo assim, aquele bigodinho, aqueles olhos...
- Desculpe, mas você não é o Adolf Hitler?
- Sou.
- Pensei que você tivesse...
- Todo mundo pensou. Continuo vivo.
- Aposto que você vive cheio de remorso pelo que fez.
- Que foi que eu fiz?
- Mas como? E os seis milhões de judeus que mandou matar?
- Ach,eles. Já tinha me esquecido.
- Quer dizer que se fosse começar outra vez, hoje, você faria a mesma coisa?
- Não. Mandava matar seis milhões de judeus e dois acrobatas.
- Por que dois acrobatas?
- Viu como você esqueceu os judeus?
A tática, ajustada às devidas proporções, tem sido muito usada por aqui. Quando um assunto ameaça a se tornar um escândalo, ou quando um escândalo ameaça se tornar assunto, acrescente, rápido, dois acrobatas. Os acrobatas passam a ser o assunto. E os acrobatas não têm falhado muito, ultimamente, neste país de distraídos. Sua última aparição foi no caso do Eduardo Jorge. Lembra dele? Eduardo Jorge, aquele que era secretário particular do... O patriciado brasileiro sobrevive porque dominou a arte de mudar de assunto.
Palavras afins
Se um dia voltares, destranque as portas que bati na boca do seu estômago. Se não, saiba que por irônica coincidência, fomos perfeitos. Eu, estátua. Você, liberdade. Por ora, me manterei afastado. Por birra, preguiça ou medo simplesmente. Não sei se é uma preparação pra não ter você ou se tenho pavor de medir o tempo ou, quem sabe, um receio covarde de que a gente não saiba terminar e deixe passar nosso prazo de validade por i-meios cada mês mais curtos.
Muitas pessoas ficaram pra trás, outras tantas deixei passar. Não sei de que lado você está. Bem. A vida segue, não sei como, mas é confortável pensar assim. Talvez eu esteja desafiando alguma lei da física, mas já tenho saudade de um futuro que não viverei. São as estradas da vida. Só se pode seguir uma delas, sem nunca saber como seriam as outras. Acontece assim também com alguns amores.
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