Poema Passei para Deixar um Beijo
"Viver sem ti é um fardo que não ensaiei carregar. Mas se a dor for o pedágio para a minha paz, aceito o pranto agora para florescer melhor amanhã, livre de um sentimento que foge da responsabilidade de ser abrigo.
Amar no vazio não faz sentido.
O amor só se cumpre quando encontra quem queira, de fato, fazer parte do nosso destino.
Isso é reciprocidade: um alinhamento perfeito, como ondas de rádio sintonizadas no mesmo pulsar."
Um milhão de mundos
Em São Paulo, no mesmo dia,
atravessei um milhão de mundos.
Havia uma cidade em cada esquina,
uma vida atrás de cada vidro,
um adeus parado no semáforo
e um sonho correndo atrasado
entre ônibus, prédios e buzinas.
Passei por lugares
onde ninguém sabia meu nome,
mas todos carregavam nos olhos
alguma coisa que também era minha:
a pressa, o medo, a esperança,
a vontade secreta de chegar.
A cidade mudava de rosto
enquanto eu seguia.
Ora era cinza.
Ora era ouro.
Ora era uma menina sob a chuva,
um homem dormindo na calçada,
uma senhora segurando flores
como quem ainda acreditava no mundo.
E eu, tão pequeno
dentro de tanta imensidão,
levava comigo cidades inteiras
que ninguém podia ver.
Porque há viagens
que não se medem em quilômetros.
Há dias em que atravessamos
um milhão de mundos
sem sair da mesma cidade.
E, quando a noite finalmente caiu
sobre São Paulo,
eu já não era aquele
que havia saído de casa.
Era todos os caminhos.
Todas as perdas.
Todas as luzes acesas
nas janelas dos outros.
Era uma cidade também.
Sao Paulo 13 de julho de 2026
Última postagem
Há um certo preconceito em relação a algumas profissões, como "pedreiro", "costureiro", "agricultor", "faxineiro", "lixeiro", "encanador", entre outras. Isso me soa até meio cômico, pois essas são algumas das profissões mais essenciais para o funcionamento da sociedade. No entanto, muitas vezes são vistas de forma inferiorizada, como se fossem menos importantes.
As pessoas esquecem que a roupa que estão vestindo foi feita por uma costureira, a casa onde moram foi construída por um pedreiro, a comida que estão consumindo foi plantada por um agricultor, os ambientes que frequentam foram limpos por faxineiras, o lixo que é retirado das ruas é responsabilidade dos lixeiros, e a água que bebem, canalizada através do encanamento, foi feita por um encanador.
Infelizmente, muitos não percebem o quanto dependem desses profissionais para viver sua rotina diária. Essas profissões são fundamentais para a nossa existência, e ainda assim, são extremamente desvalorizadas. É injusto que os profissionais dessas áreas recebam tão pouco, enquanto desempenham funções vitais para a sociedade. Esses trabalhadores deveriam ser mais valorizados e remunerados de maneira justa, pois, no fim das contas, sem o trabalho deles, muita coisa simplesmente não funcionaria.
Em um mundo invertido,
O rico tem o afeto como prioridade na vida;
O pobre tem o dinheiro como prioridade na vida.
O povo vive em um relacionamento abusivo com o Estado. O Estado manipula, engana, explora, maltrata e trai constantemente, mantendo o povo sob controle. Ele utiliza a dependência, a necessidade e a carência do povo para se fortalecer, forçando-os a se submeter, a aceitar ordens e a viver em uma situação de escravidão mental e física. Ao doutrinar a população, ele cria a ilusão de que não existe outra opção, que esse relacionamento é o melhor possível, quando, na realidade, ele só piora a cada dia, tornando as pessoas mais frágeis e desiludidas.
A população, muitas vezes, acredita que esse relacionamento pode melhorar, mas o que acontece é o oposto. O povo continua preso nesse ciclo tóxico, sem perceber que há a possibilidade de algo melhor e mais saudável. Somente quando a coragem de romper com esse ciclo chega, é que as pessoas poderão se libertar desse vínculo opressor e começar a reconstruir um caminho mais justo e livre. Até lá, o relacionamento com o Estado continuará adoecendo e prejudicando o povo, até que eles se deem conta de que precisam se libertar dessa prisão, emocional e social.
Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;
Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.
De um lado, a galera da esquerda;
Do outro lado, a galera da direita;
Ambos os lados brigando, se matando, se dividindo em um conflito sem fim...
Enquanto isso, no meio de tudo isso, o cérebro, que controla ambos os lados, segue tranquilo. E quem está realmente no controle? São os banqueiros, megaempresários, investidores, financiadores e filantropos, que, como sombras, manipulam o mercado financeiro, roubando tudo do povo. O povo, por sua vez, está preso em um jogo de egos e crenças, defendendo posições e oposições que, na realidade, são ilusórias. Essas divisões, criadas e alimentadas estrategicamente pelos próprios dominantes, mantêm todos ocupados, distraídos e divididos, enquanto os verdadeiros poderosos continuam a manipular e a se enriquecer à custa da ignorância e da luta entre as massas.
Apenas uma sugestão:
O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."
Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."
No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.
O dinheiro, em toda a sua história, é a obra-prima da mentira. Desde que atribuíram um valor a uma folha morta, criamos uma ilusão que, com o tempo, virou algo essencial. Hoje, colaboramos com essa mentira, que se transformou em uma necessidade para sobreviver.
Precisamos de dinheiro para conseguir os recursos e alimentos que são, naturalmente, nossos aqui na Terra. Mas esses recursos foram tomados de nós, por nós mesmos, graças ao valor que inventamos para o dinheiro.
A existência sempre existiu;
A inexistência nunca existiu.
E, mesmo assim, ambos compartilham um amor eterno,
Um amor que jamais seremos capazes de explicar.
Porque nós somos apenas consequência,
A simples consequência do encontro,
Do acasalamento de tudo isso...
E de nada disso.
Amor é compartilhar de si para o próximo, sem esperar nada em troca.
Um dia morremos, e não levamos nada do que recebemos; fica apenas o amor que demos.
Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!
Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...
Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.
O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.
O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.
Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...
Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.
Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.
A vida é consequência do amor de um casal.
Entre a existência e a inexistência.
Entre o nascimento e a morte.
Entre o bem e o mal.
Entre a alegria e a dor.
Entre o dia e a noite.
Entre o dentro e o fora.
Entre o coração e a razão.
Entre o homem e a mulher.
O nascimento é o "bem-vindo" a um novo mundo.
A morte é a "despedida" do mundo que ficou para trás.
E a vida é a passagem entre mundos, onde cada momento vivido é parte de algo maior no universo.
A angústia te ensina que você precisa mudar.
Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.
Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.
Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.
Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.
Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.
A alma é um conjunto invisível de intenções de um ser;
O corpo é um conjunto visível de ações de um ser.
A alma é o ser, o corpo é apenas parte do ser; Então, não adianta você olhar as ações de um corpo, pois o que vem primeiro são as intenções, ou seja, o ser — a alma.
A melhor forma de sentir as intenções do ser é pela sua própria intuição, pois a intuição é um poder invisível que te revela as intenções de um ser antes do corpo desse ser agir.
As intenções são o próprio ser, ou seja, a alma;
A intuição te revela quem é o ser, ou seja, quem é a alma com a qual está lidando.
Mas, para saber com qual alma está lidando, você tem que enxergar primeiro com quais intenções próprias você tem ou já teve!
Vivemos em um mundo de extensas correrias.
Onde nem sempre paramos por um pouco para pensar se na realidade deve ser assim,
ou se devemos rever aos conceitos e viver mais a família, que é bem primordial,
a cada ser em existência...
Por ser base e real apoio.
Antonio Cícero da Silva (Águia)
Em meio, a um dia de tristeza me escondo atraz do canto
E num grito silencio por atenção
Encontro, a voz de um anjo
que apenas o som do seu sorriso
Desperta e mim, uma paz uma alegria
Mas o medo, ainda se faz presente
pois ao me apegar, me afasto vagarosamente
Mesmo com o coração em protesto
Nao paro, pois o medo da dor de outro amor impossivel
e mas dolorosa, do q me afastar ao me apegar
"Voz fofa, voz de um anjo distante "
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