Poema Passei para Deixar um Beijo
Cada Olhar
Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.
“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.
Minha caixa torácica é um livro aberto,
capítulos de suspiros, capítulos de gritos silenciosos,
que ninguém lê completamente,
mas que diz tudo,
cada vez que eu respiro,
cada batida do coração
é uma frase que escapa,
uma verdade que insiste em se mostrar,
mesmo quando eu tento calá-la.
No Limiar dos Dias
Aprendemos que a vida não é um carnaval contínuo.
Há horas em que o corpo se ergue como trincheira,
as pernas inquietas tecem labirintos sem chão,
e os pensamentos, cavalos desgovernados,
rasgam a madrugada com cascadas de talvez.
Então, o mundo se cinde:
de um lado, o véu da fantasia,
onde os desejos são sussurros em chamas, do outro, o chão da realidade, cujas raízes sangram números, horas, cicatrizes.
A conta chega não em moedas, mas em peso.
E se você não se posiciona, o tempo se pociona por você, assim como rio que não retrocede, esculpe suas margens em seu lugar.
Não há escapatória:
é preciso largar a pedra que carrega, aquela que entala o peito e finge ser abrigo,
e seguir com o rio, entregar-se à correnteza que arrasta
até o mar, onde o sal dissolve certezas e o infinito é um útero de recomeços.
Pois só quem solta o lastro do controle descobre que navegar
é também ser navegado pela força que move planetas e ciclos: a arte sagrada de fluir.
Ninguém me explicou como existir,
sem fingir calma, sem repetir.
Sou um mapa rabiscado que insiste em seguir.
Ninguém me ensinou como ser,
sem me perder, sem me esconder, sem me extinguir. Mas tô aqui inteira e torta,
com a dor batendo na porta.
Hoje me sinto como um fantasma.
Caminho entre as pessoas, respondo, acolho, escuto. Estou presente, mas parece que ninguém realmente me vê.
Ouço lamentos, desabafos, preocupações e pedidos. Sou porto para muitas tempestades, mas raramente encontro alguém que pare por um instante e pergunte: “E você? Como está?” ou “Como foi o seu dia?”.
Às vezes sinto que minha função é atender necessidades, preencher vazios, sustentar o que está ao redor. Mas, pouco a pouco, surge um cansaço silencioso. Como se tudo o que entrego atravessasse os outros sem deixar marcas. Como se o cuidado oferecido fosse recebido, mas a pessoa que o oferece permanecesse invisível.
E então me pergunto quanto de mim ainda resta para dar.
Talvez seja isso que os fantasmas sintam: estão ali, observam tudo, carregam histórias, afeto e presença, mas passam despercebidos pelos olhos de quem segue apressado.
Hoje me sinto assim.
Um fantasma.
Não por estar ausente, mas justamente por estar presente demais para todos e cada vez menos para alguém.
Permita-me, um testemunho... Às vezes erramos por não fazer das circunstâncias difíceis, um tempo de oportunidade para fazer um convite ao Mestre do Amor...
- Jesus, senta aqui - ocupe estes lugares vazios... Vazios de fé, esperança, amor, propósito, alegria, entusiasmo... O tempo urge - e Cristoespera que este convite seja feito: "Eis que estou à porta e bato - se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." Apocalipse 3.20.
Abrir a porta para Jesus é dar passagem à libertação, curas de vidas enfermas, graça , salvação... Porque Cristo é libertador - e é assim que Ele quer ser recebido.
Um colar floresceu.
Vida gerando vida.
Anunciam os pássaros,
Nas árvores frondosas,
Num canto unificado,
A celebração do Paraíso,
Sem dor,
Sem choro,
Sem morte.
Apenas um sonho realizado.
Além do rio da vida.
Encontro (microconto)
Foi uma longa viagem. Não foi apenas para prestigiar um amigo. Quando a vi, encanto. Quando a ouvi, encanto. Dois anos depois, nem te conto. Seis anos depois, eu conto e ainda me encanto.
Para Camila Mielnik
São as noites escuras que trazem o silêncio
A calmaria da brisa, um leve vento
Num oceano de imaginações fora do tempo
O céu fechado, sombrio do meu pensamento
Cansado, refletindo no que se passou
Nas supostas horas felizes, ficaram a dor
Na angústia, na falta, nos risos de momento
Percebi que só falava por respeito e agradecimento.
Em reduzir-se o amor a apenas um desejo
Na finalidade de querer algo que não se tem
Almejar o que não o pertence
Esse é o amor que temos em nosso mundo presente
Em reduzir-se o amor a apenas uma satisfação
Na finalidade de confortar o ego
Sem pensar se faz bem ou mal
Esse é o outro amor que temos em nosso mundo presente
De forma que quando se obtém o que se quer, o desejo se vai e esse sentimento se acaba...
De forma que quando se conforta o ego, a satisfação se acaba com o tempo e o sentimento de vai...
Mas qual o amor completo afinal? Ora aquele que não se baseia somente no desejo de ter, nem na satisfação egoísta do que se tem, sim, o que vai além das fronteiras do desejo e da satisfação, sem condições. Incondicional então.
Disse um sábio:
“ Muitos têm falado em ano novo, mas esquecem do que de fato faz a diferença.
Não adianta um ano novo sem um novo ser, se nossas atitudes continuarem as mesmas, que ano novo chegou?
Para se ter um ano novo, de fato, deve haver uma nova perspectiva, deve haver notas atitudes, deve-se abandonar maus hábitos:
- Deve-se arrepender daquilo que se fez erro e do ato errôneo;
- Deve-se perdoar quem lhe fez mal e abandonar as magoas;
- Deve-se pedir perdão pelas ofensas cometidas;
- Deve-se falar menos e agir mais em prol do amor e das virtudes em si;
- Deve-se abandonar o velho eu, a velha e maculada essência.
Se estas coisas e as que podemos acrescentar aqui, que tenham bom efeito, não forem nosso alvo, nossa convicção e nosso modelo de novo ser, ter um ano novo não faz nenhum sentido. ”
Como diria o sábio: “ Sem um ser novo não tem sentido um ano novo !”
Ela aprecia os pequenos prazeres: o vinho que aquece, um perfume marcante que a descreva, a companhia de um bom livro, o bem estar dos que ama e o silêncio da própria alma.
Gosta de escrever como quem sangra bonito e prefere a própria companhia ao barulho de conversas vazias.
Pensa demais, sente tudo, observa com a alma, pensa com o coração, sente intensamente e se entrega ao luxo de ser instável, porque no fundo sabe: ser de um jeito só, nunca a caberia.
Hoje, completo mais um ciclo na vida.
Sou a expressão exata do tempo que me trouxe até aqui.
Sou minha história que se faz presente.
Sou a idade que o tempo me deu, perfeita para viver o agora, com a sabedoria e a euforia necessárias para abraçar os momentos que vivencio e compartilho.
Hoje, sou um espírito mais desperto, enriquecido pela experiência do que vivi e pela promessa do que ainda serei.
A vida é breve demais e, diante da nossa fragilidade humana, ela está sempre por "um fio".
De repente, um sopro... Eis que as cortinas do grande teatro da vida se fecham, para sempre!
O destino, sem ao menos pedir licença, muda a nossa vida e até a nossa história e depois nos convida a rir ou chorar!
Aceitar, sem compreender, eis o que nos resta E para vencer este desafio só mesmo o Amparo e a proteção de uma força maior chamada,"Deus"! Texto por Você agora mesmo
Os lábios que um dia beijavas,
hoje tornaram-se marcas de pneus,
poças de lama numa estrada abandonada.
O amor que um dia existiu
e a doçura do mel de nossas lágrimas,
hoje são desertos,
campos sombrios,
o tenebroso rio de mágoas.
Vivemos o êxtase da primavera,
semeamos esperança
e colhemos flores.
Chegou o inverno,
superamos.
Mas, no outono onde estamos,
vivemos sós,
como folhas mortas carregadas ao vento,
separados por abismos silenciosos
que as repetições das ofensas constroem.
Então nos perguntamos:
qual foi a causa?
Onde foi que erramos?
Erramos, talvez,
por persistir em mudar,
mudar a si próprio
e mudar o outro,
para pertencer ao grupo dos normais.
Mas somos pessoas,
somos humanos,
seres distintos,
pobres mortais.
Algumas pessoas vão embora,
Mas suas lembranças ficam.
E às vezes basta ouvir um nome
Para reviver um mundo inteiro.
Tua beleza pura
E imperfeita como a Lua
É delicada como uma rosa
De ser tão formosa
Me traz um vazio
Um sentimento tão frio
Que não me incomoda
Mas me deixa a esperar
Pelo caos do amor
Ouro nas mãos de quem só valoriza o brilho do alumínio vale tanto quanto um livro nas mãos de quem não sabe ler.
Pense nisso.
Gonçalvesdarocha.
Sabedoria amiúde
A vida tem um jeito curioso de nos ensinar. Às vezes, passamos anos olhando para fora, cuidando de quem amamos, sem perceber que também estamos em uma jornada de descoberta.
Cada desafio traz um aprendizado, cada lágrima fortalece a alma e cada sorriso nos lembra que vale a pena continuar.
Nem sempre entendemos o caminho, mas seguimos em frente, porque o amor nos faz mais fortes do que imaginamos. 💙✨
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