Poema Passei para Deixar um Beijo
Olhe no espelho e veja
O que o mundo enxerga: um vencedor
Mesmo quando não se sente inteiro
Você é mais do que pensou - Frase da música Olhe no Espelho do dj gato amarelo
O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.
— Zeni Muniz
Raízes invisíveis
Aprendi a caminhar
com um céu nublado por dentro,
sem pedir que o sol explicasse
por que não ficava.
Há encontros que não acontecem,
mas ensinam o corpo
a reconhecer profundidades.
Guardei o que não pôde ser dito
no mesmo lugar onde o vento guarda
o nome das coisas que toca
e nunca possui.
Não carrego ausência,
carrego espaço.
E nele crescem forças silenciosas,
raízes invisíveis
que me mantêm em pé
mesmo quando tudo parece distante.
Sigo.
Não porque esqueci,
mas porque viver
também é uma forma de amor.
Crônicas de um Cadáver
A Indevitável!
A morte é a única que nunca chega atrasada para o jantar. Já chorei por alguns que se foram, é verdade, mas convenhamos: a saudade é um imposto que a gente paga por ter conhecido gente boa demais. O problema é quando o "falecido" ainda respira.
O Coveiro de Vivos!
Sepultar alguém que ainda está respirando exige técnica. Não vai pá, nem caixão de luxo, apenas um "bloquear" bem dado e um silêncio profundo. É uma decisão difícil, mas necessária: tem gente que a gente não enterra por maldade, mas por puro instinto de sobrevivência.
Meu Cemitério Particular!
Se eu olhar para trás, meu jardim de memórias está mais para um cemitério lotado. Na verdade, já sepultei muito mais gente viva do que morta. É um condomínio silencioso de ex-amigos e ex-amores que decidiram que a minha paz era um item opcional. Eles estão lá, bem guardados, mas sem direito a visita.
O Especialista em Falecer!
Eu mesmo já morri tantas vezes que já poderia pedir música no Fantástico. Morri de vergonha, morri de cansaço e, principalmente, morri para certas opiniões. A vantagem de ser um cadáver experiente é que, depois da décima "morte", a gente aprende a ressuscitar apenas para o que realmente vale a pena.
O Epitáfio do Dia!
A vida é esse ciclo engraçado: a gente morre um pouco aqui para não ter que enterrar a nossa saúde mental ali. Sigo sendo um cadáver muito bem humorado, obrigado. Afinal, para quem já morreu tantas vezes, qualquer solzinho de fim de tarde já é uma ressurreição de luxo.
Franco Kotryk
Os casais que têm o suficiente para serem felizes, mas não são.
Têm casa, um carro simples, trabalho, filhos e uma vida construída.
Ainda assim, permitem que coisas pequenas os decapitem:
o orgulho que não cede,
a vaidade que fere,
a ambição que afasta,
as aparências que mentem.
Esses males corroem silenciosamente o amor,
cegam os olhos, endurecem o coração
e fazem pessoas viverem perdidas,
resmungando dentro do próprio casamento.
A vida oferece caminhos verdadeiros
a quem realmente deseja viver a felicidade.
Ela se revela no agora, no simples, no essencial.
Aproveite o momento.
Valorize o que é real.
Você é importante para Deus.
Quando um homem que nunca foi valorizado encontra uma mulher que nunca foi amada como merecia, não é acaso — é reconhecimento. É o encontro de duas dores que aprenderam a sobreviver em silêncio, carregando no peito histórias que poucos souberam ouvir.
Eles não chegam inteiros, chegam verdadeiros. Trazem cicatrizes visíveis na alma, o coração cauteloso, mas ainda capaz de sentir. Não fingem perfeição, oferecem honestidade e a coragem de tentar outra vez.
Já tocaram o fundo sozinhos e aprenderam a se reerguer sem aplausos. Por isso, quando se encontram, não exigem promessas vazias — oferecem presença, cuidado e a escolha diária de permanecer.
O amor que nasce ali não é frágil. É feito de respeito, parceria e consciência. Não grita, não implora, não machuca. Como um verdadeiro time, sabem que com esse amor não se brinca.
A igreja Evangélica é fraca em muitos aspectos, mas vejo um povo sem intimidade com Deus em sua casa.
O Culto começa na sua casa.
A mensagem pregada deve ser pregada para sua família primeiro.
Deus antes da fundação do mundo, em meio a milhões de pessoas, escolhe um povo para ser seu.
Trecho do Livro: Linhagem Espiritual
Predestinação
*O Cristianismo é um caminho sem volta, você não escolhe entrar nele, e muito menos, sair dele."
Citações do livro
Linhagem Espiritual
Em bela tarde, um olhar sutil, olhar indecifrável.
Olhar de quem viu mundos, olhar que sentiu tremores.
Olhar que transcende o tempo para ver o real sentido da vida:
Conhecer as obras da natureza e conviver com elas.
Esse olhar vem de um indivíduo que, por um breve momento, recusou sair da realidade projetada
para sentir o olhar de um mundo fechado em um outro ser.
Olhares cansados, olhares alegres, olhares profundos, olhares transparentes,
olhares sutis que levam ao indecifrável.
Do indecifrável aos tremores da vida terrena,
entre a sensível camada de alegria e tristeza,
através dos olhos que não apenas veem, mas sentem,
atravessam e se perdem nas entrelinhas do existir.
Olhos que revelam o que as palavras não alcançam.
E, por um instante, tudo silencia e só o olhar fala.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”
No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.
Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
"Quem diria que uma simples mensagem levaria a um lugar tão longe, sim o infinito, pois é lá que sinto quando falo com você, quando recebo uma mensagem ou um ligação de vídeo, Deus caprichou quando te escolheu para mim, judiou com a distância, mas se ele quer ele faz. No tempo de Deus conheci a mulher da minha vida, no tempo de Deus estarei nos braços dela"
Nanda ❤️
Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!
Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca.
Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em suas vidas, por outros ou por si mesmos.
Viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e existir apenas para os outros — e não para si — é o que mais machuca.
Ninguém está realmente feliz e, quando se está infeliz, a infelicidade acaba se espalhando e tornando os outros infelizes também.
Então, no fim, vivemos em um mundo onde a nossa própria felicidade precisa importar mais do que a dos outros. Porque, no final das contas, é sobre nós. E, ao sermos felizes e verdadeiros com quem somos, os outros acabam sendo também.
Um dia ofendi-me com as minhas próprias palavras.
Escrevi-as movido por uma satisfação aparente da vida, mas aquilo que foi dito não se casou com o ouvido que escutou, nem, muito menos, com o sentido que foi interpretado.
As palavras saíram, mas perderam-se no caminho entre a intenção e a compreensão.
Furucuto, 2026
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