Poema Passei para Deixar um Beijo

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Não há céu.
Não há inferno.
Quando choramos à beira de um caixão, é porque sabemos:
não existe volta.
Se houvesse paraíso, a dor seria menor.
Se houvesse inferno, o medo consolaria.
Mas não há nada disso.
Há apenas o fim.
Um silêncio absoluto.
Um vazio eterno chamado morte.

Hoje é o primeiro domingo de 2026. Primeiro domingo de janeiro. Um começo dentro do começo. Que seja um dia para reafirmarmos um pacto bonito conosco: escolher o que agrega, o que nutre, o que nos faz florescer por dentro. Que neste novo ano a nossa atenção seja uma forma de cuidado. Que a gente aprenda a direcionar o olhar para o que constrói, para os afetos verdadeiros, para os planos que nos movimentam e para a fé que nos sustenta. Tudo aquilo que recebe nossa energia cresce, que cresça, então, o que nos faz bem. Prosperidade não é só sobre ter, é também sobre sentir-se pleno, em paz com quem somos e com o caminho que estamos trilhando. Que a prosperidade se manifeste em oportunidades, em coragem, em saúde e em tranquilidade de alma. Que a proteção de Deus nos acompanhe em cada passo, visível ou silenciosa, guardando nossos dias e nossos sonhos. Que saibamos escolher a paz como direção. Não como ausência de desafios, mas como presença de consciência: eu cuido do que importa, eu rego o que me fortalece, eu descanso onde há amor e verdade. Que este primeiro domingo do ano abra portas suaves: de esperança, de clareza e de confiança. E que a gente siga lembrando, ao longo de 2026, que tudo começa no simples gesto de decidir onde colocar o coração.
Que seja assim: foco no que agrega, no que merecemos, no que nos eleva e nos aproxima do nosso melhor.


Josy Maria 04/01/2026




Frases, textos e citações by Josy Maria

RELEVO SENTIMENTAL

Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.

Não ignore quem hoje nada tem, seja um amigo, um familiar ou um cônjuge.
No caso do cônjuge, é preciso ter fé nos projetos e crescer juntos.
Não podemos olhar apenas para o que já está pronto, pois assim seríamos hipócritas ao afirmar que somos humildes.⁠

⁠Refletir sobre o que já foi vivido é um passo fundamental para integrar as experiências e seguir adiante com mais consciência. O passado não pode ser modificado, mas pode ser compreendido, ressignificado e transformado em aprendizado, sem a necessidade de permanecer preso à culpa ou à ruminação.


Quando essa elaboração acontece, abre-se espaço para escolhas mais maduras no presente. Em um relacionamento, por exemplo, este processo se expressa na disposição para um diálogo profundo e honesto, que permita reconhecer limites, sentimentos e responsabilidades, conduzindo, de forma consciente, à decisão de reconstruir a relação ou de seguir o próprio caminho.

Ao longo de nossas vidas, pessoas vêm e se vão. Algumas caminham conosco apenas por um trecho do percurso, fazem parte da viagem, mas não do destino. Esta compreensão, no entanto, raramente é imediata, ela se constrói com o tempo e com a construção das experiências vividas. Persistir em vínculos que repetidamente nos ferem costuma ser uma escolha marcada pelo apego ou pelo medo da solidão, e não por um desejo genuíno de cuidado consigo mesmo.


Aqueles que já não temem estar sós e alcançaram a solitude precisaram, antes, atravessar a experiência da solidão. Foi necessário permanecer consigo, sem ter que usar outras pessoas como forma de preencher vazios emocionais ou amenizar a carência. Este processo exige coragem, disponibilidade interna e disposição para não depender afetivamente de alguém enquanto se elabora a própria ausência. A solitude, portanto, não é fuga do outro, mas um encontro consigo e só se torna possível quando a solidão é vivida, compreendida e integrada.

Seja paciente. Um dia, alguém lhe entregará o mundo inteiro sem que tuas mãos precisem implorar.
Com dinheiro, colecionam-se presenças. Sem ele, permanece quem ama a tua essência


É no caminho arduo, entre quedas e silêncios, que o verdadeiro caráter das pessoas se revelam.

Saudade de um filho ausente


Hoje bateu saudade
Martelando sem parar
Sentimento de amargar
Que machuca de verdade.


Quero que o seu progresso
Lhe dê asas pra voar
E que tu possas voltar
Quando alcançar sucesso.


Sejas feliz, fique em paz
Que aguento tua falta
Com essa dor que maltrata
Que a tua ausência faz.


Eu choro com tua ausência
Mas eu posso ir te ver
E teu abraço receber
Contigo ter convivência.


Mas me lembro de repente
De mães que sofrem bem mais
Que os filhos verão jamais
Quando a dor é permanente.


A Deus tenho clamado
Que Jesus olhe por ti
Já que não estou aí
Filho querido e amado.


E que conforto possa dar
Às mães que têm chorado
Pelo Senhor já ter levado
A quem mais vieram amar.

Com a chegada de um novo ano, nasce a expectativa de implementar o renovo! Com isso, faz-se necessário, "entregarmos" os fardos, ao Criador, para sermos recompensados pela Sua graça redentora e mantenedora.
Levemos adiante o que nos capacita, confiantes e aptos a semearmos em terra fértil, para que frutifique o amor, a paz e a esperança, alicerçadas na fé que nos move e alcançarmos o extraordinário!

FELIZ ANO NOVO!

Alguns amores não acabam.
Eles aprendem a esperar
por um tempo que insiste em não vir.
A brisa, antes chamada pelo nome,
agora atende por silêncio.
_escrevendo.me

nadas (in)versos

fiz do silêncio um idioma
e dos nadas, um abrigo
o que em mim parecia vazio
era só verso ao contrário
esperando quem soubesse ler

carrego abismos bem vestidos
sorrisos que nunca contam tudo
há verdades que só existem
quando ninguém está olhando

não me explico — me inverto
sou sombra que pensa
e nos meus nadas mais fundos
mora exatamente
o que não ouso dizer

"Esqueça os ventos que traziam perigos,
Pois as tempestades vêm para nos lapidar.
Há um Deus a nos entender e capacitar,
Nos movendo para o que é grande,
E para as bênçãos que estão por chegar."

''se o peixe sair da água para dizer que o crocodilo está doente acredite''


Essa frase é um provérbio africano, especialmente iorubá, que significa que quando alguém de uma posição inferior ou inesperada (o peixe) te avisa sobre um perigo ou problema que afeta alguém poderoso ou que você considera invencível (o crocodilo), você deve prestar atenção e acreditar, pois é um sinal de que a situação é séria e a ameaça é real. O provérbio ressalta que até os mais fortes podem ter fraquezas, e a verdade pode vir de fontes improváveis.
Peixe: Representa os mais fracos, as pessoas comuns, ou quem não deveria ter conhecimento sobre os problemas de quem está "acima".
Crocodilo: Simboliza o poderoso, o forte, ou a situação que parece estável e imune a problemas.
A água: Simboliza a superfície, a vida como ela parece, enquanto as profundezas guardam os perigos reais.
Em resumo: Acredite nos avisos, mesmo que venham de quem você menos espera, pois eles podem revelar uma verdade oculta sobre um perigo que está por vir.

TE AMO:


Te amo, de uma forma tão simples e com muita emoção.
Te amo como um toque nas cordas de um violão, que assim sente o meu coração ❤️
Te amo leve como uma pluma, suavidade e inspiração.
Te amo, deixa eu te amar.
❤️🌻

Um ano novo começa
E com ele a renovação
De que tempos pela frente
Tempo de transformação
Não se esqueça jamais
De ser luz, amor e paz
De ter muita gratidão

A Democracia grita por um
"País Livre"
A Ditadura grita por um
"Ditador Livre"

O verdadeiro presente


De que vale um belo laço
Se a alma não vem no gesto?
Presente sem sentimento
Vira um pacote indigesto
Sem presença, perde o brilho
É como um trem que sai do trilho
Não aquece o coração honesto.


Presente bom é um mimo
Que nasce do querer bem
Não pesa, não é obrigação
Não se compra por ninguém
Se vem sem gosto ou carinho
É apenas um ato mesquinho
Valor de verdade não tem.


Mais vale um abraço amigo
Um sorriso que se repete
Que um pacote frio e caro
Que nem afeto remete
O que toca é a companhia
Companheirismo no dia a dia
Com isso, nada compete.


Que no seu aniversário
Haja afeto e bem-querer
Não pese o preço ou a pressa
Mas o gosto de oferecer
Presente que é de amizade
Há verdadeira felicidade
Faz a vida florescer.


Que se divida cada instante
A tristeza e a alegria
Compartilhe de coração
Com ternura e harmonia
Assim o presente é festa
Mesmo de forma modesta
É vida em plena poesia.


Presente medido em cifra
Perde todo o seu valor
Mas aquele dado com alma
Se enche de brilho e cor
Pois quem oferta de coração
Recebe em troca, a gratidão
Recheada com muito amor.

Vou te contar um segredo:

" Você que decide o que você quer ser e ter na sua vida; você luta para ter e ser o quer, e não para o que disseram que tem que fazer para ser ou ter."

A vida é um quadro, ilustrado
Com cores, vivas e arte
Cada dia, é um pincel diferente
Que pinta um, novo começo.

Almas que o tempo não apaga


Dois corações, um só destino,
cruzaram-se na curva do divino.
Almas gêmeas, em puro esplendor,
vivendo intensamente o mais belo amor.


Mas veio o tempo com sua dureza,
soprando orgulho, ferindo a leveza.
Palavras caladas, silêncios gritantes,
e o amor, tão vivo, tornou-se distante.


Seguiram caminhos, corpos separados,
mas os sonhos... ainda entrelaçados.
Cada gesto, cada som, cada cheiro,
era a lembrança do tempo verdadeiro.


O sol que aquece, a chuva que cai,
tudo recorda o que o tempo não trai.
Mas o orgulho, teimoso, cresceu demais,
e cavou entre eles abismos mortais.


Mesmo longe, a dor é presença constante,
como um eco do amor, ainda vibrante.
Dormem e acordam com o mesmo vazio,
tão perto no amor, tão longe no frio.


E o coração? Ainda pulsa em tortura,
amando em segredo, sofrendo a amargura.
Pois saber que se ama e não poder tocar
é o castigo mais cruel de se amar.