Poema Passei para Deixar um Beijo
O Tal do Conforto
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Podemos pegar um ônibus 🚌 e chegar ao destino.
Mas o conforto, segurança e rapidez do carro 🚒 nos leva ao destino.
A kitnet pode ser um ambiente pra nos acomodar.
Mas o espaço, tamanho e o conforto de uma casa 🏠 é diferente.
A saída pra comer o churrasco🍣 do bairro.
Mas o conforto, ambiente e comida de um restaurante diferenciado torna a experiência diferente
.
Conclusão: O conforto torna a vida, momento e experiência diferente.
O que é a vida?
A vida é um emaranhado de fios
Ela é um pulsar no peito, um arrepio
Ela tem cores, sabores e desamores
Ela é certo e errado, ela é presente e passado
Ela é claro ou escuro
Ela é presente e futuro
O que é a vida?
A vida é uma grande fusão
Mistura de ódio, amor e paixão
Mistura de surpresas, destinos e pressão
Mistura de coisas que se escorrem pelas mãos
O que é a vida?
A vida é um começo meio e fim
Tem nela dores, amores e medo
Tem nela beleza, liberdade e desejo
Tem nela rotina, cansaço e apego
O que é a vida?
A vida é ampulheta
A vida é arte
A vida é bela
A vida é parte
A vida é luz
É sol, é mar
É frio é calor
É saber amar
É feia e linda
É aqui, é agora e ainda
É ser ou estar
É ir ou ficar
É crescer e viver
É pertencer e crê
É nascer e morrer
É dádiva é prazer
É pra mim e pra você
A vida é viver.
Cada levantar
Cada folego recuperado
Cada não, Dito ao Destino
É um grito de resitência
Dos que se recusão
A serem, só mais um
Ontem, nós sabíamos um no outro.
Éramos um abrigo que se inventava em cada abraço, um mundo inteiro feito de pequenos gestos, de olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Eu sabia o compasso da tua respiração e o teu sorriso sabia abrir todas as janelas do meu peito.
Fomos dois corpos dançando na mesma luz, fomos casa e tempestade, fogo e calmaria, fomos eternidades enquanto durou o instante.
Tudo em nós éramos grandes, urgente, como se o amor não soubesse esperar.
Mas o tempo, esse ladrão silencioso, foi apagando as luzes acesas em nós.
Primeiro, um beijo menos demorado.
Depois, um toque que se perdeu no caminho.
Até que um dia, sem perceber, paramos de procurar um ao outro na escuridão.
Hoje, caminhamos como dois desconhecidos com memórias brilhando nas mãos. O nosso amor, que já foi incêndio, agora é cinza que o vento leva devagar, e só resta o cheiro de fumaça na lembrança. Não houve briga, não houve grito, só o silêncio que cresce quando dois corações desaprendem a falar a mesma língua.
Te vejo de longe, e ainda reconheço o contorno do teu mundo, mas ele já não me pertence. O nosso caminho se cruza na memória, não mais na vida. E por mais que a saudade tente gritar, aprendi que não se chama de volta o que já se tornou passado.
Mesmo assim, quando fecho os olhos, ainda sinto o toque da tua mão no meu inverno, ouço o teu riso correndo pelo meu peito, vejo nós dois, imensos, construindo planos que nunca nasceram.
Ontem fomos universos. Hoje somos constelações distantes, cada estrela brilhando sozinha, lembrando que um dia fomos parte da mesma noite.
E, no fundo, é bonito e cruel perceber: há amores que não morrem, apenas se transformam em eternas lembranças que nos acendem por dentro toda a vez que a solidão sopra.
Duas coisas me provocam uma quase infinita repulsa e vontade de fazer na vida da pessoa um verdadeiro inferno:
OPORTUNISMO e FALSIDADE (mentiras, dissimulação, etc...)
Essas coisas, juntas ou em separado, revelam o que HÁ DE PIOR em uma pessoa, em caráter, em ego, dentre outras coisas egoísticas...
Uma vez notando isso, já era, "pra pessoa"... o "eu" que ela conhecia desaparecerá, sem dó nem misericórdia.
Tudo o que acontece, cedo ou tarde, serve para um bem maior aos que amam a Deus.
Nem tudo é bom, mas tudo pode ser transformado em bem.
A dor vira lição, a perda vira recomeço, o choro vira canção.
Quando a vida parece confusa, Deus está costurando algo perfeito no invisível.
O Senhor já sonhou e planejou um futuro de paz e esperança para você.
Nada é por acaso, nem mesmo o silêncio de Deus.
Ele já desenhou o amanhã, e nele há paz, há futuro, há esperança.
Hoje pode ser lágrima, mas amanhã será riso que não se apaga.
Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu
A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.
No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.
A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.
E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.
O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.
Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.
Tive medo do destino,
E ele brincou com a gente
Como um palhaço.
Pregou uma peça.
Quando acordei,
Era tudo real
Já não existia mais a gente!
Uns acreditam no amor e outros na amizade.
Cada um têm sua própria opinião
Mas a única opinião que deve valer em sua vida é a sua
O Último Caminho
Um dia, cansada de tanto sofrer,
De dores no corpo, da alma a doer,
Uma velha senhora falou, serena:
— Já não há sentido, só a dor me acena.
A luz que um dia brilhava em seu olhar
Se apagou no silêncio do seu esperar,
O riso de outrora tornou-se pranto,
E o desencanto soprou, leve e manso.
No espelho, viu rugas, histórias gravadas,
Misturando alegrias e mágoas passadas.
O tempo, implacável, a fez compreender
Que muito se tem… para no fim nada ter.
Na solidão, encontrou um abrigo:
Seu único e eterno amigo.
A Jesus contava segredos e dores,
Guardava lembranças de velhos amores.
Não desejava a morte, mas ela rondava,
E ao ouvido, baixinho, sussurrava:
"O fim é certo, não podes fugir",
Mas no outro lado haveria de sorrir.
Chegou, enfim, o grande dia,
A alma partiu, ganhou alegria,
Deixou o corpo, levou a esperança,
No abraço de Cristo, sua confiança.
O que houve depois, não posso contar,
Mas creio que Ele a foi encontrar,
Mostrando caminhos que ainda não vemos,
E que um dia, juntos, conheceremos.
Pois todos nós, no nosso tempo marcado,
Provaremos o riso, o choro, o fado,
Até que a vida, cansada, se renda,
E o grande mistério, enfim, se desvenda.
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Quem?
Quem me tira o sono,
mesmo sem me tocar,
quem acende um fogo
que eu não quero apagar.
Quem aparece nos meus pensamentos
sem pedir licença,
e mesmo à distância
faz minha alma suspirar.
Quem é?
É o motivo do meu desejo,
é a vontade num beijo,
é voce e nem tenta negar.
A Travessia do Ser
Há um tempo que não se mede em horas,
É o tempo da alma, que vem e demora.
É quando a vida exige sentido,
E o coração cansado grita sem ruído.
Crescer não é subir, é afundar primeiro,
É encarar o escuro, o próprio travesseiro.
Revisitar memórias, desatar os nós,
Ouvir a infância ainda gritando em nós.
A família — o primeiro espelho partido,
Amor e ferida no mesmo tecido.
Nos laços que curam também há dor,
Mas é nesse emaranhado que nasce o amor.
Despertar não é se iluminar inteiro,
É acender um canto por dia, por inteiro.
É morrer um pouco pra enfim renascer,
É escolher-se, mesmo sem saber.
A alma não grita, mas sussurra forte,
Guia nossos passos, muda nossa sorte.
E no silêncio entre um trauma e a cura,
Ela encontra a chave da ternura.
Não há mapa certo pra quem quer voltar,
Só o impulso interno de se reinventar.
A dor é mestra, a queda é semente,
E amadurecer é sentir conscientemente.
Então sigo, sem pressa, sem disfarçar,
Aprendendo que sentir é forma de estar.
Que viver não é vencer nem fugir,
Mas se permitir — e prosseguir.
CONCEIÇÃO PEARCE
SER PAI
Na dança da vida, um passo surpreendente,
A paternidade veio, de repente.
"Preparado?" perguntei, com um sorriso irônico,
"Claro, como os
peixes para voar."
A vida, com seu charme, se instalou em mim,
E com ela veio a esperança enfim.
"Amor por um filho," dizem, "é o maior que há,"
Mas eu, que amo-me tanto, como quem já sabe.
Com o tempo, compreendo, ou pelo menos acho,
Que a paternidade é um caminho que se faz.
É um desafio, é uma jornada sem fim,
Mas com cada passo, aprendo a dar um sorriso.
Porque sou pai, e isso é mais do que tudo,
É amar mais do que eu mesmo, é ser mais do que eu.
Roberval Pedro Culpi
MANHÃ DE INVERNO
Amanhece o dia de inverno, Nasce o sol dourado no horizonte, Antevendo um dia frio e iluminado, Onde o brilho aquece o coração errante.
Os raios tímidos tocam a terra, Despertando a natureza adormecida, Em cada folha, um reflexo de esperança, No ar gelado, a promessa de um novo dia.
O céu se pinta de cores suaves, Um espetáculo de luz e serenidade, E mesmo no frio, há calor na alma, Pois o sol, com seu ouro, traz felicidade.
Roberval Pedro Culpi
Eu sou um eterno escravo,
Escravo da minha liberdade,
Escravo da minha vontade,
Escravo da minha servidão,
Escravo de tudo,
Escravo da vida,
Escravo de mim mesmo.
Rogerio Germano
Amina em mim, tão forte resiliente, feito um leão valente, nas batalhas sempre de frente .
A leoa é um leão, rei do bando que defende.
Não ultrapasse as muralhas,
Nem tente , não bata de frente .
Feito flecha, uma águia , ela não abaixa a guarda.
Já viu mão de princesa serem toda calejadas?
Princesa não, guerreira sim , mulher macho força bruta.
Sem vestido de seda, minha seda é uma armadura.
Amina em mim, a semente duvidosa.
Qualquer lugar que se lança , ela brota , ela brota.
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