Poema Passei para Deixar um Beijo
Cantiga de Amor
Como és belo ó flor que vi nascer
Teu perfume e tua feição me cativou
Como és bela ó flor que me encantou
Teu interior irrompe tanto amor
Amor nascimento inexplicável
Veio habitar o meu ser e o teu ser
Como imagem e semelhança do criador
Nossos frutos terão nosso sabor
Juntos somos a construção do mundo
Nossa missão é viver o amor
Na terra, dentro de nós mesmos
Seja onde for, o Amor existe.
Nem as águas da torrente apagarão
A energia que nos faz crescer
Por sua causa somos seres infinitos
E ao criar nos fez para brilhar.
Devaheira
“Devaheira, Adonai
Divrei Emet*.” (bis)
Você vem com suaves melodias
Devolver-me a alegria e o sorriso
Você está nas notas da canção
A qual meu coração não se cansa,
de ouvir e cantar.
Não tenho palavras para compensar tuas melodias
Que na minha alma se instalam
E aos poucos vão tornar-se infinitas
Como as canções que o tempo trouxe e a história fez.
Tens contigo o íntimo da minha vida
Tenho comigo o íntimo da tua história
Somos amigos infinitamente amigos
Somos livres no contemplar do amor
Esta Canção
Esta canção,
que canto agora
Vai para quem sofre
E sem demora.
Esta canção, que eu dedilho
Vai para quem é
Um grande amigo.
Esta canção,
voa no vento.
E vai buscar
Quem está tenso.
Esta canção, na luz de Deus
Vai colocar o Amor
Em movimento.
Esta canção,
vai pra quem está partindo
E deixando saudades
De um coração menino.
Esta canção, é para quem leva
No peito a dor,
de deixar o que lhe resta.
Esta canção,
vai para aquele que acredita
Que as coisas na vida
Se exalam como a flor.
Esta canção,
no coração do cantor
Expressa o que ele sente
Revela o seu amor.
Esta canção,
que termino agora
Ficará para sempre em minha memória
Esta canção,
que é a própria vida
Se faz agora,
A minha única saída.
A vida é tão bela
Se você está cansado de caminhar
Faça silêncio interior
Para a vida precisamos do verbo amar
Descubra o motivo da tua dor.
A vida é tão bela!
As pessoas vêem o mundo com seus olhos
A vida é tão bela!
Que olhos para a vida, você tem?
O homem nasce puro para o amor e pra paz
Parece que no caminho ele se desfaz
Sei que não sou tão perfeito
Mas sou perfeitamente amado por Deus
A vida explica a própria vida
Não tente você brigar com Deus
Sinta a verdade que vem de dentro
A resposta está em seu firmamento.
Vir em Tua Casa
Mesmo nas tribulações
Ouço a voz do Amor
Ressoar em meus ouvidos
Me trazendo a paz
Eu o procurei em muitos lugares
ELE estava bem aqui
Dentro de mim.
Vir em Tua Casa
É perceber que sou amado
E posso amar
Vir em Tua casa
É reconhecer
A humanidade do meu ser.
Como a chuva que molha o chão
Fecunda em minha alma a luz da canção
Doce vida sem distinção
Viver a inclusão
É minha missão, minha vocação.
Na profundeza obscura do meu ser
Habitam angústias e desejos sem fim
Em busca de algo que eu possa conter
E dar um sentido ao que sou e ao que vim
Dor
Sinto que minha força esgotou-se
Rompeu-se as amarras e fui ao chão
Queria caminhar nas ruas em escuridão
Fugir da excruciante dor, de seus açoites
Ainda que eu mergulhe em alto mar
Rapidamente ela me seguiria
Lá no fundo me dominaria
Ela sempre vai me encontrar..
As provações nos rasgam por dentro
Comprimem com força o coração
Causando um caos, e a solidão
Acelera drasticamente batimentos
Sentimentos de impotência e inutilidade
As mãos não alcançam, nada a fazer
Só Deus sabe o que irá acontecer
Resta confiarmos nele de verdade.
Lucélia Santos
Cálice
Sem teus beijos quase morro de amor
Beberia do cálice proibido
Sem ver-te, seguir não consigo
É um castigo suportar tamanha dor
Se ei de desfalecer, que seja em teus braços
Ao deitar-me, minha alma grita de angústia
Tão melancólica, sussurro a nossa música
Em meu peito abriu-se um buraco..
Esse amor é fogo e flameja em mim
Viver sem ti, eu não suportaria
Fui tragada pelas chamas da paixão que vivia
Mergulhei no mar para delongar meu fim
Nessas águas, a minha dor clama e retorce
Um ser, diante de um cálice, solitária e selvagem
Se teu amor, minha tristeza afugentasse !
Sigo faminta da tua voz e do teu olhar que me envolve.
Lucélia Santos
Sociedade Poética
Feliz de ti, oh homem desejado!
Que ao ser amado por uma poeta, tu nunca morrerá
Pois em seus versos ela o eternizará
Falarão de ti e por toda vida serás lembrado
O amor a consome em total insanidade
Ainda que sangre seu coração, e seja quebrado
Tu jamais morrerás afogado
Pois sem ti, ela não respira de verdade
Quem faz poesia doa fôlego de vida
Ergue uma alma flagelada
Aquece corações e alivia a carga pesada
Converte trevas em paisagem florida
Sociedade Poética invencível, que sabe amar
Inspirações ardem como labaredas
Perscrutam as entrelinhas do mundo, na certeza
Que uma centelha de luz encontrará.
Lucélia Santos
Tempo
Nada.
Meus filhos nunca quiseram nada.
Tudo.
Meus filhos sempre quiseram tudo;
E eu não sabia.
Havia.
Havia uma chance nova à cada dia.
Houveram.
Houveram "revanches", como às chamo ao lembrar-me;
Mas às desperdicei como quem desperdiça a vida milésimo a milésimo de segundo.
Queria.
Do meu âmago eu realmente queria,
Abster-me de todo o lucro que obtive em vida para saciar a fome de presença que meus filhos desejavam;
Queria de fato, agora inapto, ter visto seus olhos lacrimejantes e sentir o peso do mundo sobre minhas costas, ouvir seus soluços solitários em seus quartos e compreender minha falha.
Busquei?
Não, eu não busquei as respostas ou melhor,
Não fiz as perguntas certas;
O preço da ausência muitas das vezes se manifesta de forma abstrata e até incolor.
O preço da ambição desmedida,
É o fim do amor...
Tudo o que eles ansiavam tinha um nome: Tempo.
Entre Tolos e Sábios
Eram espinhos banhados de ouro,
mas não deixaram de serem espinhos.
O tolo enxergava apenas os quilates,
O sábio enxergava os espinhos.
Eram apenas fezes banhadas de ouro,
Mas não deixavam de serem fezes.
O tolo enxergava os quilates,
O sábio enxergava às fezes.
Eram dias de chuva, eram também dias de luta;
O tolo se protegia, deixando de sorrir por nublado estar.
O sábio regozijava-se deliciando-se á cada gota que caia,
Sorria e cantava junto aos pássaros e vivia.
Ilha
Queria sorrir de verdade,
Não contemplar estas falsas verdades,
Que habitam as grandes, e também as pequenas cidades.
Cidades são pessoas ilhadas,
Sem tempo para nada.
Com pouco auto-estima e falta de simplicidade;
Sorrisos são alheios às veracidades,
E eu sou mais uma destas cidades...
Amor x Ódio
O amor ceifava o ódio,
Enquanto o ódio ceifava a vida.
Em várias caminhadas pela madrugada,
Uma alma perdida se reencontrava.
O ódio sentia amor e negava piamente,
O amor ceifava o ódio fizesse sol ou chuva;
Sabia que mais cedo ou mais tarde,
Teria o resultado de sua labuta diária...
Eu decidi guardar em mim o que sinto,
pois sei que não mudará nada em nosso convívio.
Apesar de ter conexão, você é superficial,
e não quero depender de sua aprovação para ser feliz, afinal.
Não quero mais me prender a essa loucura,
é hora de seguir em frente e buscar minha cura.
Te deixo partir e encontro um futuro para mim,
um caminho de paz e amor, enfim.
Sou uma figura misteriosa,
Que muitas histórias já inspirou,
Nas noites escuras e silenciosas,
Muitos já me viram e se assustaram, mas quem sou?
Sou conhecido por ter asas,
E pelos sustos que já dei,
Mas também já fui tema de graças,
E inspirei a imaginação de quem sonhou.
Minha presença é inexplicável,
E meu poder é imaginário,
Muitos já me viram em sonhos incríveis,
E se perguntam se sou real ou imaginário.
Quem sou eu, pode me dizer?
Nas lendas e nos mitos estou presente,
Sou um enigma a desvendar,
Que envolve muita gente.
A vida é assim:
Enquanto uns nascem para rir, outros nascem para ser o motivo do riso!
O segredo é;
Se divirta! Seja de que lado você estiver.
Quando eu era mais nova, o menino que eu gostava disse que me achava bonita de vermelho.
Me observo, hoje, no espelho, usando tons de vinho, bordô, carmesim, e amaranto.
Me esquecendo que gostava de azul.
Tenho medo ao pensar nas outras partes de mim que existem como um meio de ser amada. Temo que me perdi ao exigi ser amada antes de exigir ser eu. Me apaguei ao buscar algo intangível como o amor.
Faço macarrão do jeito que meu irmão me ensinou, escuto as músicas que minha mãe me cantava, vejo filmes para ter sobre o que conversar, e leio os livros favoritos de todos que conheço.
Me sinto como um quebra-cabeça indecifrável montado por peças de outras pessoas.
Sem essência, sem formato, sem imagem.
Uma grande bagunça.
PROMETEU ESQUECIDO
De João Batista do Lago
Ei, Tu aí que estás preso nesse madeiro
E com esse olhar de Réu arrependido
E tentando decifrar o mundo inteiro
E com rosto transpirando sangue comedido
E com essa boca de imolado carneiro
E suplicante do deus que Te fez Prometeu esquecido
E com braços abertos para o abraço de nadas
E com mãos chagadas por ferros encravados
E com peito trespassado pela lança da manada
E com pernas e pés ao suplício condenado
E com espírito de justiça da vida emanada
E com caminhos de espinhos cravejados…
Desce da Crucis
E vem
O inferno é aqui!
E ele precisa de Ti.
Há fome no front
Miséria em toda parte
― o inferno precisa de Ti! ―
Não parte.
Vem e guia-nos
Ante a suprema dor;
Fortalece
Todo furor crucificado
E que todo sangue derramado
Seja pleno fulgor
D’um povo calejado
― agora resgatado
com a esperança do porvir ―
Tempo novo
Há de vir!
O meu pensamento está na tua imagem, no cinzento que tem a forma da tua sombra, no horizonte que tem as curvas do teu corpo, na chuva que tem o sabor da tua boca.
Por entre o cinza raia, o sol tímido em pequenos tufos de vislumbre que aquecem o teu cabelo no dorso do vento esparso.
No ribeiro de vermelho pintado vejo a vida de mim ir embora com essa imagem no meu pensamento.
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