Poema Passei para Deixar um Beijo
Pra eu poder te querer à vontade
Só quero estar em teus braços
Se quiser me ter neles
Só quero você por perto
Se quiser estar aqui
Mas ainda assim…
Quero que me queira em teus braços
E quero que me queira perto de ti
Só pra eu poder te querer à vontade.
É que eu amo te ter.
Não esse "ter" de pertencer,
mas sim o "ter" de te querer.
E gente, que medo de te perder.
e sobre os sinais negativos?
misericórdia, me esquivo.
me assusta ter algum tipo de motivo,
como se não fosse sair dali vivo.
é angustiante, ardente, profundo
que chega até pertinho do submundo,
tornando-se tão fervoroso quanto um vulcão
criando a tal formosa erupção.
E como pode então, sobreviver a esse feitiço?
pois digo que não se sobrevive,
mas se vive, obviamente.
Entretanto, em um alvoroço estonteante.
mas esse é só um poema amador
cheio de toda pura ladainha
de ficar escrevendo palavras soltas
formadas por um tanto de clichê.
Gente, ma que droga de confusão.
Não consigo organizar-me nos meus pensamentos
falar dos meus sentimentos
só nesses enigmas repetitivos.
Será que está entendível?
Provavelmente não, pensando bem
é um sinal do reflexo do meu amor
e de como meu cérebro computa toda essa dor.
Dor? Mas não era um grande amor?
sim, amor e dor.
porque eu amo te ter.
e morro de medo de te perder.
de nenhum jeito algum doutor
conseguirá compreender
o palpitar do meu peito acelerado
sempre que estou a te ver.
espero que tu entendas então
pois o que sinto dentro do meu coração
é a mais infinita paixão.
Como se estivesse em completa competição.
Mas olha, se você não entender
saiba que a única coisa que eu quero dizer
é que o amor que eu sinto por você
é mais complexo e inimaginável do que aparenta ser.
espero não te assustar
mas eu amo te ter
e amo conseguir me ter
mesmo ao te amar.
e caso você não consiga se equalizar
tente ao menos ser tudo que puder
que caso dê muito ruim
ainda vou te amar assim.
- A.
Penso no céu estrelado
e na luz do luar
porém o sol já vai chegar
por favor aceite meu amor
antes que esta noite reluzente se vá.
Como a amo meu Deus…
Como amo sua delicadeza.
Como amo seus negros olhos, são Tão brilhantes!.
Como, mais como, amo seu enorme cabelo, é Tão grande.
Como amo seu andar. As vezes é engraçado por conta do seu enorme cabelo.
Como, eu não sei, mas amo tanto minha querida Rosa. O coração bate muito mais rápido ao vê-la perto de mim.
Tenho medo de te encontrar
E ao te ver oque eu vou pensar?
Será que meu coração vai acelerar
Ou tentar escapar?
Eu sei que ele tem sentimentos
Mais isso você nem há de importar.
Bilhete ao meu amor
Meu amor, eis aqui o meu presente
Espero que fique contente
Comprei estando bem consciente
Só quero te ver sorridente
Para isso, que eu pague em vezes.
Meu amor, que dia já lhe neguei?
Se há, diga, mas, pense bem
Desde quando me apaixonei,
Só penso em lhe dar tantos bens
Que ao não conseguir, me sinto um ninguém.
Meu amor, aceite este meu carinho
Embrulhado, com fita e lacinhos
Não o rasgue, amor, tenha jeitinho
Para que não rasgue também este bilhetinho
Que, de tão humilde, talvez passe despercebido.
Meu amor, sei que sou pobre, bem longe do rico
Mas contigo, me sinto um patrício
Um camponês, um bobo, um menino
Me sinto um todo, com potes e arco-íris
Um louco, atrás de seus sorrisos.
Soneto de amor perdido
As borboletas de gelo se derretem,
E então se tornam bailarinas salgadas,
Acompanhando a suave chuva álgida
Farta, clamo às bailarinas: Se aquietem
Em lástimas, se cessam e se enfraquecem,
Mas aqueles momentos não se envelhecem.
Músicas me atacam desde sua partida,
Sonhando com o rosto da morte lívida.
Me perguntando se você voltará
Continuo confusa com suas promessas
Permanecendo em solidão intensa.
O triste é saber que isso não cessará,
Nossas vidas nos poemas expressas,
Descobrimos que limite o amor dispensa
Soneto à Diana
O sabor tão amargo de uma vida,
não me privou desta quimera doce,
uma jarra de crítica ferida
que hoje brinda uma paixão precoce...
Cativo desta saudade regida,
fenecer na clausura achei que fosse,
barganhei com teus seios a saída,
tornei-me mais ainda tua posse...
Tocaste-me, anjo, a carne consentida
na compulsão por ti só requerida,
domaste-me, lasciva, em sedução...
Com suas cifras vivas e fundidas,
maestrina destas notas tão ardidas,
soubeste me tornar composição.
Adonai
Senhor da minha vida!
Só em ti confio desde pequena
Adonai sarou minha alma aflita
Me trouxe alegria plena
me concedeu alegria celestial e alegria terrena
Nunca estarei sozinha pois o senhor é a minha melhor companhia 💗
Amar
Não amo mais
Não, porque não tenho coração
Simplemnte não amo;
Pois não sei o que amar pela metade,
E as vezes o meu amor por inteiro;
Nem sempre é tão bonito quanto parece
vodu
por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)
Memórias
Pequenos fragmentos
do que ontem
se viveu
duras lembranças
do que já se perdeu
Vivencias passados,
recordações vivas
de que só viver não basta.
Madrugada mágica
O silêncio da madrugada espalha mágia
Céu estrelado e lua cheia em sintódia
Vejo a mais bela obra de arte
Poesia não escrita
Minha filha não conheceu meus pais
mas eu conheci meu neto
Por isso faço versos
para que ele saiba
o que meus retratos sentiam por dentro
Que tua luz brilhe mais neste dia
Que a Sabedoria Universal
Que tudo alcança, que tudo permeia
Faça parte de todos teus momentos
Que teu respirar seja límpido
Como um mágico lago nas montanhas
Que teus passos sempre te guiem suavemente
Porém firmes, rumo ao teu melhor eu
Que teu espírito, repleto de humildade e perdão
Encontre a todo instante, motivos para agradecer
Que cada dificuldade encontrada
Se transforme em oportunidade imediata
E que, sempre, a vontade de perseverar
Te leve a superar a rotina e encontrar motivos para se feliz!
baobá
procuro nos outonais trâmites do teu corpo
o insofismável vestígio das tuas raízes
salgueiro que jaz e se curva obliquamente
eterna a bênção, terrível o fim do tempo
deserto, areia, sol, miragem, saudade
serás sempre o antes e o depois de nós
e nós seremos tão pouco e tão poucos
depois de ti secarão todas as welwitschias
África não renascerá da força dos tambores
mil homens sangrarão entre solenes rituais
as grávidas abortarão com sede de terra
e o céu encher-se-á de conchas e espinhas
e virão os deuses deste mundo e do outro
velar a desgraça efémera da sabedoria
ninguém saberá mais falar, escrever ou viver.
Poema dedicado a Catarina Pereira do Nascimento
(Pedro Rodrigues de Menezes, “baobá”)
CORDÃO UMBILICAL
Quando nasci
cortaram-me o cordão umbilical,
só esqueceram de cortar
o fio que me deixou atado ao tempo
Eita Deus do céu!
Que dia mais chuvoso
Pé d'água tenebroso
Deixando o povo ao leu
A correnteza é esse trem
Causa dor por onde passa
Levando móveis e o que mais tem
E o desespero? inunda a praça
Mais forte quanto essa dor
Somente a nossa fé
Que insiste ficar de pé
Pra dar lugar ao amor
Ainda com tanta incerteza
Diante de tanta comoção
Nosso povo não tem fraqueza
Há cumplicidade e devoção
Esse estado de calamidade
Nos mostrou o melhor de nós
Trouxe empatia e solidariedade
Todos por um e também por vós
É tempo de reconstruir
E dar lugar a confiança
Fazer o povo voltar rir
Com amor, fé e esperança
Acelerado caminho a passos largos
Em alta velocidade seguro a sensatez
Perdi a calma em pensamentos vagos
Parou-se o tempo, rompendo a lucidez
Vivi momentos de caos, na escuridão
Nos meus lamentos me afoguei sozinho
Ganhei desprezo de quem estendi a mão
E vi cavarem covas no meu caminho
A chuva lá dentro encheu minhas cisternas
Acúmulo de águas sem nenhuma saída
Alguns dizem que as dores são eternas
E que a eternidade só dura uma vida
Mas eu só vivo uma vez a cada dia
E toda a vida, por vezes, num só momento
O mundo parece que te afoga em agonia
E a vida mostra a beleza de tal tormento
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