Poema Passei para Deixar um Beijo
Ainda estou na esperança,
de te reencontrar e não te ver
sumindo,
sentindo uma dor que esmaga meu coração.
Te vendo indo embora
no entardecer, com as cores do sol em aquarela,
a rua estava repleta de histórias,
mas meus olhos só enxergavam a sua,
e depois só veio á noite, e a rua vazia.
E foi assim que sempre
você passou e soube ser,
longe, encantador e sempre me fazendo
ficar parado esquecendo do tempo, do vento,
e do que mais estava ao meu redor,
me alimentando com um pouco de esperança,
cintilando no céu, um pouco de incerteza,
mistério e beleza.
A meu coração, meu pequeno, frágil e tolo coração
Ainda não entendi a tua intensidade e a tua complexidade e muito menos essa tua ambição por amar, deverás saber que morrerá em solidão
Fiz de você objeto, te entreguei a alguém que ao menos queria saber da tua existência
Quando foi jogado fora, voltou correndo chorando para mim, dizendo que não foi correspondido e por algum tempo te vi na melancolia
Certo tempo depois, adentrei seu quarto e perguntei se havia esquecido dela
Com aquele bafo de putrefação me disse que não queria muito, não queria nada, apenas pertencer à ela
Já não cheirava como antes, fedia a decomposição no lugar do vermelho rubi, havia um cinza morto
Pedi que descrevesse suas características, um brilho veio, me disse que perto dela sentia um calor e logo começou
-Seu sorriso brilhava mais que o sol, melhor, o sol nunca brilhou tanto quanto aquele sorriso
-Era tão brilhante assim ?
-Demais
E continuou
-O seu cabelo não era apenas cabelo, o DNA, a genética, as estrelas, o universo, Deus teceram aquele cabelo e fizeram que ele pertencesse a pessoa mais perfeita
-Ela ?
-Exatamente
Quase sem ar e sem fôlego, disse apenas mais uma coisa
-Aquele rosto
E caiu ao chão com as pupilas dilatadas, talvez pensando naquele rosto
Erva-mate folhas que falam.
Entre campos de verde intenso, onde o vento sussurra histórias, nasceu um elo entre caminhos, tecendo fronteiras, moldando memórias.
Raízes fundas sob a terra, folhas que falam sem voz, erva-mate, irmã do tempo, guardiã de um povo feroz tribo guarani guerreiros herdeiros desta terra.
Ponta Porã, portal sem muros, sangue misto na mesma estrada, misturam-se línguas e gestos, no mate quente, na cuia gelada.
O tereré, frescor da manhã, Refresca o corpo e o pensamento, enquanto o chimarrão, atento, aquece os laços no firmamento.
Dividiu-se a terra, mudou-se o nome, mas nunca a alma do lugar, cada gole é um pacto antigo, de quem nasceu pra aqui ficar.
No ciclo eterno da bebida, Entre rodas, mãos e tradição, mate é símbolo, mate é vida, é a essência da região fronteiriça.
Perdido Dentro De Mim
Perdido dentro de mim, sem vela, sem norte,
caminho em espelhos que sangram a sorte.
Meu peito é um bosque de névoa e vazio,
onde a alma se esconde, chorando em frio.
As vozes que escuto são minhas, e não são,
sussurros antigos de outra versão.
Amores que tive — ou apenas sonhei —
flutuam no escuro, mas nunca os toquei.
Meu coração grita num canto fechado,
ecoando memórias de um tempo apagado.
O amor que me resta é sombra e punhal,
um beijo que corta, silêncio fatal.
E quando me busco, não sei o que vejo:
um vulto cansado, sem luz, sem desejo.
Se volto ao meu corpo, não sei se é meu fim.
Pois sigo perdido, perdido dentro de mim.
Copyright By Izaias Silva
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A Trindade do Eu
No centro onde o nada é proibido,
Ergue-se o trono do ser incontido.
Ali reina aquele do meio, verbo e sentença,
A mão que molda, o olhar que dispensa.
Na sombra à direita, o silêncio respira,
Frio como aço, sussurro que delira.
É a mente que nunca vacila,
Que lê o caos, destrincha e destila.
Olhos de cálculo, voz sem paixão,
Diz: “Aqui há padrão, aqui há razão.”
Nenhum suspiro escapa despercebido,
O que está à direita vê o invisível escondido.
Mas à esquerda... ah, à esquerda há fogo,
Labaredas que dançam, desejo sem rogo.
É o faminto, o ardente querer,
Que ama, que odeia, que vive pra ter.
Risos quebrados, pupilas em chamas,
Quer tudo, devora, acende mil tramas.
Se o que está à direita mede, o da esquerda quer possuir,
Transforma em fascínio até o que é porvir.
E então, no meio, aquele se ergue,
O Juiz, o Criador, aquele que segue.
Recebe dos lados o dado, o desejo,
E cria o caminho, o mundo, o ensejo.
Não ama, não teme, não sofre, não chora,
Ele escolhe quem vive, quem some, quem mora.
O da direita aponta, o da esquerda quer incendiar,
Mas é o do meio quem decide... quem faz colapsar.
Três em um. Um em três.
O da direita, o da esquerda, e o do meio a comandar,
A dança do Eu, o fluxo a pulsar.
Aqueles se ajoelham, imploram, suplicam...
Mas só o do meio… decide quem fica.
*Querida Rosemary*
Querida Rosemary,
tu me encantaste com teus elogios
e com os olhos que refletem a lua —
tão fabulosos, tão enigmáticos,
que me arrepiam a alma.
Mas, ah, como os amo...
Oh, sim, eu os amo demais.
Rosemary,
tu não me amaste
com a mesma febre que me consome,
mas sabes que sou sincero
quando sussurro que te amo.
Oh, Rosemary,
por que brincar com meu peito frágil?
Por que iludir um pobre poeta
que só queria ser teu verso favorito?
Tu és egoísta,
mas, ainda assim,
te amo com a força de mil tempestades.
*Oh, Rosemary*
Oh, Rosemary,
eu sinto a dor que te pesa,
e embora não possa carregá-la por ti,
saiba que meu amor é sincero,
tão imenso que me sufoca,
tão profundo que escapa das palavras.
Amo-te ao ponto de querer parar o tempo,
de desejar que o dia nunca acabe,
só para ouvir tua risada
ecoando em meu peito,
só para amar-te mais uma vez.
Oh, minha querida Rosemary,
se meu amor fosse feito de horas,
o relógio jamais se calaria.
Mesmo distante
Meu coração sente
Algo que nunca senti antes
Esse amor da gente!...
Te amo com desejo
Te amo com minha imaginação
Mas ao fechar os olhos te vejo,
E te sinto em meu coração!...
Falar de amor
É tão lindo como
uma flor!
Falar de amor
É Falar de você
Desse sentimento
tão belo,tão puro, e tão verdadeiro!
Um sentimento que preenche
e alegra o meu coração,
Falar de amor!
É Falar de nossas vidas,
juntos para sempre!
Dama do Campo
Tu és do campo, da terra e do sol,
Das águas claras, do canto do arrebol.
Teu coração pulsa em ritmo sereno,
Na simplicidade que torna tudo pleno.
Carregas amor no olhar, tão profundo,
Pelos bichos, pela vida, por todo o mundo.
Teu toque é cuidado, tua alma, dom raro,
Mais preciosa que o mais puro amparo.
E eu… sou mistura, sou meio cidade,
Mas me fiz do campo, busquei a verdade.
Nas campinas verdes encontrei o sentido,
Na estrada de terra, o meu chão preferido.
Amo o riacho que corre entre vales,
A vida que brota em seus muitos detalhes.
E por esse mundo que é feito de ti,
Dou minha vida, meu sonho, meu sim.
Ah, meu amor… se soubesses o quanto,
Se entendesses meu silêncio e meu canto…
Até meu sangue, se fosse preciso, eu mudaria,
Só pra viver no mundo que é tua poesia.
Agradeço ao meu pai querido
ao vosso reino da glória,
por me dar inspiração
a cada nova história,
cada ciclo que termina
o senho sempre me ilumina
em uma nova trajetória,
a força que me acalenta
vem dá fé que me sustenta
pra buscar minha vitória.
Teço versos com delicadeza,
Embarco nesse mar de sutilezas,
Crio laços de pura magia,
Entre palavras e poesia.
A conexão que nos une é intensa,
Numa dança poética, imensa,
Das palavras surge a identidade,
E a criatividade em sua plenitude.
Somos artistas desse universo,
Compondo o roteiro do verso,
Projetando sentimentos na tela,
Em cada gesto, em cada janela.
Como uma festa de Halloween,
Cada palavra é uma cena,
Numa entrevista com a emoção,
Nos preparamos para a evolução.
Que a poesia seja nossa guia,
Nessa jornada de pura sinfonia,
Onde a arte e a vida se entrelaçam,
Num poema que eternamente abraça
A raiz é o chão que sustenta,
Onde cresce forte,
Onde se alimenta.
É a terra que dá vida e faz florescer.
A terra é o mercado do céu,
Conexão enraizada no solo,
Onde podemos voar.
Universo da Alma do Olhar
Eu sou totalmente apaixonada pelos seus olhos e isso é fato, sinto falta de você por completo, mas olhar no profundo universo que são seus olhos é com certeza o que mais sinto falta. Eu me pergunto, em um universo de milhares de olhos verdes, azuis, castanhos... como pude me apaixonar logo pelos teus?
Olhar nos teus olhos me trazia paz, sensação de segurança, me fazia querer sorrir...
Será q algum dia vou me apaixonar por outros olhos da mesma forma que sou apaixonada pelos seus?
Eu os tenho guardado na memória, tenho como minha paixão.
Dizem que os olhos são a janela da alma, tenho pra mim que a sua alma é a mais linda que já conheci, secreta, cheia de desafios, partes obscuras que se tornam lindas, se o que dizem for verdade, conhecer sua alma foi de longe a melhor experiência da minha vida!
1939
a fusão, a dissonância. os conceitos básicos da vida humana.
Fusão lhe da presentes. enquanto dissonância lhe da bombas.
fusão é nazista enquanto dissonância é judeu. fusão é branco. dissonancia ‘’tem cor’’.fusão executa, dissonancia sofre. a vida é injusta. dissonancia sempre perde....
dissonancia é sutil. mas não é respondida com sutileza.
Fusão é hostil mas não é respondida com hostilidade
‘’a perenidade disso é como um símbolo. tão inefável mas tão presente.’’
Futuro morto
No futuro ‘’quem são vocês?’’ perguntará a existência.
Ratos Imundos?
Baratas cascudas?
Cobras descoordenadas?
Lacraias pérfidas?
Não, a resposta é simples. Os magnânimos HUMANOS haja visto o anterior
a ancestralidade despedaçada em lágrimas
vulgares, dilacerada por mãos de quem um dia
já teve alma
Liberdade sem fim
Ata-me por minha paz sem fim
não é crime não ser criminoso
as barreiras me consomem
paz é liberdade
banem me
por não querer criar
um holocausto um breu
no fim do túnel
inundado por escuridão
escuridão do que
um dia
foras nomeado planeta...
NOBRE FIDALGA A POETIZAR
Nobre homem cerra os ferrolhos.
vulgar olhar pedalar da morte.
descem brumas sobre os olhos
vulgo… salvador seras o ceu seras o mar..
tua brisa que à salvará…
serás a terra sublinhada em tais raízes
Raízes fidalgas da nobre a poetizar!
Nulo.
ser
a maldade do ser humano se dilata.
o mundo é a droga. persistir gerará te a morte
o pecado. que lúdico. quem é deus sem os humanos..
o pecado é nulo. a morte apenas quer persuadir por nós.
um fardo. uma sensação monótona. o crescer e morrer. nem todos crescem.
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