Poema Passei para Deixar um Beijo
"Não se deve lamentar a falta de um amigo, se podemos ter um cão como amigo. No mundo do homem lobo do homem."
"Quando olhamos diante de um espelho e observamos o que reflete subjetivamente a nossa ilustração real ou virtual da reflexão.
A não ser a auto percepção que você tem de si mesma. Nada mais que uma série de assimilações, pensamentos e sentimentos que definem o comportamento de uma pessoa: 𝘼 𝙖𝙪𝙩𝙤𝙚𝙨𝙩𝙞𝙢𝙖."
"Apesar de as paredes ser somente um simples revestimento e sem função estrutural.
Jamais tente falar com elas, porque elas são ríspidas e duras."
Foram visitar a savana africana, um filósofo, um pastor e levaram um amigo em comum, apesar desse ser um alcoólatra compulsivo. O pastor levou uma bíblia, o filósofo levou seu notebook, o bêbedo levou um litro de aguardente, e, ao longo do passeio bebericava no próprio gargalo. Ficaram encantados com o que viam. E o pastor glorificava o Senhor, o filósofo filosofava enriquecendo seu aprendizado, o bêbedo festejava com a cana. Mas ao longo de uma vereda perceberam devidamente protegidos no seu veiculo de safári, que uma criança caminhava sem perceber que bem próximo, um grupo de leões observava na sombra de uma árvore, a possibilidade de alguma caça. Imaginaram o pior e nada poderiam fazer porque se gritassem a criança não ouviria se buzinassem talvez só chamassem a atenção dos leões; então ficaram calados e torcendo para que aquela criança que era filha de algum nativo daquele lugar, passasse despercebida pelas feras, mas aconteceu o pior, e foram testemunhas de uma cena violentíssima. O pastor visivelmente chocado tomou a aguardente da mão do alcoólatra e tomou uma dose cavalar. O filósofo por sua vez tomou do pastor o litro de cachaça e tomou uma grande dose. O bêbedo por sua vez filosofou: “a soberania está acima de todos os males...’ mas vamos fazer uma oração pelo espírito dessa criança, que provavelmente está no seio do senhor.
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
Entre um trago e outro no beco, sob os olhares dos tolerantes, dos que acreditam que podem nos salvar, mas ignoram que sobre esses telhados travam-se batalhas apocalíptica; os projeteis sibilam na madrugada como um aviso, até que um ou outro corpo jaz inerte e ensanguentado. O mal está bem armado e equipado; fala suave, manso e sereno em nome da paz.
Sobre os telhados os espíritos vagueiam invisíveis e insaciáveis em busca de vítimas, mas a fumaça delineia seus vultos maquiavélicos arquitetando o mal.. Entre um trago e outro as luzes que pontilham a colina são referencias para os males de uma sociedade injusta. Durante todo dia a turba caminhava como uma manada de búfalos enlouquecida, mas até mesmo a loucura tem seus momentos de temor e lucidez; calaram diante de um batalhão seus gritos de ordem ou de desordem; na verdade são imbecis comandados por uma oposição sequiosa de poder. Pensam que fazem a história. Entre um trago e outro nos becos das favelas, a juventude definha nas suas alucinações; uma fuga louca de uma realidade cruel e implacável, o que não deixa de ser um sinal apocalíptico. A rapaziada “esperta” acende seus cachimbos, cheira seu pó, tem sua alucinação; os projeteis sibilam na madrugada, é uma troca de satisfação de lado à lado; tudo dentro da normalidade. É a normalidade; quem quer saber disso, o que importa é o poder.
Tenho sonhado com a lua em todas as suas fases, um céu estrelado estrelas cadentes riscando os momentos fazendo imaginar-se os mais belos desejos, fantasia é uma nave tripulada pelas imaginações mais férteis; então eu me vejo sob um céu bem próximo, estrelas de todas as grandezas; tem uma dançarina que se exibe num balé e de vez em quando roda nas pétalas de alguma estrela... nesse mundo eu procuro as esquinas, os horizontes, mas parece que há um deslimite; a bailarina ensaia uma valsa na fase cheia da lua sobre uma praia de luz uma plateia surge não se sabe de onde e aplaude efusivamente; a bailarina é carregada por um raio de luz e os meninos representam “Amoramora, este tango é meu...” então a bailarina surge do meu lado com uma roupa de plumas e paetês, declama a última estrofe e some ante o meu deslumbramento diante os primeiros raios de um alvorecer...
Daqui a um século como agora, olhar-me-ei no espelho, estupidamente sereno, impávido sem me preocupar com o IRA, O ISLÃ, Israel ou Palestina, a guerra das religiões que tentam impor suas doutrinas através do terror e carnificinas, toda essa complexidade humana que em nome de um Deus que é bom generoso e imaculado e emana luz. Daqui a um século, como todos os dias, olhar-me-ei no espelho procurando qualquer traço desse ser divino, que diz que sou imagem sua e semelhança, no entanto sou indolente, indiferente se na áfrica crianças morrem de inanição, se no Brasil são vítimas de drogas e prostituição e diante do espelho só me incomoda o meu cabelo em desalinho, os meus pés de galinha, as marcas indeléveis deixadas pelo tempo, o reflexo desse vidro enigmático que absorve a minha existência e rouba a minha identidade, tanto que todos os dias me olho no espelho, todos os dias há milênios olho no espelho e me pergunto tendo o silêncio frio e implacável como resposta: quem sou eu?
Há alguns anos atrás por muito tempo eu pensei que podia voar; que seria um condor sobre o relevo fluminense; era uma ideia meio insana; parecia uma debilidade mental e assim fui intimado a uma terapia com um psiquiatra. por seis meses, duas por semana e quatro por mês frequentei a clinica do Dr Jartov hasstoff conceituado psiquiatra de descendencia russa. Passados seis meses e alguns dias, ao chegar na Clínica encontrei-a fechada; uma adolescente que reside no dificio e namora com o rapaz da cobertura, que não quis revelar seu nome , jura que viu jartov pulando da cobertura, mas seu corpo jamais foi encontrado. Acho que Jartov aprendeu a voar...
Provavelmente, ela vivia num jardim a contemplar as flores , a acariciá-las, e, entre um suspiro e outro, algumas confidências; isso mesmo, tinha certeza que lhe falaria do seu fascínio pelas luzes da manhã, aqueles primeiros raios que despontavam antes do corpo solar; que refletiam no espelho de um lago, na lâmina de um rio ou verdejavam sobre alguma floresta. Talvez caminhasse a beira de uma praia solitária como uma recém-nascida manhã pudesse; imaginando um conto, uma história bonita que contaria pra alguém com certa graça, acrescentando algum humor ou drama, uma pequena mentira que só embelezaria o que já fosse belo. Por certo era uma imaginação fértil e caminharia por um cemitério imaginando que todos que cruzassem consigo já tinham morrido e não olharia pra trás com medo de ter essa certeza. Talvez fosse assim, alguém eloquente a quem todos esperariam silenciosos afim de ouvir algo interessanre; e se calasse o suspense do silencio cairia todo sobre si mesmo. quiçá às madrugadas imaginasse sonetos trágicos de paixões insanas; essas loucuras do cotidiano que acabam nas manchetes dos programas policiais, ou luxurias inconfessáveis que passariam por sua cabeça nalgum desejo secreto que jamais revelaria.
Algum dia apareceria com os traços ordinários como os de qualquer ser vivente, uma timidez simplória dos seres limitados; voz pausada, própria dos que pensam muito, ou dos que não têm muita certeza do que vão dizer; e aquele ser divino interior em pura ebulição ali no peito, transpirava, sussurrava, suspirava e tinha as mesmas carências, os mesmos medos e inseguranças; aquele ser capaz de todas as loucuras, todos os pecados e todos os perdões por paixão e por amor deixaria de ser só uma miragem nos meus delírios...
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