Poema para uma Amiga que se Mudou

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A eutanásia é tratada como um horror por uma sociedade que obriga você a viver uma agonia sem propósito apenas para não ferir a estética do "milagre da vida". No fundo, a moralidade prefere um cadáver respirando por aparelhos a um homem livre partindo com dignidade.

Se o canibalismo fosse sacramentado por uma divindade, estaríamos discutindo hoje qual o melhor tempero para o vizinho em vez de estarmos preocupados com a paz mundial. Parece que a moralidade é apenas uma questão de quem escreveu o livro primeiro.

O aborto revela uma perversão jurídica singular: punir sem réu, proteger uma dor inexistente e transformar o vazio em objeto de autoridade moral.

A tecnologia não é uma "fabricação de cadáveres", mas a ferramenta suprema da vontade humana. Através da computação, da engenharia genética e da inteligência artificial, o homem deixa de ser um escravo do acaso biológico para se tornar o arquiteto da própria realidade.

O universo é muito velho, tem trilhões de estrelas e uma indiferença absoluta pela sua existência insignificante. Achar que o cosmos vai reorganizar as leis da física para você conseguir uma vaga de estacionamento ou um aumento salarial não é "vibração", é loucura narcísica em estado terminal. O universo não "conspira"; ele segue leis termodinâmicas que, aliás, indicam que você está apenas desperdiçando energia útil em pensamento mágico improdutivo.

A identidade é uma narrativa instável que contamos para não nos perdermos no caos.

A sua "personalidade única" é apenas uma colagem de traumas mal resolvidos e imitações baratas de pessoas que também não sabiam quem eram.

O ser humano prefere sofrer com uma certeza falsa do que enfrentar a angústia de uma verdade incerta.

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, eu decidi que minha performance será uma comédia de erros com um orçamento baixíssimo.

O ateísmo não é uma religião nem uma cosmovisão espiritual; quando se tenta fundi-lo com noções de espiritualidade, o resultado não é síntese, mas um deslocamento conceitual que carece de rigor explicativo.

O cristianismo é a força mais sanguinária da história, uma máquina de guerra e extermínio que moldou o Ocidente sob o rastro de pilhas de cadáveres. Não se trata apenas de conflitos isolados, mas de uma estrutura ideológica desenhada para o massacre, onde a cruz sempre serviu de estandarte para a pilhagem e o genocídio. É impossível dissociar o cristianismo das maiores atrocidades da humanidade, pois ele forneceu o veneno cultural e a base moral que permitiram o surgimento do Nazismo e a aniquilação de civilizações inteiras. Do antissemitismo milenar das igrejas até a legitimação de regimes totalitários, essa religião não apenas testemunhou as tragédias ocidentais, ela foi a arquiteta primordial de cada uma delas.

A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.

A verdadeira inteligência não reside na precisão da resposta, mas no caos controlado de uma memória que se permite tropeçar em si mesma.

Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.

Deus afogou o mundo uma vez; hoje deixa a humanidade se afogar em ignorância religiosa.

Se o diabo pune os pecadores, ele está fazendo o trabalho sujo de deus, uma parceria perfeita...

Religião promete vida eterna; ciência entrega vida melhor agora, uma escolha óbvia.

Diferentes crenças podem segregar, mas o método científico oferece uma linguagem universal.

Muitos veem o fim como destruição; o humanista vê um convite para viver cada instante como uma criação.

Amar é um ato de rebeldia contra o vazio, uma afirmação de que importamos uns para os outros.