Poema para Professor

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Quis desistir, mas a vida ainda ensinava, a desistência cedo tira o aprender, continuei e recebi o que faltava saber, perseverar foi lição que me fez crescer.

A fé ensinou-me a sorrir antes do milagre, antecipar alegria é preparar o coração, sorrir é ato de confiança em algo maior, a fé planta sorrisos que depois florescem.

Deus ensinou que o que se vai às vezes salva, perder pode abrir rota para liberdade nova, nem todo adeus é roubo, é escolha, às vezes perder é ganhar espaço para ser.

Perdi posses, ganhei horizontes, a falta ensinou a olhar além do perto, horizonte substituiu o que o tempo levou, aprendi a ver o essencial no pouco.

Caí tantas vezes que aprendi o voo antes de voar, conhecer a queda ensinou o desenho do ar, da repetição do levantar nasceu a técnica do subir, assim voei com mais certeza e menos pressa.

A história nos ensina que o maior poder não reside na força do cetro, mas na força da mente iluminada, capaz de penetrar a superfície e tocar a fibra mais sensível da condição humana, o amor. Salomão demonstrou que a inteligência sem empatia é estéril, mas a inteligência a serviço do afeto é justiça. É um lembrete eterno de que cada um de nós carrega a responsabilidade de julgar com sabedoria, pesando não apenas os fatos, mas o custo humano de cada decisão impensada. Que a sua régua seja a ternura e o seu julgamento, a misericórdia.

A vida nos ensina que a pureza da intenção materna é o único argumento que desarma o mais sábio dos reis.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.

Cair é lição cravada no chão, é a queda que ensina as asas, a colisão que desperta o voo.

Cada queda é mapa sangrado, ferida que ensina, cartografia secreta da superação.

A escuridão não tem o poder de apagar a sua luz, ela apenas te ensina a acendê-la por conta própria, com muito mais intensidade.

As noites ensinaram disciplina. Pela manhã, transformei cansaço em obra. Minha rotina é a minha vitória.

Na dúvida, aceitei o engano como professor, reajustei velas e segui adiante, o vento já conhece meu nome.

Cada perda foi lição que adotei, ensinar-me tornou-se tarefa de respeito, sou aluno e mestre do mesmo tempo.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

Aquele que não tem nada tem cruz pesada pra carregar, ensinando na dor o valor da resiliência e da humildade.

O melhor legado é a forma como você resistiu e se levantou, ensinando pelo exemplo silencioso.

O tempo não apaga a memória, mas ensina a conviver com a ausência sem perder a urgência do presente.

A dor é uma professora que não aceita faltas, e suas lições, embora amargas, são as únicas que se fixam na alma, e o processo de cicatrização não é linear, nem bonito, mas uma batalha suada e invisível contra a memória do trauma, e é preciso honrar cada passo lento, cada recuo que precede um avanço maior e mais significativo. Não se cobre a perfeição na arte de se reerguer, a beleza reside na coragem de ser imperfeito, de abraçar o processo caótico da cura e de entender que o seu valor não está na ausência de feridas, mas na audácia de continuar lutando mesmo com a alma marcada pelas batalhas passadas.