Poema para Professor

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O amor não é apenas encontro, é também espera. Ele ensina a ter paciência, a respeitar o tempo do outro e a compreender que a intensidade não está na pressa, mas na verdade dos gestos.

O amor não é perfeito, mas é sincero. Ele não elimina as diferenças, mas as transforma em pontes. Não exige que o outro mude, apenas que seja.

O amor não é prisão, é liberdade. Quem ama de verdade não sufoca, mas impulsiona; não retém, mas fortalece; não pesa, mas acrescenta.

O amor é coragem. É arriscar-se a sentir, mesmo sabendo que pode doer. É abrir o coração sem garantias, acreditando que compartilhar vale mais do que se proteger.

E acima de tudo, o amor é presença: está no toque, no olhar, na palavra, mas também no silêncio que acolhe e no espaço que respeita.

K.B

O amor dá asas, a dor ensina a voar.

O amor aquece, a dor revela a chama.
Um faz sorrir, o outro faz lembrar:
não há amor sem dor, nem dor sem amor.

K.B

Entre o abraço e a despedida,
o amor ensina a coragem,
a dor ensina a verdade.
E no silêncio do coração, ambos coexistem.
K.B

O que seria de mim sem…
sem a dúvida que me faz pensar,
sem a dor que me ensina a valorizar,
sem a incerteza que me obriga a seguir em frente?

A teoria deduz, pensa em como as coisas poderiam ser, mas a prática ensina, aprende e mostra.


De nada adianta viver se perguntando, teorizando como seria determinada situação, se você nunca viveu ou não está vivendo ela de fato.


É como, por exemplo, imaginar como seria estar em tal lugar. Quando faço isso, estou apenas teorizando, imaginando, superficializando uma situação na qual não estive, não experimentei de verdade. Mesmo que eu tente deduzir se seria bom ou ruim, só vou realmente saber quando estiver lá, quando estiver vivendo a experiência, no local, experimentando, aprendendo.


Da mesma forma, pessoas que se imaginam em um relacionamento com alguém, teoriza como seria namorar tal pessoa, imaginando como seria a convivência, positiva ou negativa, seja lá qual for o cenário que criem na mente delas. Mas, enquanto isso for apenas imaginação, não passa de uma teoria, sem qualquer prática real. Não importa o quanto deduzam ou imaginem, elas nunca saberão o que realmente é, até viverem isso na prática, até estarem no momento real, vivenciando o que ocorre nos detalhes, nas emoções, na convivência.


Independente de qual for a situação, o essencial é a ação, o movimento, o ir, o fazer, o viver. Só assim é possível entender, aprender e saber o que realmente acontece. A vivência é o que ensina, não a invenção de cenários na nossa cabeça. O que a teoria faz é criar dúvidas, deduções, suposições, mas nunca nos ensina de fato o que é bom ou ruim. Só a prática, a realidade, é que nos revela o que funciona e o que não funciona para nós. Por isso, é necessário se arriscar, se lançar na prática, para realmente saber.

Ninguém muda ninguém.
Ninguém ensina ninguém.

As pessoas mudam quando querem, ou até mesmo quando não querem.
Elas aprendem quando estão dispostas, ou quando a vida as força a isso.
E vivem da forma como escolhem, ou às vezes como não escolhem.

A única pessoa que eu sou capaz de mudar, sou eu mesmo.
A única pessoa que eu devo ensinar, é a mim mesmo.
A única pessoa de quem eu realmente aprendo, sou eu mesmo.

Porque eu penso com a minha própria cabeça;
Sinto com o meu próprio peito;
Vejo com os meus próprios olhos;
Ouço com os meus próprios ouvidos;
Respiro com o meu próprio fôlego;
E vivo dentro de mim mesmo.

Acreditar que eu mudo ou ensino alguém é uma ilusão, um equívoco, uma pretensão alimentada pelo ego.

A única verdade é que a única pessoa que eu posso mudar no mundo sou eu.
O que eu faço por mim pode, sim, inspirar ou servir de algo para outra pessoa, mas isso não significa que fui eu quem a mudou. A mudança dela foi uma escolha dela, uma decisão própria de enxergar em mim algo que foi útil para ela.

Nós apenas colhemos o que encontramos no outro. Mas isso não quer dizer que o outro nos esteja ensinando ou nos mudando. O que colhemos é aquilo que nós mesmos escolhemos absorver. Ou seja, a mudança vem de dentro de nós, quando decidimos, de fato, mudar.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

A angústia te ensina que você precisa mudar.

Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.

Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.

Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.

Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.

Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.

Muitos professores se espelharam em outros docentes. Aprenda a se conhecer para ter autenticidade e autoconfiança e se espelhe apenas nos bons mestres.






Shalimar Farias da Silva

Poesia Infantil – “História na Hora da Soneca”


A professora conta baixinho,
com voz de nuvem no ar.
O Bento fecha os olhinhos,
pronto pra imaginar.


No tapetinho macio,
o mundo inteiro aparece:
tem estrela, tem passarinho,
tem sonho que nunca esquece.


Cada palavra é um abraço,
cada rima, um afago no chão.
E o Bento, guardião de sonhos,
ouve tudo de coração.

Cada gotinha de amor que acolhe
é semente de futuro.
Na infância, o afeto ensina,
cura, fortalece e floresce.
E o mundo agradece…
um coração de cada vez. 💛

Mulher é abraço que acolhe,
voz que ensina
e coração que nunca desiste. 💐

Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho

Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.

Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?

Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.

E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.

Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.

Talvez o que falte não seja talento.

Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.

Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.

Por que sempre ensinam a mulher a se defender, mas nunca ensinam o homem a não ser agressivo ou abusivo?


Por que, quando uma mulher se impõe em uma relação, ela é chamada de ciumenta, louca ou maluca?


Mas, quando acontece o contrário, ele é elogiado ou dizem que “é da natureza do homem”?

Immanuel Kant nos ensina que, para aprender a pensar, é preciso pensar por si mesmo.
Infelizmente, no mundo pós-moderno, onde eu, você e nós estamos presos dentro de pequenas caixinhas, muitas vezes deixamos de pensar por vontade própria.
Estamos sofrendo uma espécie de lobotomia moderna, na qual os algoritmos determinam o que assistir, o que comer, o que consumir, o que pensar e, até mesmo, como viver.
Se René Descartes observasse a modernidade, talvez, diante de seu famoso Cogito, ergo sum — “Penso, logo existo” —, perguntasse se ainda estamos realmente pensando. E Kant provavelmente nos lembraria de que pensar exige autonomia, não apenas receber informações prontas.
Se deixamos de pensar por nós mesmos, corremos o risco de apenas existir, como organismos que respondem aos estímulos que lhes são apresentados.
Talvez o maior perigo da modernidade não seja deixarmos de existir, mas continuarmos existindo sem, de fato, viver.
Porque existir é estar no mundo.
Pensar é questioná-lo.
Viver é escolher, conscientemente, como queremos habitá-lo.

O mundo ensina a desistir,
Poucas pessoas ensinam a resistir,
O tempo ensina a permanecer.

Sonhos,
De empacotador à administrativo,
De Administrativo à professor,
De professor à engenheiro,
De engenheiro para qualquer que for.

Sonhos,
Pequeninos porém gigantes,
De um menino que virou homem,
Que dos sonhos não se perdeu.

De tudo o que há na vida,
Se sonhados com alegria,
Tornam realidade para quem acredita.

Sonhos...
.

Feliz dia do idoso


​Vão os anos, vem a sabedoria.
O tempo passa mas ensina, apura a razão e acalma o coração.
Cada período é uma lição transformadora e geradora de equilíbrio e serenidade.
​Gonçalves da Rocha
Sabedoria amiúde

O girassol nos ensina que, mesmo depois dos dias nublados,a alma pode escolher voltar-se para a luz.
Suas pétalas guardam a delicadeza de quem floresce apesar das tempestades,e sua presença nos lembra que a verdadeira beleza
não está apenas em brilhar,mas em encontrar forças para continuar buscando o sol.

“A infância nos ensina a sonhar. [...]
A juventude nos oferece energia para construir. [...]
A maturidade nos permite colher aquilo que plantamos quando tínhamos força para semear. [...]
Por isso, cada fase da vida possui um valor que não pode ser recuperado depois [...].
Existem voos que precisam ser preparados hoje para que possam alcançar altura certa amanhã.
Pedro ainda não compreende tudo isso...”
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)