Poema para Mulher Inteligente
Amor perdido
Na calada da noite
ouço uma coruja a piar
será um canto de horror
ou só um clamor a soar
Com seus olhos no horizonte
uma sombra surge ao longe
sobre a lua na clareira
essa sombra que vagueia
A coruja se apavora
e a sombra vai embora
Será uma alma perdida
que vive a vagar
Por ter perdido um amor
que não soube dar valor
e hoje vive a procurar
A força do amor
Sou o verdadeiro mar em fúria
A onda gigante de um tsunami
O ataque enfurecido de um tubarão
Sou a força inconstante da tempestade
Desaguando no seu coração
Sou a maré cheia, em noites de lua cheia
A Deusa das águas que caminha sobre ela
Sou o cavalo marinho
Que mergulha na imensidão do seu coração
Procurando o caminho pra ter de volta
Um amor que não acabou
Sou o vento forte do furacão
Girando sempre em sua direção
Tirando de você a dor da separação
Trazendo de volta um amor sem explicação
Sou o sol de todos os dias
A lua de todas as noites
Sou as nuvens, o vento fria
A magia contagiante
A brisa que te refresca
O calor escaldante
Sou o amor incondicional
A veste perfeita do funeral
Sou a vida reluzente
A fada dos dentes
Sou tudo que possa imaginar
A dor, o amor, a vida, a morte
Sou à sombra de seu coração
Um amor sem comparação.
...sou mulher de sorriso largo, coração aberto, só que mantenho meu corpo fechado;
sou mulher de exercitar a alma, perfumo as palavras e mantenho minha opinião;
sou mulher de tempestades e maré mansa, tenho bálsamo para as feridas, mas evito-as, sinto medo da dor.
sou mulher de longe, de perto, sou mulher de um jeito incerto, mas quando amo é sem medidas e sem razão;
Respeito as pessoas, mas minha verdadeira paixão, são os animais; antes de me ver mulher me sinto fêmea da cabeça aos pés, na maneira de ver, sentir, tatear e saborear; não renego minhas origens, tenho orgulho delas.
Aceitar-se como fêmea é entender o que é ser mulher; longo aprendizado;
Por isso admiro o homem que amo, seu maior encanto é sua inocência de macho. Nosso amor transcende a carne, faz de nós pontos de luzes e seres irracionais, nos leva a sensações e lugares que ultrapassam o entendimento dos "normais".
Sou uma mulher que sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Se voltar mil vezes ao mundo, oxalá permita-me voltar como mulher...
POEMA
A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
aquele poema em que saiu seu nome
não liga não é você
não vou te comprometer com a minha ilusão
foi erro de revisão
[...] isto não é um poema. Poemas são um tédio, eles te fazem dormir.
Estas palavras te arrastam para uma nova loucura.
Você foi abençoado, você foi atirado num
lugar que cega de tanta luz.
O elefante sonha com você agora.
A curva do espaço se curva e ri.
Você já pode morrer agora. Você já pode morrer do jeito que as pessoas deveriam morrer: esplêndidas, vitoriosas, ouvindo a música,
sendo a música, rugindo, rugindo, rugindo.
Poema Sujo
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo
(não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti
bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
O Lampejo
O poema não voa de asa-delta
não mora na Barra
não freqüenta o Maksoud.
Pra falar a verdade, o poema não voa:
anda a pé
e acaba de ser expulso da fazenda Itupu
pela polícia.
Come mal dorme mal cheira a suor,
parece demais com o povo:
é assaltante?
é posseiro?
é vagabundo?
frequentemente o detêm para averiguações
às vezes o espancam
às vezes o matam
às vezes o resgatam
da merda
por um dia
e o fazem sorrir diante das câmeras da TV
de banho tomado.
O poema se vende
se corrompe
confia no governo
desconfia
de repente se zanga
e quebra trezentos ônibus nas ruas de Salvador.
O poema é confuso
mas tem o rosto da história brasileira:
tisnado de sol
cavado de aflições
e no fundo do olhar, no mais fundo,
detrás de todo o amargor,
guarda um lampejo
um diamante
duro como um homem
e é isso que obriga o exército a se manter de prontidão.
Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.
Qualquer tolo inteligente consegue fazer coisas maiores e mais complexas. É necessário um toque de gênio – e muita coragem para ir na direção oposta.
Nota: A citação é erroneamente atribuída a Einstein, mas, na verdade, pertence a Ernst Friedrich Schumacher, publicada no ensaio "Small is Beautiful".
...MaisQuanto mais inteligente um homem é mais originalidade encontra nos outros. Os medíocres acham que todos são iguais.
São necessários anos de leitura atenta e inteligente para se apreciar a prosa e a poesia que fizeram a glória das nossas civilizações. A cultura não se improvisa.
Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente... e não a gente a ele!
Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
Os críticos podem dizer que determinado poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos pois que conservar o dia bom em memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novos astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira.
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