Poema o Homem Certo
É mais prudente para o homem avançar um passo de cada vez e proteger o coração das tentações do que apressar-se sem pensar e acabar sendo consumido pela ambição.
Se um homem tem a ousadia de se embriagar em pleno dia de Natal e outros têm a coragem de trair suas esposas em pleno dia de Ano Novo, eu agora só me pergunto qual será o próximo passo que eles darão rumo ao fundo do poço.
Um homem inteligente fecha a boca na hora certa, mas um homem sábio não a abre nem mesmo diante das provocações.
Se o homem mau é capaz de abusar da própria mãe, o que ele não será capaz de fazer com as mães dos outros?
Na sua opinião, o que é mais provável: um jumentinho sustentar um homem ou um corvo? Eu sei que você dirá um jumentinho. Eu também diria isso, mas para minha e sua confusão, Deus usou um corvo, ou corvos, para sustentar o profeta Elias. Amigo, quem pode impedir a maneira estranha como Deus atua na Terra?
Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.
O homem se molda à sua realidade. Reclama de uma refeição repetida quem nunca sentiu o estômago vazio por dias. Reclama de seu amor quem nunca dormiu sozinho em um colchão duro, sem abrigo nem abraço. Reclama de acordar para o trabalho quem nunca sentiu o peso da porta fechada do desemprego e o olhar de desprezo da sociedade. Reclama da vida quem nunca enfrentou a violência, a injustiça, a miséria, a fome que corrói ossos e esperança. Reclama de existir quem nunca precisou lutar para sobreviver, quem nunca foi invisível aos olhos de um mundo cruel.
O homem que se isola por medo do erro renuncia à sua natureza e torna-se um eco em seu próprio deserto.
A criança que fui e o homem que sou trocam bilhetes na madrugada. Um pede coragem, como quem pede socorro. O outro devolve silêncio, rabiscos, mapas inúteis de resignação. Às vezes, contra a própria vontade, sobem no mesmo trem. Não sabem por quê. Descendem em estações sem nome, onde a surpresa não consola, apenas prova, cruelmente, que ainda se está vivo.
“O homem não precisa de muito para ser feliz: paz com Deus e paz com os homens. Todo o resto se conquista no caminho.”
Nenhuma aquarela santifica o caminho que conduz o homem à perdição. O pecado, instigado pelo diabo e alimentado no coração humano, mascara a estrada da condenação; e muitos, rejeitando a verdade, escolhem segui-la.
Ainda que o homem em si me despreza, fingindo não me ver, mas feliz sou eu, que CRISTO me escolheu, sendo eu insignificante desprezado, que nada é, para ser alguém no coração de DEUS.
