Poema Nao Ame sem Amar
Crime algum jamais subsistiria sem a conivência de parte do Braço Armado do Estado.
Não se trata apenas de falhas individuais, mas de uma engrenagem descaradamente silenciosa que aprende a sobreviver nas frestas do poder.
O crime organizado, por mais ousado que seja, não floresce apenas da ousadia dos criminosos; ele depende também da cegueira conveniente, do silêncio comprado e, às vezes, da cumplicidade travestida de autoridade.
Quando o braço que deveria proteger passa a tolerar — ou negociar — com aquilo que deveria combater, a lei deixa de ser um limite e passa a ser uma escolha seletiva.
E é nessa seletividade que o crime encontra o seu habitat mais confortável.
Porque nenhum império clandestino cresce apenas pela força das armas ilegais; ele cresce sobretudo pela fragilidade moral das armas legais.
O mais perturbador não é apenas a existência do crime, mas a naturalização dessa convivência.
Aos poucos, o escândalo vira rotina, a denúncia vira ruído e a indignação vira cansaço.
Assim, a sociedade aprende a conviver com o absurdo como se ele fosse apenas mais um detalhe inevitável da paisagem.
E talvez seja justamente aí que mora a maior vitória do crime: quando ele deixa de depender apenas de seus próprios tentáculos e passa a respirar também pelos pulmões do próprio Estado.
Porque, nesse estágio, o combate já não é apenas contra criminosos assumidos ou não — é contra a erosão silenciosa daquilo que deveria nos proteger deles.
Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.
Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.
O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.
Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.
Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.
A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.
O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.
Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.
A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.
Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.
E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.
Prefiro me preservar no Direito de não me Descrever para não tropeçar no infortúnio de me Enaltecer
ou me Limitar.
Toda tentativa de nos definir carrega um risco muito silencioso: o de transformar um instante em sentença.
Pois, quando nos descrevemos, quase sempre recorremos ao que já sabemos sobre nós, ao que já fomos, ao que os outros reconheceram ou criticaram.
E assim, sem perceber, vamos vestindo uma versão de nós mesmos que pode até nos servir por um tempo, mas que também nos aprisiona.
Enaltecer-se demais é cair na armadilha da própria estátua: bonita, admirável, mas imóvel.
Limitar-se demais é aceitar uma moldura estreita para uma vida que ainda tem espaço para tantos contornos inesperados.
Entre uma coisa e outra, talvez exista uma Sabedoria Discreta em permanecer inacabado.
Há uma liberdade profunda em não se definir com tanta pressa.
Em permitir que a vida nos contradiga, nos amplie, nos transforme.
Quem se descreve demais começa a defender a própria descrição; quem se preserva um pouco mais, continua disponível para se tornar algo que ainda nem sabe.
Talvez seja por isso que algumas pessoas preferem caminhar sem tantas legendas sobre si mesmas.
Não por falta de identidade, mas por respeito ao grande mistério de ainda estar em construção.
No fim, há algo de muito belo, charmoso e humano em aceitar que somos maiores que qualquer frase que possamos escrever sobre nós.
Em tempos tão conflitantes, talvez não haja motivação mais eloquente para regular o nosso tom que o cuidado com o outro.
Porque é justamente enquanto o mundo insiste em gritar, que a forma como escolhemos falar revela quem de fato somos.
Não é tão difícil elevar a voz quando se acha que está convicto, tampouco é raro confundir firmeza com agressividade.
O verdadeiro desafio, porém, reside em sustentar a clareza sem abrir mão da humanidade — em defender ideias sem ferir desnecessariamente quem as escuta.
Até porque quem acha que precisa subir o Tom para sustentar uma ideia, muito raramente tem ideia para sustentar.
Há uma tentação constante em tempos de tensão: a de transformar divergência em inimizade, discordância em afronta pessoal.
Nesse cenário, o tom deixa de ser ponte e passa a ser a pior das armas.
E quando a palavra vira projétil, o diálogo se torna campo de batalha — onde ninguém aprende, ninguém cede, e todos saem, de alguma forma, muito menores.
Regular o tom não é sinal de fraqueza, mas de consciência.
É compreender que, por trás de cada opinião, existe uma história; por trás de cada reação, uma experiência que nem sempre vemos.
O cuidado com o outro não exige concordância, mas exige responsabilidade — especialmente com aquilo que escolhemos amplificar.
Talvez a verdadeira eloquência não esteja em convencer, mas em preservar.
Preservar a possibilidade de conversa, a dignidade do outro e, sobretudo, a integridade de quem fala.
Porque, no fim, não é apenas o que dizemos que nos define, mas a maneira como escolhemos dizer — principalmente quando tudo ao redor nos empurra para o contrário.
As Algemas não seriam só um Detalhe para acariciar o Ego de uma Sociedade quase sempre Algemada?
Talvez o fascínio pelas algemas não esteja no aço frio que restringe os pulsos, mas no calor simbólico que conforta consciências inquietas.
Há algo de profundamente revelador na forma como celebramos o ato de prender — como se, ao assistir alguém ser contido, experimentássemos uma ilusória sensação de ordem, de justiça cumprida, de mundo corrigido.
Mas, e se essas Algemas, tão aplaudidas quando estão nos outros, forem apenas o reflexo de correntes mais sutis que carregamos sem perceber?
Vivemos cercados por Prisões que não fazem barulho: crenças que não ousamos questionar, narrativas que adotamos como verdades absolutas, paixões políticas que sequestram a razão.
Algemas invisíveis, porém muito mais eficazes — porque não nos provocam incômodo suficiente para desejar liberdade.
Nesse cenário, o Espetáculo da Punição cumpre um papel curioso: ele distrai.
Ao focarmos no “culpado” da vez, deixamos de encarar os mecanismos que nos aprisionam coletivamente.
A indignação seletiva vira entretenimento.
E o rigor, quando conveniente, vira virtude.
Talvez por isso as algemas — no outro — seduzam tanto.
Elas oferecem a confortável ilusão de que a liberdade é uma condição natural — e que só alguns poucos, os “outros”, precisam ser contidos.
Mas uma sociedade que se acostuma a aplaudir correntes deveria, antes de tudo, desconfiar da leveza com que movimenta as próprias mãos.
Porque o verdadeiro cárcere não é aquele que limita o corpo, mas o que Anestesia o Pensamento — e esse, quase sempre, dispensa Algemas Visíveis para cumprir seu papel.
Não quero só declamar o verso,
Quero também espalhar o perfume da rosa;
Sim, o perfume da rosa.... e, depois de sentir o aroma da rosa, beijar, beijar, beijar."
Eu não digo "o amor chegou".
Eu digo:
o MEU amor chegou.
Estou aqui,
olha pra mim,
meu amor.
Não é qualquer amor,
é o meu,
feito do seu jeito,
com seu nome,
com seu cheiro.
Chegou e ficou aqui,
na porta do seu coração,
esperando você abrir.
(*Saul Beleza*)
Aos que já aprenderam a namorar sem apossar: feliz Dia!
E, para não ter que ficar voltando aqui toda hora para postar fotinhos, deixo aqui minha foto com a minha Melhor Amiga, Amante, Namorada, Esposa e Mãe dos meus Filhos.
Feliz Dia dos Namorados para todos nós, no mesmo par!
A Geometria do Espanto
Quem inventou a poesia
não assinou o papel,
deixou a pena jogada
entre o chão e o céu.
Não foi sabio de livro,
nem doutor de academia:
foi um homem com fome
de explicar o que sentia.
Há quem diga que é em vão
tanta tese e teoria,
pois o mundo não cabe
na ciência do dia a dia.
Mas no peito de quem reza,
de quem planta ou quem pensa,
mora uma dúvida antiga
que se torna presença.
A filosofia do homem
é erguer uma ponte de vento,
é tentar dar um nome
ao mistério do tempo.
Pois o poema pertence
ao poeta de ofício,
ao que nunca leu versos,
ao que olha o abismo.
Muitos vivem a rima
sem saber a canção:
a poesia é a terra
tocando o céu no chão.
"Ninguém te odeia mais do que aquela pessoa que sabe que você não acredita no fingimento dela…"
— By - Marcélio
Maridos que não se
importam com as amizades
masculinas de suas esposas
geralmente se tornam pais
de crianças que não foram
geradas por eles.
______Sim__
🤗
Se uma mulher não pode me oferecer
uma vida melhor do que a que eu já
tenho sozinho, é melhor eu continuar
solteiro.
____Sim__
Boa noite
😴
Uma Mulher
Linda é aquela
que sabe que
não precisa gastar
dinheiro com
procedimentos
estéticos para
ser Linda.
_____Um Entusiasmo
Irrefutável_
Sim
❤️
Aquele que procura a sabedoria
não pode guardar rancor. Então por que achar
que eu devo procurar nos outros
o que eu só posso encontrar em mim mesmo...
______Amor-próprio_
Sim.
😴
❤️
"Onde não existe sabedoria
não existe
paz, onde não existe paz
não existe amor e onde não
existe amor
não existe justiça: aquilo que para você é
visto como evolução, aventura
ou novidade,
para mim é percebido como repetição
vazia, superficialidade ou falta
de propósito."
Álbum: O Mundo Jaz no Maligno
(Autor-desconhecido)
"A mulher que não sabe ser feliz em casa, ao lado da família, não será nunca feliz. De fato, o pior inimigo que ela pode encontrar pela rua
será sempre ela mesma."
Do Álbum: Um Sábio Disse
Sim.
😅🤣
"O casamento é só um contrato, não uma garantia de fidelidade, por isso o teste de paternidade por DNA pós-parto deveria ser obrigatório por lei, ou seja estou certo de que seria uma lei que evitaria muitas injustiças futuras."
____Sim_
😆😅🤗
A mulher infiel não tem muito do que se orgulhar na vida, pois a sua maior virtude já foi destruída: o caráter.
Sim.
O casamento é só um
contrato, não uma garantia
de fidelidade. Por isso
prefiro viver sozinho do que
mal acompanhado.
____Sim__
😴
