Poema Nao Ame sem Amar

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Todo ato da necessidade de um início pois sem ação não se tem reação.
Na resiliência da ação.
Neste fato Feedback da alienação apenas é desculpa para continuar a musica do rebola.

"Diante do pensamento, vivemos a discriminação.
Não podemos expressar o que somos, apenas olhares vazios.
Pois ainda somos escravos da constituição.
Somos livres, e somos a cultura que criou esse país, sem amarras da ignorância e do relativismo do imperialismo."

​Manifesto: A Gaiola Coletiva
​O futebol não é a nossa cultura; nossa cultura é a estrutura, a crença e a raça da nossa gente que, com o próprio suor, levantou esta nação. Uma nação que não foi construída pelos senhores escravagistas, mas sim apesar deles.
​Hoje, somos governados por democratas da alienação. Promovem a futilidade e a ganância, alimentando a luxúria de um espírito podre — para aqueles que acreditam em alma, pois para o sistema, ela nunca existiu. O velho "pão e circo" continua de pé. No jardim da nossa sociedade, a flor é devorada pelos ratos da extrema-direita democrática. Mas há um preço: todas as flores precisam de espinhos para proteger e expor a sua beleza.
​Somos obrigados a engolir a corrupção e o negacionismo. Na transição do ser político e analítico para o ser inerte, fomos engolidos pela alienação social e religiosa que viralizou. Junto com ela, viralizaram o racismo, a intolerância espiritual e a indiferença. Sob esse teto, a pobreza tornou-se sinônimo de ignorância e de escassez política.
​Somos uma rica mistura de raças e credos, mas os governantes ainda nos enxergam como meros objetos de manobra. Criam-se políticos de estimação e cargos previsíveis. Candidatos corruptos desfilam impunes, esfregando na nossa cara as provas do roubo. Mesmo assim, a alienação vence, porque a mente da massa está presa em uma gaiola coletiva.
​O senso da razão ainda sobrevive, resistindo bravamente em meio a deepfakes e fake news. No entanto, dividimos o espaço com aqueles que lutam para viver na utopia de uma "Matrix". Somos peças de um jogo político focado nas riquezas do povo, onde a vida é sofrida e onde lutamos diariamente pelo direito de existir em um mundo onde tudo — absolutamente tudo — tem preço.

Veneno do ar

​O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
​Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
​O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.

Temporal
​Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
​— Por Celso Roberto Nadilo

​"O estado não analógico do fluxo temporal, apenas envolto no voo da pipa no céu, relembra os olhos abertos nas nuvens carregadas ou em céus sem nuvens de ar seco. Em uma flor estática, a luz compila o ar de uma atmosfera desgastada; nas fronteiras de cada camada, revela-se o arco do frio rarefeito.
​O vento ganha desenho e paira sobre as camadas da atmosfera. Através do ar e do passar das horas, sofremos a alienação dos estados do tempo, que flui pelas heranças de um dia inflamado."
— Celso Roberto Nadilo

Ser por ser
Ate ser
Ser ou não ser porquê não ser...
O que sou diante meu ser sou o ser então...
Entenda melhor o ser dentro do seu ser.
E sera seu ser comprendo o ser...
Contemple seu ser magnífico ser...

Porque aparecer o não sou se ainda sou...
Porque clamar se ainda vou ser o sou...
Para que vou ouvi se ainda sou

O esquecimento é foice do sistema.
Esquecer por que não conseguimos compreender.
Olhar para espelho ver as distorção do ser que é obcecado pelo seu próprio ego...
Tanta vaidade e tão pequeno percentual de um ser humano.
Apenas um olhar no vazio da existência.
No metrô as pessoas são julgadas pelo teatro do dia a dia, como se fosse interessante ou sedução ou ate mesmo desde do ser aparente.
Robos do sistema ou sobreviventes de mais um dia no trabalho escravo da alienação.

Tantas regras mais aonde esta a moral...
Sua piscina está cheia de ratos...
Suas ideologias nao corresponde aos seus atos...
A verdade escorrem por seus lábios...
Seu olha morre e ninguém explica o impensável..
Para onde foi os tais discursos falsos.
Para onde engolir a seco o gosto amargo da verdade.

Nos valores do caos predomina a luz.
Sem a escuridão nao existiria a luz.
Todos atos sao calculados ate amanhã seja hoje.

A alucinação não é alienação.
Dentro da realidade sois alienação...
No isolamento intelectual sempre haverá o empobrecimento da alma.
Pois o espírito é essência das experiências passadas cujo o carater é formado. E estar alienado é simplicidade abandonado suas experiências por ideias de fantasias.
Por Celso Roberto Nadilo

DEPOIS DE TUDO


Talvez o problema das relações de hoje não seja a falta de conexão.


Talvez seja a falta de disposição para permanecer.


No começo, todo mundo parece saber o que quer.


Existem palavras bonitas, promessas, conversas intermináveis, fotos, desejos, planos e aquela sensação de que finalmente encontramos alguém diferente.


Até que chega a rotina.


E é aí que muita gente desiste.


Porque o beijo já não tem a mesma novidade. O abraço já não provoca a mesma ansiedade. A presença deixa de ser descoberta e passa a fazer parte do cotidiano.


Então aparece outra pessoa.


Outra conversa.
Outra emoção.
Outra “maçã”.


Mas talvez o problema nunca tenha sido a maçã.


Talvez seja a necessidade de sempre morder uma nova.


Porque pessoas não foram feitas para permanecer eternamente interessantes como uma novidade. Pessoas têm dias bons e ruins. Têm defeitos. Têm inseguranças. Têm passado.


Eu também tenho.


E não tenho vergonha disso.


Eu quero amar dando o melhor de mim. Quero ser romântico, carinhoso, intenso, companheiro e verdadeiro.


Mas existe uma coisa que eu não entrego em troca de amor:


a minha essência.


Eu posso evoluir.


Mas não quero me transformar em outra pessoa para ser escolhido.


E talvez seja justamente isso que mais dói.


Depois de tudo que a gente vive, ainda precisamos esperar para descobrir se alguém está realmente disposto a ficar.


Porque dizer “eu te amo” quando tudo é novidade é fácil.


Difícil é olhar para a mesma pessoa depois que a novidade acabou e continuar dizendo:


“Eu ainda quero você.”


É aí que começa o amor de verdade.


Não depois do primeiro beijo.


Não depois da primeira noite.


Não enquanto tudo é perfeito.


Mas depois de tudo.




Fhayom

Eu não sei andar de chinelo
Não sei andar de chinelo
Vou arrastando no chão
Não sei andar de chinelo
Ando rebolando
não sei andar de chinelo
Ando de tamaco
não sei andar de chinelos
Vou descendo ate o chão
Me deve mil e quientos me pague mil e seiscentos
Eu não sei andar de chinelo e nem de tamanco ando rebolando me pague mil e setecentos...
Não sei amdar de chinelos.

Para que a liberdade de ser.
Se o ser não compreende o próprio ser.
No estabelecer algo se define como intelectual pois nem alienação intelectual compreende.
Para o fato é jogado num mar de definições.
Em nuvens de opiniões clama o sois diante sois.
A liberdade algo que não voa sem as asas da percepção. Se ve preso num mar de indagações.

Violino não tocou nada mais.


Diante porcos capilistas.
Deformações da democracia.


Toquem os sino dos oprimidos.
Pois repressão esta nas porta
Bate bate que quero entregar meu país...
Pois sou a escória da politica
Meu eu político entrega terras raras e pix mais quatros anos e pai soltou
Porca vai dar cria a ratos que deforma democracia.
Ate os alienação intelectual morreram lábios da morte seu corpo foi arrasto decapitado dado aos caes do imferno do imperialismo digital.
Aplaudam a ignorância em alienação intelectual todos estão na mesma cova.

Em toda imensidão não cabe eu e minha imersão na imensidão so comparável ao sentido por você.
Dentro da imensidão só apenas a poeira cósmica soprada pelos ventos solares para os quais senti parte da imensidão passando por meus olhos.
Uma nuvem de poeira cosmica.
A mesma que deu origem a vida,
No silencio respiro parte da mesma imensidão vejo o tempo se efêmero diante o complexo na vida poeira um dia foi rocha no outro momento parte de um planeta algo parte do universo.
Num enigmático dia abri olhos vi que era um terraquio como pode ser...?
Pois me pergunto meus olhos queimarem nos raios do sol vejo cada segundo como único.
Respirar e respirar sentir coração bater sangue correr pelas veios.
Me sinto no macro cosmo olhando imensidão de ser parte de um sonho na imensidão da humanidade.
Ouvir carros passar a música ao fundo ouvi o mundo seu movimento compreendo que sentir é maravilhoso e monumental.

Aquilo que aparece diante de nós não precisa necessariamente bloquear nossa visão.
Um medo pode existir sem dominar nossa vida.
Uma lembrança pode existir sem controlar nosso presente.
Uma pessoa pode ter feito parte da nossa história sem continuar sendo dona dela.
Uma dor pode ter existido sem determinar quem seremos daqui para frente.

Muitas vezes atravessamos períodos em que não conseguimos enxergar nenhuma segurança. Olhamos ao redor e pensamos:
"Onde está o chão?"
Mas continuamos de pé.
Talvez existam forças que não percebemos enquanto estamos preocupados demais procurando por elas.

Aprendi muito cedo que seres humanos não são compostos de uma coisa só. Somos duas partes que compõem o todo.
Temos a consciência, que inclui a mente e a alma, as partes intangíveis.
E temos o ser físico: a máquina que sustenta a consciência e nos faz sobreviver.
Se estragar essa máquina, você morre. Se negligenciar essa máquina, você morre. Se achar que sua consciência pode sobreviver sem a máquina, você morre logo depois de descobrir que estava errado.

Verity (livro)
HOOVER, Colleen. Verity. Rio de Janeiro: Record, 2020.