Poema Nao Ame sem Amar
Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.
Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.
Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.
E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.
Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.
*
"A pobre humanidade
vive correndo atrás de "palavras ao vento", e não pesquisam sobre o motivo de terem perdido a eternidade..."
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( Francisca Lucas )
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Relacionamento 3+1
Se você não entender isso sobre relacionamentos… você vai se frustrar.
Não é falta de amor que acaba com a maioria das relações.
É a incapacidade de lidar com a vida adulta.
As pessoas entram achando que química resolve tudo.
Que vontade sustenta rotina.
Mas não sustenta.
Relacionamento no mundo real exige estrutura.
E existe uma regra simples:
3 + 1.
Primeiro: compatibilidade intelectual.
Se vocês não conseguem se entender no básico, toda conversa vira desgaste.
E onde não há comunicação… o respeito morre.
Segundo: compatibilidade emocional.
É maturidade pra aguentar pressão sem descontar no outro.
Porque ninguém foi feito pra ser depósito de frustração.
Terceiro: compatibilidade sexual.
Desejo. Conexão. Entrega.
Sem isso, vocês são só dois amigos dividindo contas.
Só que a vida não é perfeita.
Esses três pilares nunca vão estar fortes ao mesmo tempo.
Vai ter fase com muito desejo e pouco diálogo.
Fase com parceria, mas sem química.
E é aí que muita gente desiste…
Quando na verdade deveria entender:
os pilares fortes sustentam a relação até os outros se alinharem.
Mas tem um quarto fator.
O mais importante de todos.
Alinhamento de rota.
Porque não adianta se gostar…
se um quer crescer e o outro quer parar.
Se o futuro não é o mesmo, o relacionamento vira peso.
E mais cedo ou mais tarde…
alguém afunda.
Isso não é sobre romance.
É sobre realidade.
... Quando alguém não aprende a habitar
o próprio silêncio e a própria companhia, passa a aceitar qualquer pessoa em sua vida
— não por escolha consciente —
mas por medo de estar sozinha,
consigo mesmo ...
... Quem não faz amizade
com a própria solidão — corre o risco —
de chamar de abrigo qualquer pessoa que apareça pelo caminho ...
“Pensar em si mesmo não é egoísmo,
pensar em si mesmo
é se dar o valor,
e isso faz partedo reconhecimento
que você merece.”
"Meu silêncio não é falta de amor,
meu silêncio é apenas um tempo,
um tempo que eu preciso ter
para poder acalmar o meu coração."
“Sua luz não reflete apenas quem você é,
ela carrega uma história.
Alguns julgam, alguns apontam, mas não querem nem entender e nem te ouvir.
Por isso, siga em frente e conte comigo,
hoje, amanhã e sempre.”
“Aprendemos coisas
que não sabíamos sobre
— o amor e agora —
estou aqui quando você
quiser falar comigo.”
Algumas pessoas não querem somar na sua vida, querem apenas o controle sobre ela. Elas destroem a sua paz e te prendem em explicações sem fim, só para testar até onde vai a sua 'coleira'.
Maturidade é entender que quem não tem futuro para oferecer, oferece caos. Quando as atitudes são instáveis e as desculpas são vazias, afastar-se não é orgulho. É a única resposta lógica.
A Bíblia não se oferece como um livro morto. Ela se comporta como um organismo simbólico. Suas histórias parecem simples à primeira vista, mas operam em camadas. Narrativas de pastores, reis, guerras, quedas, promessas, traições e redenções. Mas por trás da superfície histórica existe uma arquitetura psicológica e espiritual que continua se repetindo dentro de você e dentro de mim. Porque o jogo humano não mudou tanto quanto você gosta de imaginar. Mudaram as roupas, as ferramentas, os nomes. A estrutura interna permanece.
Quando você lê sobre o deserto, você não está lendo apenas sobre areia e calor. Você está lendo sobre períodos de escassez interna, sobre travessias sem garantias, sobre caminhar sem saber exatamente onde vai chegar. Quando você lê sobre o dilúvio, não é apenas água. É excesso. É saturação. É o colapso de um sistema interno que não se sustenta mais. Quando você lê sobre a cruz, não é só dor física. É confronto com limites, com escolhas irreversíveis, com o custo real de sustentar uma verdade até o fim.
E é aqui que o enigma começa a se aprofundar. Duas pessoas leem o mesmo trecho. Uma sente consolo. A outra sente confronto. Uma encontra esperança. A outra encontra acusação. Isso não acontece porque o texto é confuso no sentido vulgar da palavra. Acontece porque o texto funciona como um campo simbólico que ativa conteúdos internos diferentes em cada leitor e leitora. Ele não entrega respostas prontas. Ele provoca perguntas certas. E perguntas certas quase sempre incomodam mais do que respostas fáceis.
"Quando um palhaço entra em um palácio, ele não se torna um rei; o palácio torna-se um circo".
Não são as roupas, o estudo, os títulos, bens materiais que nos tornam reis(Sãos), mas a capacidade de superarmos o mal que habita em nós.
Ser palhaço é cultivar a mágoa, a culpa, os traumas, procrastinar, o orgulho, egoísmo... Ser palhaço é ser decrépito na alma, é jazer no erro, na birra, na imaturidade.
Ser palhaço é não respeitar a dor do outro.
O palhaço ri de si mesmo, usa uma máscara; e aí está a patologia: a incapacidade de autosuperação. E é exatamente isso que o impede de ser rei.
Nos dias de hoje, sentir-se desejado não é algo difícil. Mas, para alguns, quando esse desejo parte da pessoa amada, ele tem um valor inestimável.
Talvez eu seja ingênuo, mas por que haveria de existir fetiche maior do que ser amado?
Garanto que qualquer um que tenha provado disso jamais se contentará com desejos superficiais.
Eu grito,
não mais para o mundo,
mas para me resgatar de mim mesmo.
Grito tudo o que calei,
tudo o que doeu em silêncio,
tudo o que me fez pequeno dentro de mim.
Deixo a dor sair sem pedir desculpa,
deixo o peito tremer,
deixo a voz falhar…
mas não deixo mais ficar.
Porque esse grito não é só ruptura,
é nascimento.
No meio do caos da minha própria voz,
algo em mim respira de novo.
E pela primeira vez,
eu não me sufoco…
eu me escuto.
Por que fazer hoje?
Jamais acontecerá um amanhecer igual ao outro, pois o vento não sobrará igual.
As nuvens não vão estar na mesma posição, formando as mesmas formas.
As ondas não serão as mesmas
Talvez não esteja tão disposto a acordar cedo.
Ou com saúde para caminhar e ver o mar dando um bom dia.
Ou o sol iluminando o seu Ser.
O brilho da luz do sol surgindo entre nuvens na cor vermelha e mudando a cada segundo, se tornando dia.
O espetáculo maravilhoso da criação do Senhor.
O som maravilhoso do mar dizendo :
Estamos todos vivos .
VIVA TUDO O QUE VOCÊ MERECE.
BOM DIA.
Todo homem tem seu momento gay.
A diferença está entre aqueles que realmente não nasceram para ser.
Aqueles que percebem o quanto é maravilhoso ser e permanecem sendo.
E os que não se aceitam e vivem infelizes.
(Nepom Ridna)
