Poema Nao Ame sem Amar
Não tenho explicação.
Você não me deixa explicar.
Nesta situação eufórica,
travou a tua democracia,
onde não há paz, amor ou alegria.
Não há tempo de apaziguar,
nem direito de me justificar.
"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4
“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.
ANDAR COM FÉ
Se há pedra no caminho
Cuidado para não topar
Se tem cacto de espinho
Calma pra não se furar
Mas não deixe de seguir
Pois você não vai ruir
Se com fé você andar
Invasores
Em momentos que eu não estou a salvo,
em momentos que eu preciso de isto ou daquilo,
de alguém ou ser um sem ninguém
é quando vocês surgem em meus pensamentos
inofensivos e imprecisos
com uma idea que vem do além
criando propósitos para não me fazerem o bem.
Senhores pensamentos,
não os leve para dentro.
Pois, o mal eles irão fazer-lhes
e o sofrimento eles tentaram adentro.
Eles são invasores, meus senhores!
Efémeros são eles. Eu espero.
Não tenho explicação.
Você não me deixa explicar.
Nesta situação eufórica,
travou a tua democracia,
onde não há paz, nem amor, nem alegria.
Não há tempo para apaziguar,
nem o direito de me justificar.
Seguir trilhas que não existem permanece um mistério:
quem inaugurou a terra com os próprios passos?
Sem explicação, vivemos — e, às vezes, apenas existimos.
Não vou chorar o teu choro, nem abraçar os teus abraços.
Não vou sorrir o teu sorriso, nem caminhar o teu caminho.
Não quero sofrer o teu sofrimento, nem amar o teu amor — seja ele verdadeiro ou falso.
Mas vou te ajudar com os teus problemas, mesmo sabendo que não são meus.
Eu sei o que está passando: depois de tudo, não há retorno para nós.
Os caminhos não vêm em nossa direção,
nem seguiremos por trilhas que nos levem de volta.
Somos fagulhas minúsculas,
que o tempo soprou para longe,
incapazes de se reunir,
E jamais formar de novo
as gotas de esperança adeus.
Se ontem foi bom, não sei afirmar — passou.
Amanhã é futuro, não há o que somar.
Tudo muda de repente:
amor, paixão, encontro e desunião.
O que posso dizer é que sigo em frente,
sem pressa de chegar.
Preparo meu coração,
fortaleço meu corpo,
acolho novas ideias,
e vou em busca de um novo amor,
para, enfim, ser feliz.
nfelizmente, o mundo não conhece o Criador do universo.
Caminham fingindo, iludindo em nome de Deus.
Invocam, proclamam, imaginam a presença divina,
mas no fundo do pensamento vivem distantes d’Ele. As atitudes e atividades do ser humano não representa a Deus.
Não sei dizer se sou feliz ou não,
se ainda existe o amor em meu coração;
a saudade traz a velha dor
que eu não quero mais.
O que está escondido não deseja ser revelado.
Revirar a pedra adormecida em seu repouso
pode despertar surpresas indesejadas.
Nem tudo que existe deve ser visto,
pois há mistérios que pertencem ao silêncio.
Não vá, eu preciso falar, me dá um instante, vem escutar.
Pense forte, respire fundo, volta ao meu peito, ao meu mundo.
Não vá, não me deixes assim — um coração naufragando em ti.
Pense bem, não parta sem razão; esquece a dor, vem ser meu chão.
O sofrimento que te cerca
pode não ser teu.
Nem toda praga
tem poder de te amaldiçoar.
Ainda que a crise te assombre,
não te deixes assustar:
mantém-te firme,
de bem com a vida,
e a luz dentro de ti
será sempre maior que a escuridão.
Se o mundo respirar tão vivo quanto eu, tudo estará perfeito.
Não quero a dor nem a sombra que caia sobre o outro.
Mas se a tempestade apagar o melhor que existe nele, ergueremos — pedra por pedra até chegar a um novo horizonte feliz.
Queres o meu amor para não estares só nas noites frias,
para que não acordes triste na solidão.
Queres o meu amor a teu lado — por que, se na verdade não sabes amar
Tudo se renova: a pedra, o metal.
O mistério não explica, mas a mudança acontece.
Da transformação nasce a edificação — para a evolução,
seja espiritual ou material, que sempre segue adiante.
O livro sagrado revela em metáforas e parábolas,
para que ninguém detenha todo o saber.
O universo não conhece fronteiras,
e, assim como ele, há coisas enterradas
para não serem vistas, mas guardadas no silêncio.
Perdoei quando ardiam as palavras,
não sou cálice de veneno, nem sombra a ser retribuída.
Ainda assim, jamais sentarás à mesa onde repousa minha paz.
Não habita em mim ódio, mas uma justiça que tenho para seguir.
