Poema Nao Ame sem Amar

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Estamos cheios de resíduos de coisas que nos incomodam por não terem mais validade, mas que teimam em se manifestar.

A consciência plena é fácil de se alcançar, basta não fugir dela. A consciência plena é aqui, agora.

Eu escolhi a verdade do amor, não a verdade da dor. Isso nunca desaparecerá, mesmo que eu duvide.

Não quero saber como a vida funciona, não quero estragar a mágica com o meu conhecimento, não quero perder a minha inocência. Quero viver apenas.

Nós somos intérpretes da realidade. Não podemos vê-la, apenas podemos ter consciência da nossa interpretação.

Ontem eu tinha tudo, porque não sabia que algo me faltava. É bendita a ignorância...

A memória não se refere ao passado, pois esse não existe, é uma ilusão. Só podemos nos fiar no momento e na nossa pequena bagagem.

Agora eu vejo. É preciso um pequeno esforço para ver a face, ela não é velha nem nova, ela transcende o espaço e o tempo. Como é bela, ela não se repete. Ela sou Eu.

As ideias não têm valor. É preciso se chegar a um estado de descrença absoluta. E não acrescentar mais nada.

Aposto que não consegues te agarrar a este pensamento, que é o de te manteres no firme propósito de não ficares vagando de idéia e aqui te fixares, fazendo disso a base para conheceres a realidade. O teu propósito é guardar-te de fugir do que realmente sabes. Usa isto como um amuleto contra o que quer que tu permaneças na ignorância e nas trevas. Sabendo o agora, não terás nem passado, nem futuro. Não escaparás de ti mesmo, que estás neste lugar.

Deus criou um mecanismo para que não nos destruamos com os nossos pensamentos negativos: é a visão da beleza.

Assim eu cresço: reconhecendo os meus acertos. Isso não é vaidade, é crescimento.

Ingênuo é aquele que não sabe que tem pecados. Inocente é o que não os tem. Para ser inocente é preciso ser ingênuo.

O amor, o tempo, o nada, não podem ser medidos, dissecados. A Verdade é a minha percepção, agora.

O Buda constrói um castelo na areia. As vagas o levam. O Buda o constrói novamente. O amor não pode ser vencido.

Se não houvesse as leis e os costumes, a situação continuaria na mesma, já que estes são o resultado das condições em que o povo vive. Se fossem suprimidas as leis, todos saberiam o que fazer, ao se terminarem os costumes, as pessoas arranjariam outros.

Não existe a realidade por si só, ela precisa ser construída para funcionarmos, por isso ela só existe na mente do homem.

Não há passado, presente ou futuro, apenas uma onda que descreve um desenho. É a música da esfera.

Aparentemente não há saída. Tudo o que é rebelde, que contraria, já está previsto e acaba produzindo o contrário do que se propunha. Assim, os conservadores dominam a tudo e a todos. Mas isso não é verdade, esta engenhoca humana morreria se não fossem por nós, os criadores de problemas, os que propõem o impossível e não querem saber de nenhuma solução. Antes disso, quanto mais atrapalharmos, mais agitamos as formigas laboriosas de coisa nenhuma. Viver assim é uma doçura, ao incomodarmos criamos uma alergia, um mal estar que vai gerar frutos que nunca veremos. Somos os semeadores da morte do senso comum.

Não adianta fugir porque a felicidade não está aqui, nem adiante. Ela é o reconhecimento de si mesma.