Poema na minha Rua Mario Quintana
Eu não bebo pouco, mas tô sempre prestando atenção na minha consciência. De que forma a bebida tá me afetando. Igual quando fui uma vez em um casamento e eu tava bebendo gin. Quando eu vi que se eu continuasse eu iria ficar mal, eu voltei pra cerveja. Aí fiquei tranquilo, consciente no final. Enquanto que quem permaneceu no gin, depois ficou mal.
Eu e minha mania de denunciar as coisas simplesmente por enxergar o que está na minha frente e ao alcance dos olhos.
Eu tentei falar, passaram várias opções na minha mente do que eu poderia ter falado, mas eu não disse nada.
O mundo tá sempre testando a minha capacidade de me rebelar. Um dia talvez se perceba que não vale a pena.
Talvez o seu lado Diaba equilibre o meu lado Diabo. E com a minha outra parte eu tente equilibrar o seu lado Deusa.
As pessoas mais importantes da minha vida arrancaram partes de mim (do meu corpo): minha mãe, minha cadela, e você.
O texto da Jolie (a nossa cadela) é o texto mais profundo que eu já escrevi em toda a minha vida. E é um texto direcionado pra alguém que nem sabe ler... Pois é, a vida e as suas ironias.
Sair pra trabalhar e deixar a minha mulher dormindo. A minha mulher sair pra trabalhar e me deixar dormindo.
Percorrendo minha memória, percebo que o que mais me colocou pra frente na minha vida, em vários momentos, foi ter feito novas conexões com pessoas.
Minha mente não é tão simples assim. Alguns dias são mais difíceis. Mas onde eu não puder ir, minha arte vai chegar lá.
Às vezes eu me sinto estranho comigo mesmo, de estar sozinho, porque eu vejo o quanto a minha alma transborda coisas, e pensamentos, e sensações, e percepções do momento, que eu imagino que são além do normal. Mas, ao mesmo tempo, estar sozinho com essas coisas transbordando é bom, porque se as coisas transbordam, eu posso pegar nelas. Como tá transbordando essas coisas, eu consigo ver e pegar, e analisar e fazer alguma coisa com aquilo ali. Eu consigo pegar, analisar, e olhar e refletir.
Pra ser um bom artista, sinto que preciso ignorar minha autoimagem, deixando de perceber como as pessoas me percebem. Tenho que abrir mão da autoimagem, pelo bem da própria imagem. Se eu ficar preocupado com a autoimagem, eu abandono a imagem. E vice-versa. E no dia a dia, no relacionamento com as pessoas, eu só preciso me preocupar com a minha autoimagem.
