Poema com mar

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E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.

⁠Cada vez que nossos olhares se cruzam, sinto uma intensidade que é ao mesmo tempo desafiadora e maravilhosa. A maneira como você me observa vai além das palavras e toca algo profundo dentro de mim. Seu olhar tem o poder de revelar sentimentos que nem sempre consigo expressar, mas que são infinitamente verdadeiros.

Cada passo é escolha, cada olhar, um mar,
E o coração insiste em navegar sozinho. - Frase da música Entre o Querer e o Amar do dj gato amarelo

O que éramos nós, sem o assombro, o espanto, a sensibilidade? Conchas do Mar Morto? Perfeitas por fora, mas sem trazer o som do mar encostado ao ouvido, apenas o sussurro seco do próprio deserto.

Uma Gota de Leitura permite um acesso incrível a uma Praia de Literatura e assim começa um Mar de Aventura que corre para um Oceano de Cultura.

Naturalmente as tempestades do mar da vida induzem-nos a fazer grandes petições. Quem não reza morre pecador, quem reza se transforma num grande pescador.

Que a poesia se derrame em mar, se dissolva em ondas e se desintegre junto das areias.

Com a devida vénia aos terapeutas da alma, teria sido sempre o meu próprio capitão em mar alto.

⁠Insistir em algo que lhe destrói é o mesmo que entrar num mar bravio, tempestuoso, sem saber nadar ou colete para, quem sabe, evitar sua morte.

O mar não grita seus segredos, ele os guarda nas ondas e só revela a quem aprende a escutar.

No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.

O barco navega e o ajudante vê os peixes pulando no mar; e colhe-os para comer, dividir e cortar suas porções.

Ao desatar os nós da tormenta de um mar revolto, jamais esqueça que a calmaria vem logo após a grandes tempestades

⁠Em meio ao mar de inseguranças, eu continuo navegando; por isso o barco que eu navego se chama Resiliência.

O olhar dela é como o mar em dia de tempestade: profundo, indomável e cheio de segredos que só o coração entende.

O seu olhar é um mar revolto: por cima, a onda da mentira que tenta me enganar; por baixo, o abismo de quem está pedindo socorro e não sabe como dizer.

Sempre fui um náufrago de mim mesmo, boiando em incertezas. Mas no meio de tanto mar, seu abraço foi a primeira vez que senti o chão firme.

Todos temos um rio a correr dentro de nós. Passamos a vida a tentar encontrar um mar para ele desaguar. As tempestades fazem-nos constantemente mudar o seu curso e nem sempre o mar aparece

Tem horas que vou raso, tem horas que vou fundo, só depende do mar que estou nadando.

Ali inerte, nas águas limpídas do mar.
Invadida de silêncio, buscando um significado para a palavra amar.